Petrobras, Casas Bahia, Minerva, Eletrobras, Suzano e mais ações para acompanhar hoje

Confira os principais destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Foto: Jonathas Costa / InfoMoney
Foto: Jonathas Costa / InfoMoney

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O radar corporativo desta quinta-feira (7) traz os resultados de Eletrobras (ELET3), Suzano (SUZB3), Braskem (BRKM5), Copel (CPLE6), Brava (BRAV3), C&A (CEAB3), Totvs (TOTS3), Rede D’or (RDOR3), Minerva (BEEF3), JSL (JSLG3), Hypera (HYPE3) e mais empresas.

A Mapa Capital assume controle da Casas Bahia (BHIA3) com 85,5% de participação.

O Conselho da Qualicorp (QUAL3), por sua vez, aprovou venda da Gama Saúde.

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BTG Pactual (BPAC11) confirma proposta de aquisição de ações da Metalfrio.

A temporada de divulgação de balanços do segundo trimestre segue intensa, com destaque para publicação do resultado da Petrobras (PETR4), que será divulgado após o fechamento do mercado. Além da petrolífera, diversas empresas também apresentam seus números nesta quinta-feira, entre elas ABC Brasil (ABCB4), Alpargatas (ALPA4), Alupar (ALUP11), Ânima Educação (ANIM3), Assaí (ASAI3), Auren Energia (AURE3), Azul (AZUL4), B3 (B3SA3), Boa Safra (SOJA3), BR Partners (BRBI11), Caixa Seguridade (CXSE3), Energisa (ENGI11) e Engie Brasil (EGIE3).

Confira mais destaques:

Casas Bahia (BHIA3)

A Casas Bahia (BHIA3) comunicou que a Domus VII Participações S.A., subsidiária da Mapa Capital, converteu cerca de 1,4 bilhão de debêntures da 10ª emissão em ações ordinárias da companhia, passando a deter aproximadamente 85,5% do capital social da empresa.

Qualicorp (QUAL3)

A Qualicorp Consultoria e Corretora de Seguros (QUAL3) disse na noite de quarta-feira que o seu Conselho de Administração aprovou a venda de toda participação na Gama Saúde.

Braskem (BRKM5)

A Braskem (BRKM5) registrou uma queda de 93% no prejuízo do segundo trimestre, para R$ 267 milhões, quando comparado com o mesmo período de 2024, segundo balanço divulgado pela maior petroquímica da América Latina na madrugada desta quinta-feira.

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A companhia apurou um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente de R$ 427 milhões, recuo ante o R$ 1,67 bilhão obtido no segundo trimestre do ano passado.

Eletrobras (ELET3)

A Eletrobras (ELET3;ELET6) reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,47 bilhão no segundo trimestre, 43,3% superior ao lucro ajustado registrado no mesmo período do ano passado, conforme relatório de resultados divulgado nesta quarta-feira.

Sem ajustes, a Eletrobras apurou prejuízo líquido de R$ 1,33 bilhão no trimestre encerrado em junho, revertendo lucro de R$ 1,74 bilhão de um ano antes.

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Suzano (SUZB3)

A Suzano (SUZB3) elevou sua projeção de investimento para o ano em cerca de 7% nesta quarta-feira, após registrar lucro líquido de R$ 5,01 bilhões no segundo trimestre, uma reversão do prejuízo de R$3,77 bilhões apurado no mesmo período em 2024.

O resultado também veio acima da expectativa média de analistas em pesquisa da LSEG, de R$ 3,97 bilhões.

Em fato relevante, a Suzano revisou sua estimativa de investimento de capital (capex) para R$ 13,3 bilhões em 2025, versus R$ 12,4 bilhões antes, para refletir a assinatura de contrato sobre permuta com a Eldorado Brasil Celulose.

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Permuta

A Suzano firmou um contrato com a Eldorado Celulose para a permuta de 18 milhões de metros cúbicos de madeira em pé no Mato Grosso do Sul.

Pelo acordo, a Eldorado cederá à Suzano madeira atualmente madura, que será colhida entre 2025 e 2027. Em troca, a Suzano entregará volume equivalente de madeira ainda imatura, a ser colhida pela Eldorado entre 2028 e 2031.

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Copel (CPLE6)

A Copel (CPLE3) divulgou nesta quarta-feira um lucro líquido de R$573,6 milhões no segundo trimestre, 21,1% maior do que o apurado no mesmo período em 2024, conforme balanço da companhia de energia.

O desempenho na última linha do balanço ficou acima da projeção média de R$433,8 milhões, considerando estimativas de analistas compiladas pela LSEG.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da empresa totalizou R$1,58 bilhão no período, alta de 21,3% na comparação anual. Analistas, em média, esperavam R$1,33 bilhão.

