OSX, MMX e LLX “multiplicam” prejuízos e lucro da Eletrobras cai 87%; veja mais

CTEEP tem queda na receita por operação dos ativos de cerca de 70% puxada pela renovação de suas concessões

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SÃO PAULO – O último dia de divulgação de resultados, mais de 40 balanços são esperados nesta quarta-feira (14). Entre os destaques, as empresas do Grupo EBX, de Eike Batista, apresentaram números bastante ruins: a OGX Petróleo (OGXP3) viu as perdas crescerem 1.084%, batendo R$ 4,72 bilhões.

A LLX Logística (LLXL3) reportou seus números do segundo trimestre ao mercado nesta quinta-feira (15), reportando um prejuízo líquido de R$ 73,6 milhões, mais de dez vezes maior ante os 6,9 milhões registrados no segundo trimestre de 2012, impactado principalmente pela constituição de provisão para perda de R$ 41,8 milhões na LLX Brasil referentes aos valores já desembolsados na compra do terreno onde estava prevista a construção do Porto Brasil, em Peruíbe, São Paulo, projeto postergado pela LLX Logística.

Já o prejuízo líquido atribuível aos sócios da empresa controladora 15 vezes maior no período, de R$ 58,13 milhões, na comparação com abril e junho de 2012, quando fechou o trimestre com resultado negativo de R$ 3,8 milhões. 

A companhia ainda destacou que o 2º trimestre de 2012 foi impactado por receita extraordinária não operacional de aproximadamente R$ 11 milhões na LLX Minas Rio, referente ao ajuste de contabilização de despesas lançadas anteriormente que passaram a ser contabilizadas como investimento.

A companhia, que anunciou na véspera que o empresário Eike Batista fez acordo para transferir o controle da companhia para a norte-americana EIG Management por R$ 1,3 bilhão, divulgou no balanço aumento no orçamento de investimento na unidade Minas-Rio de R$ 974 milhões para R$ 1,74 bilhão.

A LLX informou que será responsável por R$ 390 milhões do excedente de investimento na LLX Minas-Rio. O projeto é tocado em parceria com a Anglo American.

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Já a receita líquida da companhia registrou baixa de 19,9%, totalizando R$ 14,27 milhões. A LLX destacou que o resultado financeiro líquido consolidado foi negativo em R$ 10,2 milhões no 2º trimestre de 2013. 

OSX: prejuízo 635% maior 
A OSX Brasil (OSXB3) também viu números bastante negativos no trimestre: perdas de R$ 152,68 milhões, um crescimento de 637,3% frente o que havia sido visto no mesmo período do ano passado. A companhia registrou um Ebitda (lucros, antes de juros, impostos, depreciação e amortização) negativo em R$ 100,1 milhões. 

A companhia foi “favorecida” pela desistência da OGX em construir duas plataformas flutantes e três poços que alimentariam as regiões de Tubarão Gato, Tubarão Tigre e Tubarão Areia. Por conta disso, a companhia recebeu um reembolso de US$ 449 milhões.

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MMX tem prejuízo de R$ 441,5 milhões
Já a MMX Mineração (MMXM3), também do grupo EBX, de Eike Batista, reportou um prejuízo de R$ 441,5 milhões, alta de 13% frente aos R$ 391,6 milhões do mesmo período do ano passado, mas com uma alta de 700% em relação aos primeiros três meses de 2013.

Os resultados foram influenciados negativamente pelo ajuste contábil do passivo relativo ao pagamento dos títulos de remuneração variável (MMXM11), bem como o reconhecimento da perda relativa à recuperação dos ativos em Corumbá, no valor de R$ 153,8 milhões, ambos sem impacto no caixa da companhia neste momento, informou a MMX.

A dívida líquida da companhia também teve forte alta, de 41% na base de comparação anual, passando de R$ 1,87 bilhão para R$ 2,64 bilhões. A receita líquida da companhia, por sua vez, subiu 40%, para R$ 284,5 milhões.

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O Ebitda ajustado teve alta de 458%, para R$ 41,4 milhões entre abril e junho de 2013 comparação a igual período de 2012. A margem Ebitda, por sua vez, teve alta de 10,9 pontos percentuais, para R$ 14,6%. 

A produção de minério de ferro da MMX no segundo trimestre de 2013 foi de 1,8 milhão de toneladas, superior em 17% aos primeiros três meses deste ano, porém 10% abaixo do realizado no mesmo trimestre do ano anterior.

Eletrobras é a maior empresa a divulgar
A maior empresa a divulgar até agora foi a Eletrobras (ELET3; ELET6), que mostrou ganhos de R$ 164 milhões, contra um ganho de R$ 1,34 bilhão no ano passado – uma queda de 87,84%. A receita operacional da companhia também recuou: caiu de R$ 7,72 bilhões no segundo trimestre de 2012 para R$ 5,92 bilhões desta vez. 

