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Petrobras conclui venda de ativos na Nigéria por US$ 1,45 bi; Cemig diz que não tomou decisão sobre Aliança e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo da sessão desta quarta-feira (15)

No radar desta sessão, a Petrobras concluiu a venda dos 50% remanescentes da sua subsidiária africana para a Petrovida, empresa da Africa Oil do Canadá. Os canadenses pagaram US$ 1,45 bilhão (R$ 5,87 bilhões) na operação, que inclui a exploração de petróleo em águas profundas no litoral da Nigéria.

Petrobras (PETR3;PETR4

A Petrobras concluiu ontem a venda de 50% da participação que a Petrobras International Braspetro BV (PIBBV) possuía na Petrobras Oil & Gas BV (PO&GBV). Quem adquiriu a participação foi a Petrovida Holding B.V. (Petrovida), que pagou US$ 1,45 bilhão (R$ 5,87 bilhões) pelos ativos que eram da Petrobras na África.

A Petrovida é detida pela Africa Oil Corporation, empresa de capital aberto controlado pela canadense E&P. A Africa Oil extrai petróleo na costa da Nigéria e tem ativos em desenvolvimento no Quênia.

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Na Nigéria, a empresa realiza exploração de petróleo em águas profundas. A Africa Oil está listada na Bolsa de Valores de Toronto, Canadá. “Com o fechamento desta transação, a Petrobras encerra integralmente suas operações na África” informou a petrolífera brasileira.

Azul (AZUL4

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras anunciou na terça-feira (14) um acordo de oferta vinculante de compra da empresa aérea regional TwoFlex por R$ 123 milhões.

Com 14 horários diários de partidas e chegadas em Congonhas, principal terminal doméstico do país, a  TwoFlex oferece serviço regular de passageiros e cargas para 39 destinos no Brasil. Segundo a Azul, apenas três cidades regionais são sobreposições, ou seja, atendidas por ambas as empresas. Com a aquisição, portanto, a rota da companhia é ampliada.

A frota da TwoFlex é composta por 17 aeronaves Cessna Caravan próprias, um turboélice regional monomotor com capacidade para nove passageiros.

O Itaú BBA e Bradesco BBI avaliaram como “positiva” a aquisição da empresa de aviação regional TwoFlex pela Azul, que foi anunciada ontem.

O BBI destaca que a aquisição tem “valor estratégico” para a Azul, justamente por causa dos 14 slots que obteve no Aeroporto de Congonhas (SP) e das sinergias resultantes, como substituir os aviões ATR pelos Caravan e atender a rotas da TwoFlex no Sul do País. O BBI mantém preço-alvo de R$ 80 para a ação da Azul e uma nota “outperform” (desempenho acima da média do mercado).

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Já o BBA está com o preço-alvo da ação e a recomendação da Azul em revisão. Os analistas destacam, contudo, que a aquisição tem valor estratégico para a companhia, ao evitar que a TwoFlex fosse adquirida por sua concorrente Gol e, ao mesmo tempo, abre novas possibilidades de acordos entre a Azul e governos estaduais. “A Azul tem acordos de redução do ICMS em alguns Estados e uma empresa aérea de menor porte pode aumentar a lucratividade”, avalia.

Pão de Açúcar (PCAR4)

O Grupo Pão de Açúcar informou nesta quarta-feira que seu faturamento bruto atingiu R$ 16,5 bilhões no quarto trimestre de 2019, em expansão de 8,4%. No ano de 2019, o faturamento bruto foi de R$ 59,1 bilhões, um incremento de 10,3% sobre 2018. Esses dados não incluem a operação varejista do Grupo Éxito na Colômbia, que o Grupo Casino da França adquiriu no ano passado e agrupou no GPA. Incluídas as operações do Éxito, a receita bruta foi de R$ 18,9 bilhões no quarto trimestre e de R$ 61,5 bilhões no ano inteiro.

O Pão de Açúcar destacou a operação do atacadista Assai, que em 2019 abriu 22 novas lojas e iniciou operações nos Estados de Tocantins, Amapá e Rondônia. Segundo o GPA, considerando o total de lojas, a expansão de vendas do Assai foi de 22%; considerada as vendas “mesmas lojas”, o crescimento foi de 6%. A receita bruta do Assai totalizou R$ 30,4 bilhões em 2019, um pouco mais que a metade da operação brasileira e em expansão de 6,3% sobre 2018.

Recomendações

A Embraer (EMBR3) teve ADR rebaixado de compra para neutra por UBS, com preço-alvo  de US$ 21, o que implica uma alta de 6,7% em
relação ao último fechamento.

Já o HSBC reduziu a recomendação para Carrefour Brasil (CRFB3) teve recomendação revista de compra para manutenção, enquanto a Via Varejo (VVAR3) foi rebaixada de manutenção para redução.

Helbor (HBOR3)

A Helbor informou que vendeu três imóveis, no valor de R$ 175,1 milhões, para investidores profissionais. A operação foi feita, segundo a empresa, para a redução de estoques e do endividamento da empresa.

Com a soma, a Helbor pretende quitar as debêntures do CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliário) constituído em julho do ano passado. Os três imóveis são o Neolink Office, Mall & Stail, no Rio de Janeiro; o One Eleven, em São Paulo; e o The Cityplex, em Osasco (SP). Segundo a Helbor, “a expectativa é que ocorra uma nova tranche da operação dentro do primeiro semestre de 2020, envolvendo mais três imóveis”.

RNI (RDNI3

A RNI Negócios Imobiliários informou que contratou a corretora BTG Pactual para atuar como formadora de mercado das suas ações ordinárias na B3. Segundo a RNI, a corretora do BTG Pactual inicia hoje seu trabalho, com validade por um ano. O objetivo do contrato é “aumentar a liquidez das ações no mercado”, informou a RNI. A empresa tem 42,2 milhões de ações ordinárias em circulação no mercado.

Cemig (CMIG4

A Cemig enviou um comunicado de resposta à CVM, no qual afirmou que ainda não tomou nenhuma decisão para vender a sua fatia de 45% na geradora de energia Aliança para a mineradora Vale. Segundo uma reportagem publicada pelo jornal Valor no dia 14, a participação da estatal mineira de energia elétrica na Aliança é avaliada em R$ 2 bilhões. A Cemig estaria considerando a venda como parte do seu plano de desinvestimentos em curso.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O secretário-especial de Desestatização e Desinvestimento, Salim Mattar, anunciou nesta terça-feira (14) que a meta do governo para este ano é arrecadar R$ 150 bilhões com a venda de cerca de 300 ativos públicos.

O objetivo inclui empresas controladas pelo governo, como a Eletrobras, além de subsidiárias, coligadas e participações societárias. Ele ainda deixou claro que Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobras não serão privatizadas.

Além disso, o secretário explicou que os Correios estão na lista de privatizações, mas que a venda da companhia está prevista apenas para o fim de 2021.

Já a coluna Painel de hoje do jornal Folha de S. Paulo informa que o governo federal estuda o que fará com 40 mil dos 100 mil funcionários dos Correios, que possivelmente serão demitidos antes da privatização da estatal, agora prevista para 2021. O governo não pretende absorver os demitidos, segundo a matéria, porque isso criaria um precedente para outras privatizações. Segundo a matéria, o fundo de pensão Postalis tem um passivo de R$ 11 bilhões e o plano de saúde dos funcionários tem outra dívida de R$ 3 bilhões. Todas essas questões serão discutidas no desenho de privatização.

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