Publicidade
SÃO PAULO – Deverá custar US$ 60, ou cerca de R$ 105, a passagem do Rio de Janeiro para São Paulo no trem-bala que ligará as capitais paulista e fluminense, com previsão para ser construído até 2015. A estimativa é do presidente da Valec (estatal ligada ao ministério dos Transportes), José Francisco das Neves, que há quatro anos coordena o projeto da ferrovia de alta velocidade Rio-São Paulo.
A viagem feita de trem ( o trajeto de 403 quilômetros deverá ser feito em 1h25) custará ao passageiro 54,4% a mais do que em um ônibus, já que a passagem em ônibus executivo custa cerca de R$ 68, mas o transporte demora 5h30 para cumprir o caminho. No entanto, ir de trem-bala será 37,8% mais barato do que a passagem Rio-São Paulo de avião, que pela GOL custa R$ 169 e dura 1 hora.
O investimento previsto para a construção da linha é de US$ 9 bilhões e quem vencer a licitação paga o custo do projeto. Neves explicou que o governo não gastará um centavo.
Continua depois da publicidade
Investimento
O presidente disse acreditar que o projeto poderá ser pago no prazo de oito ou nove ano. A demanda estimada pelos italianos para o trem-bala brasileiro é de 32 milhões de passageiros por ano em 2015. Se a demanda for inferior a 16 milhões de passagens anuais, o projeto se pagará em 12 ou 13 anos.
A concessão será dada ao setor privado por 35 anos, mais sete anos para as obras. O presidente explicou que se o vencedor da concorrência não montar a equação financeira em dois anos, a concessão volta para o governo.
Neves acredita que o pedido de licenciamento ambiental para a construção do transporte será feito até o final deste ano. Ele garantiu que a obra vai interferir muito pouco no meio ambiente e não haverá necessidade de transferência de populações ao longo do percurso.
Ainda na avaliação de Neves, o trem-bala será uma exclusividade entre Rio e São Paulo e não poderá ser adotado em outras capitais. Ele disse acreditar que o único trecho com rentabilidade para se pagar sozinho é o eixo Rio-São Paulo e que para que o transporte seja implantado em outros locais seria preciso parceria público-privadas.