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A companhia foi a maior prejudicada pela MP 579 imposta no ano passado – e por ser estatal, acatou os planos do governo. Isso fez com que a empresa tivesse o maior prejuízo da história no último trimestre de 2012 e alertasse que o Ebitda sumiria ao longo deste ano. 

Lojas Renner é prejudicada por manifestações
Sentindo o efeito das manifestações ocorridas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, a Lojas Renner (LREN3) viu seu lucro líquido recuar 5,3% no segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, passando de R$ 103,5 milhões para R$ 98 milhões. No semestre, o lucro acumulado foi de R$ 119,6 milhões, queda de 14,1% em relação aos seis primeiros meses de 2012.

Por outro lado, a receita líquida da companhia teve crescimento, tanto no trimestre quanto no semestre. Entre os meses de abril e junho, a receita da companhia atingiu R$ 947,2 milhões, alta de 10,8% ante os R$ 855,2 milhões do mesmo período do ano anterior. Já no semestre, o avanço da receita foi de 13,5%, passando de R$ 1,47 bilhão para R$ 1,67 bilhão.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) total também apresentou aumento. Nos segundo trimestre o resultado foi de R$ 201,8 milhões, com alta de 6% em relação aos R$ 190,4 milhões registrados um ano antes. Enquanto isso, no acumulado do semestre, o Ebitda foi de R$ 291,8 milhões, contra R$ 274 milhões dos seis primeiros meses de 2012.

Em comunicado, a empresa afirmou que o segundo trimestre foi desafiador, assim como para todo o setor varejista, devido, principalmente, “à um efeito climático adverso nas regiões Sul e Sudeste, além das manifestações populares”. O mês de abril foi bastante similar ao visto nos meses anteriores, porém, o desempenho em maio e junho apresentou desaceleração nas vendas, mesmo com o dia das mães e dos namorados apresentando bons números.

Cyrela: lucro cresce 28% apesar de receita mais baixa
A Cyrela (CYRE3) registrou alta de 28% em seu lucro líquido no comparativo entre o segundo trimestre de 2012 e o mesmo período em 2013. De abril a junho, a imobiliária teve ganhos de R$ 182,7 milhões. A receita, no entanto, caiu 0,9%, marcando R$ 1,37 bilhão.

O Ebitda acompanhou a variação positiva do lucro líquido, tendo crescimento de 1,3%, a R$ 274 milhões. A margem Ebitda registrou alta de 0,4 ponto percentual, ficando em 20%.

Acompanhando o balanço, a administração da Cyrela mandou uma mensagem aos acionistas, destacando o “bom desempenho de vendas no segundo trimestre”, mesmo com todas as incertezas do ambiente macroeconômico. “Esse desempenho motiva a empresa continuar focada em fazer negócios, com ênfase na compra de novos terrenos que atinjam a rentabilidade esperada, principalmente nas praças de São Paulo, Rio de Janeiro e Sul”, destacou a administração da imobiliária.

MRV supera estimativas
A construtora e incorporadora mineira MRV (MRVE3) registrou lucro líquido de 141 milhões de reais no segundo trimestre, resultado acima das expectativas de analistas, beneficiado por um maior volume de vendas e menor concorrência do setor.

A média das projeções de analistas obtidas pela Reuters apontava para lucro líquido de 92 milhões de reais. O resultado do segundo trimestre ficou 3,1 por cento menor na comparação anual, mas mostrou crescimento de 78,7 por cento em relação aos três primeiros meses do ano.

“A gente teve um volume alto de vendas no trimestre (…) Eu atribuo isso a demografia, formação de família, renda. E uma concorrência menor, o que tem permitido para nós um mercado bastante saudável”, disse à Reuters o diretor executivo de finanças da MRV, Leonardo Côrrea.

A empresa mineira teve aumento de 46,5 por cento nas vendas contratadas do segundo trimestre na comparação anual, a 1,381 bilhão de reais, com foco maior na venda de estoques, conforme o anunciado em julho.

Na comparação com o primeiro trimestre, as vendas da MRV cresceram 26,2 por cento. Foi o mesmo ritmo de expansão do cancelamento de contratos (distratos), que somou 293,6 milhões de reais, também na comparação sequencial. A relação entre cancelamentos e vendas brutas ficou em 21,3 por cento, ante 21,2 por cento no trimestre anterior.

Lucro da Cesp sobe 227%
A Cesp (CESP6), geradora estatal de energia de São Paulo, teve um lucro líquido de R$ 264,3 milhões no segundo trimestre, num aumento de 227% na comparação anual. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) da empresa subiu 22% para R$ 694,3 milhões no período.

CTEEP tem queda de 76% no lucro
Já a Cteep (TRPL4) teve lucro líquido de R$ 47,4 milhões no segundo trimestre, queda de 76,4% na comparação anual, ficando abaixo da expectativa dos analistas, num resultado que reflete a redução da receita pela renovação das concessões oficializada no final do ano passado. Analistas consultados pela Reuters esperavam lucro de R$ 55,3 milhões no trimestre.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 85,7% no período, para R$ 45,7 milhões, praticamente em linha com a expectativa dos analistas, que era de R$ 45 milhões. A empresa teve um aumento nos custos e despesas operacionais de 11,8% no segundo trimestre para R$ 172,6 milhões. Já a receita líquida da empresa somou R$ 205,3 milhões entre abril e junho, queda de 57,4%.

