Parcelamento com juros no cartão de crédito cai para 1,4% do total neste ano

Segundo a Cartões Itaú, consumidores têm aversão à facilidade atrelada a taxas, que chegam a 11% ao mês

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – No acumulado de janeiro a setembro de 2003 até o mesmo período deste ano, a modalidade de parcelamento com juros nas compras no cartão de crédito caiu de 3,3% para 1,4% do total. Esses foram alguns dos dados abordados, nesta quarta-feira (26), pela Cartões Itaú, durante divulgação da pesquisa Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento.

“Enquanto a indústria estiver na mente do consumidor como instrumento de financiamento, melhor para ela”, resumiu o diretor de Marketing da empresa, Fernando Chacon, lembrando que, quando lojistas oferecem ao cliente o pagamento com juros, a tendência é de não-aceitação.

Com juros x sem juros

Grande parte do comércio aceita a divisão da conta sem onerar o consumidor. Ocorre que, quando garante essa possibilidade, as lojas recebem o pagamento parcelado também da operadora. Já quando a conta é acertada em mais de uma vez com juros, a operadora de cartão de crédito paga o comércio de uma só vez, o que faz com que o financiamento seja feito entre cliente e bandeira do cartão – por isso, a cobrança de juros.

“As taxas variam de acordo com o cartão, mas costuma ser a mesma que vem na fatura (para o atraso de pagamento). Ela varia de 2,9% a 11% ao mês”, resumiu Chacon. Nessa modalidade, os pagamentos também podem ser divididos em até 12 vezes, mas os consumidores normalmente optam por prazos menores, de até três vezes – à semelhança do pagamento livre de taxas.

Maturidade

Mas assim que o sistema de pagamento com o plástico atinja uma maturidade, comércios voltarão a empregar a modalidade de dividir a contas com incidência de juros, previu Chacon.

“Quando um lojista vende um produto, ele tem que pagar diversos impostos, como PIS, Cofins, contribuição sobre lucros e resultados, entre outros. Liberando o pagamento em dez vezes, ele recebe também em dez vezes, o que aumenta o custo”, detalhou o executivo.

A expectativa de Chacon, então, é que, em um futuro ainda não definido, esses encargos sejam retirados do ponto de venda e passados ao mercado financeiro, que diluirá os custos em forma de juros com o parcelamento.

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