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SÃO PAULO – Os paulistanos viram os preços subirem 0,87% no sétimo mês deste ano. A taxa, 0,10 ponto percentual menor do que a apurada em junho, foi mais sentida no bolso das famílias de baixa renda, pertencentes ao estrato 1.
As informações, divulgadas nesta quarta-feira (6), fazem parte do ICV (Índice de Custo de Vida), apurado mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
Por renda
Segundo o levantamento, o ICV para o estrato 1 (composto por um terço das famílias mais pobres, que contempla os domicílios nos quais a renda média salarial fica em R$ 377,49 ao mês) registrou variação de 1,22% em julho. Um mês antes, o índice havia sido de 1,48%, o que representa recuo de 0,27 ponto percentual, que também foi o maior dentre todas as faixas de renda.
Para as pessoas inseridas no estrato 2 (famílias de nível intermediário, com rendimento médio de R$ 934,17 mensais), os preços, que subiram 1,21% no mês anterior, tiveram alta de 0,95%.
Considerando o estrato 3 (que reúne as famílias de maior poder aquisitivo, cuja renda média é de R$ 2.792,90 por mês), o Dieese aponta que o custo de vida avançou 0,73%, alta de 0,01 ponto percentual em relação a junho.
Principais variações
No mês passado, a forma como as famílias distribuíram os gastos resultou em impactos inflacionários distintos, principalmente por conta dos aumentos nos alimentos, que afetou mais as de menor nível de rendimento.
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A contribuição no cálculo chegou a 0,60 ponto percentual no estrato 1, a 0,51 ponto percentual no estrato 2 e a 0,33 p.p. para o estrato 3.
Os aumentos ocorridos na área de habitação foram ocasionados pela alta da energia (8,63%) e na mão-de-obra da construção civil (3,46%) e também afetaram de forma distinta o orçamento das famílias dos três estratos de renda, impactando mais para as do estrato 1.
As variações observadas nos demais grupos não tiveram impacto diferenciado para os
resultados por estrato de renda, apresentando contribuições relativamente semelhantes.
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Acumulado
Nos últimos 12 meses – entre agosto de 2007 e julho de 2008 – o ICV-Dieese acumula alta de 7,05%. Ao se considerar os diferentes estratos de renda, a taxa maior foi apurada para as famílias de menor poder aquisitivo (9,45%). Para as famílias do estrato 2, o aumento da inflação fica em 7,88%, enquanto para aquelas com maior poder aquisitivo corresponde a 6,07%.
No acumulado dos sete primeiros meses de 2008, a inflação geral foi de 4,51%. Nos estratos de renda verificou-se: 5,82% para o estrato 1; 4,83% para o estrato 2; e 4,03% para o estrato 3.