PETR4: Santander eleva Petrobras para compra e vê ação sem refletir todo potencial

Santander também vê espaço para a Petrobras superar a própria projeção de produção para 2026

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro
11/03/2022
REUTERS/Pilar Olivares
Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro 11/03/2022 REUTERS/Pilar Olivares

Publicidade

O Santander elevou a recomendação para as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) de neutra para outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) e aumentou o preço-alvo para US$ 24 por recibo de ações negociado nos EUA (ADR) e R$ 60 para as ações PETR3.

Segundo o banco, o preço atual das ações ainda não reflete totalmente a combinação de potencial de alta na produção de exploração e produção (E&P), riscos mais limitados no segmento de refino e uma tese ainda atrativa de geração de caixa e retorno aos acionistas.

Na avaliação do Santander, a melhora operacional no segmento de upstream (exploração e produção de petróleo e gás), impulsionada pela aceleração do ramp-up (processo de aumento gradual da capacidade operacional) de FPSOs (plataformas flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo) e pela possibilidade de revisões positivas nas projeções de produção, além dos preços elevados do petróleo, deve mais do que compensar uma rentabilidade mais fraca da gasolina.

Newsletter

Receba em primeira mão as manchetes do InfoMoney

O banco também destaca que os subsídios do governo ajudam a limitar os riscos negativos para o refino de combustíveis, especialmente no diesel.

O Santander estima que a Petrobras possa entregar um rendimento de aproximadamente 12% em fluxo de caixa livre para o acionista ajustado (FCFE, excluindo pagamento de dívida financeira) e rendimento de dividendo (dividend yield) de cerca de 9,5% em 2026.

Segundo o relatório, a estatal segue priorizando a redução do endividamento com a geração adicional de caixa.

Ainda assim, o banco aponta que discussões sobre dividendos extraordinários devem voltar à pauta com o próximo Plano Estratégico 2027–2031. Entre os riscos para as estimativas estão investimentos (capex) acima do esperado e possíveis operações de fusões e aquisições.

O Santander também vê espaço para a Petrobras superar a própria projeção de produção para 2026. O banco destaca que a produção do primeiro trimestre atingiu cerca de 2,58 milhões de barris por dia, indicando que o volume anual pode ficar próximo do teto da faixa projetada pela companhia, de 2,5 milhões de barris por dia, com variação de 4%.

A expectativa é sustentada pelo avanço mais rápido do que o esperado de plataformas como o FPSO Almirante Tamandaré e pela evolução operacional dos FPSOs P-78 e P-79. O banco ainda cita a possibilidade de antecipação da entrada do FPSO P-80 para 2026, antes do previsto originalmente no plano estratégico.

Continua depois da publicidade