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SÃO PAULO – Os paulistanos viram os preços subirem 0,32% no oitavo mês deste ano. A taxa, 0,55 ponto percentual menor do que a apurada em julho, foi mais sentida no bolso das famílias de maior poder aquisitivo, pertencentes ao estrato 3.
As informações, divulgadas nesta segunda-feira (8), fazem parte do ICV (Índice de Custo de Vida), apurado mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
Por renda
Segundo o levantamento, o ICV para o estrato 1 (composto por um terço das famílias mais pobres, que contempla os domicílios nos quais a renda média salarial fica em R$ 377,49 ao mês) registrou variação de 0,05% em agosto. Um mês antes, o índice havia sido de 1,22%, o que representa recuo de 1,17 ponto percentual, que também foi o maior dentre todas as faixas de renda.
Para as pessoas inseridas no estrato 2 (famílias de nível intermediário, com rendimento médio de R$ 934,17 mensais), os preços, que subiram 0,95% no mês anterior, tiveram alta de 0,19%.
Considerando o estrato 3 (que reúne as famílias de maior poder aquisitivo, cuja renda média é de R$ 2.792,90 por mês), o Dieese aponta que o custo de vida avançou 0,44%, recuo de 0,29 ponto percentual em relação a julho.
Principais variações
No mês passado, a variação de preços ocorreram em bens e serviços consumidos predominantemente pelas famílias de maior poder aquisitivo, como a telefonia, os serviços domésticos, o combustível e cursos universitários e pré-vestibulares. O estrato 3 foi o mais prejudicado por essa alta de preços.
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Por outro lado, a queda nos alimentos beneficiou mais as famílias de baixa renda. No cálculo da inflação do estrato 1, a queda dos preços dos alimentos (-0,23 p.p.) anulou, por exemplo, os reajustes ocorridos nos demais grupos, em especial o de habitação (0,21 p.p.).
Os aumentos ocorridos na área de habitação foram ocasionados pela alta das taxas de locação, impostos e condomínios (1,46%) e operação de domicílio (1,45%). Destes subgrupos, os itens que mais aumentaram foram o condomínio (2,27%), a telefonia (3,01%) e serviço doméstico (3,83%).
Acumulado
Nos últimos 12 meses – entre setembro de 2007 e agosto de 2008 – o ICV-Dieese acumula alta de 6,97%. Ao se considerar os diferentes estratos de renda, a taxa maior foi apurada para as famílias de menor poder aquisitivo (8,84%). Para as famílias do estrato 2, o aumento da inflação fica em 7,52%, enquanto para aquelas com maior poder aquisitivo corresponde a 6,23%.
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No acumulado dos oito primeiros meses de 2008, a inflação geral foi de 4,85%. Nos estratos de renda verificou-se: 5,87% para o estrato 1; 5,03% para o estrato 2; e 4,49% para o estrato 3.