“Pais devem desconfiar de transporte escolar muito barato”, afirma Simetesp

Tarifa média para transportar uma criança é de R$ 100/mês. Tarifas abaixo de R$ 60 devem gerar desconfiança nos pais

Equipe InfoMoney

Publicidade

SÃO PAULO – O Sindicato das Empresas de Transporte Escolar do Rio de Janeiro divulgou que cerca de 77% da frota daquele estado é de veículos ilegais. Em São Paulo, de acordo com o presidente do Sindicato de Transporte Escolar do estado, Donay da Silva Jacinto Neto, a situação é menos alarmante, mas não dispensa cuidados.

“Estimamos que aqui em São Paulo cerca de 25% da frota seja ilegal, algo em torno de 2.500 veículos. Por isso é muito importante que os pais fiquem atentos ao contratar esse serviço, principalmente porque um dos principais atrativos de quem está em situação irregular é o preço, e nós sabemos que esse é um item que influência muito na escolha do transporte na hora da contratação”, explica o presidente.

Jacinto Neto afirma que preços muito baixos devem gerar desconfiança. “A Prefeitura não possui uma tabela tarifária que determine quanto os transportadores devem cobrar, o que dificulta ainda mais, já que os pais ficam sem uma referência. No entanto, o preço médio mensal cobrado para levar e buscar uma criança na escola é de R$ 100. O valor pode ser um pouco mais baixo se o percurso for pequeno, mas preços abaixo de R$ 60 merecem desconfiança”.

Continua depois da publicidade

Atenção

O presidente alerta que antes de contratar um transporte escolar é preciso exigir que o condutor apresente o comprovante de que fez o curso que o habilita a exercer essa função e o alvará expedido pela Prefeitura. “Esses dois documentos comprovam que o condutor foi treinado para transportar crianças e é uma garantia de que o veículo foi adaptado e atende todas as exigências para esse tipo de atividade”.

Os documentos, no entanto, têm prazo de validade. Ou seja, um motorista que está com tudo legalizado no início do ano, pode não estar apto a desenvolver esta função no ano letivo seguinte.

“É comum os pais exigirem toda a documentação quando vão contratar o motorista e, no ano seguinte, renovar o contrato sem exigir os documentos novamente. Fica o alerta: o curso de motorista de transporte escolar vence a cada cinco anos, o alvará emitido pela prefeitura precisa ser renovado todos os anos e o Detran deve vistoriar o veículo a cada 6 meses. Para garantir a segurança das crianças, os responsáveis precisam exigir a apresentação de todos os documentos regularmente”.