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SÃO PAULO – Não foi descartado pelo governo, em encontro realizado nesta segunda-feira (23), que as modificações propostas pelo Conselho de Aviação Civil (Conac) para reorganização da malha aérea brasileira façam com que as passagens fiquem mais caras. O Sindicato das Empresas Aéreas (SNEA), por sua vez, estimou que a oferta de assentos das aeronaves deve cair em 30%, “o que trará conseqüências à economia das companhias”.
O sindicato, contudo, lembrou que não pode estimar o quanto esse impacto representará em reais. Por meio de sua assessoria de imprensa, explicou que ainda é necessário esperar a regulamentação das medidas por parte da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que ocorrerá em até 90 dias, para que cada empresa possa calcular o quanto isso representará em suas contas.
Entenda
O encontro desta segunda-feira comentou modificações definidas para a malha aérea nacional na tarde da última sexta-feira (20). Essas alterações foram propostas como forma de definir medidas de segurança ao transporte aéreo, em resposta ao acidente com aeronave da TAM, que aconteceu no Aeroporto de Congonhas na terça-feira passada (17).
Entre as medidas propostas na sexta estão a exclusão de vôos de conexão em Congonhas, fazendo com que o local aceite apenas rotas diretas. O Conac determinou, ainda, a realização de estudos para a construção de um novo aeroporto na região da Grande São Paulo e também determinou à Infraero que, em 90 dias, apresente estudo de ampliação e readequação das pistas do Estado.
Por fim, o conselho aprovou medidas com efeito de médio e longo prazos como forma de fortalecer a regulamentação do setor. Entre elas, está a elaboração de um Plano Aeroviário Nacional, que deve estimular a participação da iniciativa privada na construção e operação de aeroportos, além da elaboração da Política Nacional da Aviação Civil.