Petrobras anuncia aumento de até 25% no preço do gás

Encarecimento será empregado nos próximos dois anos. Pelo menos por enquanto, não foram anunciados impactos ao consumidor

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SÃO PAULO – A Petrobras confirmou que, nos próximos dois anos, o gás natural ficará de 15% a 25% mais caro. A assessoria de imprensa da estatal, no entanto, não detalhou a partir de quando esse encarecimento será empregado ou sua efetiva causa. O fato é que desde a última semana a própria petrolífera informa que não há oferta suficiente para arcar com a demanda.

Os impactos ao consumidor ainda não foram mensurados. Pelo menos por enquanto, a Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes) afirmou que não é possível prever qual será o impacto dessa provável alta da tarifa nos preços cobrados pelo gás natural veicular. O Sindicato dos Taxistas de São Paulo, por sua vez, garantiu que não há qualquer intenção de aumentar os preços das corridas.

Cenário confuso

O metro cúbico do GNV é vendido, na média dos postos brasileiros, a R$ 1,36. Em um primeiro momento, foi falado que o eventual aumento de 30% no preço do gás natural refletiria em um encarecimento na ordem de 20% ao combustível automotivo.

“O cenário ainda está muito confuso. Fazer um prognóstico é difícil, porque estamos entrando na entressafra de cana-de-açúcar, o que aumenta o preço do álcool, e o petróleo está batendo recordes de preço no mercado internacional, atingindo US$ 100 o barril”, lembrou o diretor de GNV da Fecombustíveis, Gustavo Sobral.

Na avaliação do especialista, por enquanto as medidas tomadas pela Petrobras e as atitudes do governo – como o desaconselhamento à conversão do carro para rodar com GNV – são, na verdade, uma medida emergencial, com o intuito de assustar e desestimular o consumo, o que diminuiria o avanço da indústria de GNV no futuro. “É uma área que cresce 17% ao ano já há um bom tempo”, resumiu.

Aumento descartado

Por fim, o presidente do Sindicato dos Taxistas de São Paulo, Natalicio Bezerra, informou que apenas 9 mil dos quase 34 mil táxis que rodam na capital paulista utilizam o gás como combustível. Dessa maneira, qualquer aumento de preço está descartado.

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A bandeirada custa, atualmente, R$ 3,50. O quilômetro rodado sai por R$ 2,10, e a hora parada, R$ 28. Na bandeira 2, há um incremento de 20% na tarifa.

O caso

O assunto veio à tona depois da Petrobras reduzir em 17% o volume do produto fornecido a três grandes distribuidoras do Rio de Janeiro e São Paulo. O motivo alegado é que as termelétricas, sofrendo com a falta de chuva, necessitavam de uma dose extra de gás para garantir sua produção.

A Justiça fluminense concedeu liminar às distribuidoras CEG e CEG-Rio garantindo o abastecimento normal. Em São Paulo, a Comgás conseguiu adequar o fornecimento a seus clientes, modificando o combustível vendido a grandes consumidores.