Conteúdo editorial apoiado por

Para gestora, Brasil, China e Índia vão liderar economia rumo ao fim da recessão

Payden & Rygel destaca fundamentos macroeconômicos e outras vantagens que têm atraído investidores a estes países

Publicidade

SÃO PAULO – O Banco Mundial estima que a economia global irá contrair 2,9% em 2009, no que deverá ser sua pior performance desde a década de 1930 – época da Grande Depressão. A boa notícia é que o ritmo de declínio da atividade já começa a dar sinais de moderação, deixando o mercado otimista quanto à possibilidade de uma recuperação já no início do ano que vem.

Em meio a este cenário, os investidores vêm se mostrando preocupados em descobrir quais economias serão as primeiras a retomarem o crescimento, a fim de aproveitar possíveis oportunidades em seus mercados financeiros. Neste sentido, a gestora de investimentos Payden & Rygel aponta os três países que, em sua opinião, irão liderar a economia mundial rumo ao fim da recessão. São eles: Brasil, China e Índia.

Conforme destaca a instituição norte-americana, estes países possuem sólidos fundamentos econômicos e um número expressivo de consumidores domésticos. Combinação que, na avaliação de seus analistas, tem sido capaz de garantir a evolução de suas atividades – a despeito da fraca demanda externa – e de atrair os investidores aos seus mercados de capitais.

“Brasil, Índia e China têm sólidos fundamentos macroeconômicos, além de diversas vantagens adicionais. Primeiro, eles demoraram mais para liberar seus sistemas financeiros e, por consequência, têm sido menos afetados pela crise nos mercados de crédito. Em segundo lugar, eles não são tão dependentes das exportações, na medida em que possuem grandes populações que garantem um bom nível de consumo”, explica a gestora.

Consumo em alta no Brasil

No caso do Brasil, especificamente, a Payden & Rygel destaca que a estabilidade econômica e política alcançada durante o governo do presidente Lula têm permitido ao Banco Central implementar um agressivo ciclo de afrouxamento monetário cujos benefícios, em sua opinião, vêm minimizando os impactos negativos da crise nas exportações do País – especialmente de commodities.

“Com o juro básico no menor nível de sua história (8,75% ao ano) e em meio à expectativa de aumento na concessão crédito, os consumidores devem tornar-se um dos principais contribuintes para o crescimento da economia brasileira nos próximos anos”, avalia a instituição que, por outro lado, alerta para a necessidade de algumas reformas políticas para que esta expansão se dê em um ritmo mais acelerado.

Emergentes “merecedores” de investimentos

Apesar de centralizar as atenções nestes três países, os analistas da gestora finalizam sua análise demonstrando otimismo para os emergentes, de um modo geral. “Durante e depois da recuperação da economia global, esperamos que os mercados emergentes alcancem taxas de crescimento bastante superiores às das nações desenvolvidas, que devem continuar pressionadas pelos altos endividamentos”, avaliam.

Com relação à perspectiva de investimento, eles ressaltam que, no curto prazo, a forte volatilidade existente nos mercados pode interromper o recente ciclo de alta nas bolsas da região. Para o longo prazo, no entanto, a Payden & Rygel afirma que os prospectos para os emergentes sugerem que eles são “merecedores de fazer parte de qualquer portfólio”.