Páscoa mais cara: Apas estima aumento entre 5% e 18% no preço do bacalhau

Apesar do aumento, Associação prevê crescimento de 5% nas vendas; renda maior é um dos motivos das boas previsões

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SÃO PAULO – O bacalhau deve ficar mais caro este ano, segundo estimativa da Apas (Associação Paulista de Supermercados). De acordo com a Associação, o preço do peixe deve aumentar entre 5% e 18%.

O encarecimento do peixe deve-se, segundo a Associação, à influência do câmbio – o Brasil é o segundo maior importador de bacalhau – e à redução dos estoques.

Apesar do aumento, a expectativa é que as vendas cresçam 5% no período de Páscoa, frente ao ano passado. “No começo do mês, as pessoas estão com mais dinheiro no bolso e, no clima mais frio, compram maior quantidade de alimentos. Além disso, os consumidores das classes C e D, de renda mais baixa, ganharam poder aquisitivo”, argumenta o vice-presidente de Comunicação da Apas, Martinho paiva Moreira.

Apesar da crise

Moreira lembra que, apesar do preço mais caro e mesmo diante da crise, os brasileiros não deixarão de consumir o peixe. “Apesar da crise econômica internacional, esperamos um consumo acima do observado em 2008, porque comer bacalhau na Páscoa faz parte da tradição do brasileiro”, afirma.

Com a expectativa de boas vendas do bacalhau, a Apas espera que outros produtos acompanhem a alta, como batata, ovo, azeitona, leite de coco e azeite-de-dendê.

Segundo a Associação, no Brasil, o tipo mais consumido do peixe é o Saithe, cujo quilo custa em média R$ 19,90. O mais caro, o bacalhau do Porto, pode ser encontrado por R$ 49, chegando a custar R$ 79, o quilo.

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Chocolate

A Associação também espera um aumento de 5% nos preços dos chocolates, que podem ficar ainda mais caros, dependendo do tipo e dos brindes. Apesar disso, a Apas também aguarda para este ano um crescimento de 5% na venda de ovos. O crescimento da renda do consumidor de classes econômicas mais baixas é apontado como um dos fatores que contribuem para a boa expectativa.

A Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados) também prevê aumento de preços dos doces, mas de 8%, devido aos índices de inflação registrados este ano e aos aumentos dos preços do cacau, leite, açúcar, da embalagem e da mão-de-obra.