Brava (BRAV3)

A petroleira Brava Energia (BRAV3) registrou lucro líquido de R$1,05 bilhão no segundo trimestre, com impulso de recordes de produção, receita e resultados operacionais, informou a empresa nesta quarta-feira.

O resultado reverteu um prejuízo líquido de R$582,1 milhões no mesmo período do ano anterior.

C&A (CEAB3)

A C&A (CEAB3) apresentou lucro líquido de R$ 200 milhões no segundo trimestre de 2025, alta de 138,9% na comparação com o mesmo período de 2024.

Além do desempenho ter sido impulsionado por aumento de vendas e controle de despesas, a companhia também atribuiu o resultado à alienação da carteira legado referente à parceria com o Bradescard.

Com o encerramento da parceria, firmada em 2009 com o banco do Bradesco e a Bradescard, a C&A diz que conclui um pilar estratégico do IPO relacionado a recompra dos direitos de ofertar produtos e serviços financeiros por R$ 650,6 milhões, além da alienação da carteira remanescente do cartão bandeirado por R$ 170 milhões.

Totvs (TOTS3)

A Totvs (TOTS3), maior empresa brasileira de software, anunciou nesta quarta-feira crescimento de 50,9% no lucro líquido ajustado do segundo trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado.

O lucro foi de R$ 218,3 milhões, ligeiramente acima dos R$ 209,5 milhões esperados, em média, pelo mercado, segundo dados da LSEG.

Rede D’or (RDOR3)

A Rede D’Or (RDOR3) apresentou lucro líquido de R$1,05 bilhão no segundo trimestre, crescimento de 5,2% na comparação com a mesma etapa do ano passado, dado ligeiramente acima do esperado, conforme balanço financeiro divulgado nesta quarta-feira.

Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$1,02 bilhão para o grupo de saúde no período, segundo estimativas compiladas pela LSEG.

Minerva (BEEF3)

O lucro líquido da Minerva (BEEF3) totalizou R$458,3 milhões no segundo trimestre, um salto ante o desempenho positivo de R$95,4 milhões apurado no mesmo período do ano passado.

O desempenho operacional, medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), cresceu 74,9% na mesma base, para R$1,3 bilhão.

O Conselho de Administração da Minerva (BEEF3) aprovou proposta de redução de capital social no valor de R$ 577,3 milhões, a ser submetida à assembleia geral extraordinária. A medida tem como objetivo absorver prejuízos acumulados referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2024.

JSL (JSLG3)

JSL (JSLG3) divulgou ao mercado nesta quarta-feira (6) os resultados financeiros do segundo trimestre deste ano (2T25), apresentando aumento na receita líquida, resultado do desempenho operacional, com crescimento também no lucro líquido ajustado quando comparado a uma base similar. A receita líquida da companhia alcançou R$ 2,38 bilhões, alta de 11,1% em relação ao mesmo período de 2024, puxada pela receita líquida de serviços, que cresceu 9,7% na base anual, totalizando R$ 2,27 bilhões.

Já o Ebitda ajustado, que representa o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, somou R$ 491,7 milhões no 2T25, um avanço de 23% em relação ao mesmo trimestre do ano passado (2T24), com margem de 21,6% sobre a receita líquida de serviços, 2,4 pontos percentuais acima do registrado no 2T24. O resultado, diz a companhia, é graças aos ganhos de escala e controle de custos, mesmo diante de um ambiente macroeconômico considerado “difícil” pela equipe financeira da empresa.

Hypera (HYPE3)

A farmacêutica Hypera (HYPE3) teve lucro de operações continuadas de R$ 426 milhões no segundo trimestre, queda de 13,4% sobre um ano antes, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira.

A companhia afirmou que o desempenho operacional medido pelo Ebitda, também das operações continuadas, foi de R$ 725 milhões, queda de cerca de 4% na comparação anual.

Analistas, em média, esperavam lucro de R$368 milhões e Ebitda de R$702,6 milhões para a companhia no período, segundo dados da LSEG.

EspaLaser (ESPA3)

A MPM Corpóreos (ESPA3), conhecida também como Espaçolaser, registrou lucro líquido de R$2,10 milhões no segundo trimestre, alta de 63,5% ante o mesmo período de 2024, conforme dados divulgados nesta quarta-feira pela empresa de depilação a laser. Em termos ajustados, o lucro somou R$ 8,82 milhões (+82,3%).

Cogna (COGN3)

A Cogna (COGN3) apresentou seus resultados do segundo trimestre de 2025 (2T25) após o fechamento do pregão desta quarta-feira (6). A companhia de educação reverteu o prejuízo visto um ano atrás para lucro líquido de R$ 118 milhões. A receita líquida apresentou crescimento de 15%, em R$ 1,66 bilhão ante o 2T23.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente cresceu 14,5%, em R$ 551 milhões. A margem Ebitda recorrente, por sua vez, alcançou a marca de 33,1%, com leve recuo de 0,3 pontos percentuais (p.p.).