A Cteep aceitou a renovar a concessão de seus ativos de acordo com regras estabelecidas pelo governo federal no final do ano passado, o que resultou em queda na receita da empresa por operação dos ativos de cerca de 70%.

BRInsurance vê lucro crescer
A BR Insurance (BRIN3) teve lucro líquido de 27,925 milhões de reais no segundo trimestre de 2013, alta de 6,1 por cento em relação ao mesmo período no ano anterior, informou a seguradora nesta quarta-feira por meio de comunicado.

A receita líquida da companhia cresceu 13,5 por cento na comparação anual, para 62,26 milhões de reais. As despesas operacionais, porém, avançaram 18,4 por cento na mesma base de comparação, para 35 milhões de reais.

BicBanco tem lucro contábil de R$ 14,6 milhões
O Bicbanco, especializado no segmento de empresas médias, teve uma forte queda no lucro líquido do segundo trimestre, impactado pela marcação a mercado de títulos do governo detidos pelo banco.

O lucro líquido contábil foi de 14,6 milhões de reais no segundo trimestre, queda de 85 por cento ante o resultado obtido um ano antes. A marcação a mercado de títulos NTN-B causou perda de 28,4 milhões. Já o lucro ajustado subiu 7,95 por cento, para 28,5 milhões de reais.

Também pesaram sobre os resultados receitas mais baixas com intermediação financeira. A carteira de crédito expandida teve ligeira alta de 1,4 por cento para 13,63 bilhões de reais. O índice de calotes acima de 90 dias passou de 3 para 2,2 por cento na comparação anual.

Copel: alta no lucro de 36,1%
O lucro líquido da Copel (CPLE6) subiu 36,1% no comparativo entre o segundo trimestre deste ano e o mesmo período em 2012, somando o montante de R$ 252 milhões. A receita operacional líquida da companhia de energia teve uma alta mais tímida de 3,7% e marcou R$ 2,1 bilhões entre abril e junho.

Crescimento também foi visto no Ebitda da empresa, que subiu para a cifra de R$ 439 milhões neste trimestre – alta de 10,5%. A margem Ebitda subiu em 1,3 ponto percentual em relação ao segundo trimestre de 2012 e queda de 7 pontos percentuais se comparada com os primeiros três meses desse ano. O múltiplo ficou em 20,9%.

Lojas Americanas decepciona com queda do lucro
A varejista Lojas Americanas (LAME4) divulgou recuo de 6,6% no lucro do segundo trimestre, abaixo das estimativas de analistas, que esperavam aumento nos ganhos para o período.

Entre abril e junho, a companhia teve lucro líquido consolidado de R$ 35,2 milhões, abaixo dos 37,7 milhões de reais anunciados um ano antes, e da expectativa média de R$ 55,34 milhões apontada em pesquisa da Reuters.

O Ebitda ajustado ficou em R$ 309,4 milhões no período, com avanço de 4,3% na comparação anual.

B2W tem prejuízo de R$ 49,3 milhões
A B2W (BTOW3) elevou o prejuízo em 26,7% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, informou a varejista online nesta quarta-feira, num resultado pior que o esperado por analistas.   

A empresa teve prejuízo líquido consolidado de R$ 49,3 milhões no período, ante resultado negativo em R$ 38,9 milhões um ano antes. A perda superou a expectativa média de R$ 42,47 milhões de reais apontada em pesquisa da Reuters. Já o Ebitda ajustado ficou em R$ 87,4 milhões no trimestre.

Lucro da Valid cai quase pela metade 
O lucro da fabricante de cartões e de sistemas de identificação Valid (VLID3) caiu quase pela metade no segundo trimestre, devido à menor demanda por parte dos bancos, atingidos pela desaceleração do crédito, informou a empresa na última quarta-feira.

De abril a junho, a empresa teve lucro líquido de R$ 20,4 milhões, ante R$ 40,3 milhões no mesmo período de 2012. O Ebitda somou R$ 38,7 milhões, contra R$ 59,8 milhões registrados em igual etapa do ano passado.

“O cenário econômico adverso mais uma vez impactou a divisão de meios de pagamentos, que desde o terceiro trimestre de 2012 vem performando abaixo do seu nível histórico de crescimento”, afirmou a empresa em relatório.

Segundo a Valid, a unidade de meios de pagamento sofre com a redução de demanda por parte dos bancos, em razão da desaceleração do crédito, principalmente para pessoas físicas.

“Diante da falta de perspectivas de melhora do atual cenário no curto prazo, fomos obrigados a reestruturar a área neste trimestre para nos adequarmos às atuais demandas”, disse a empresa. A reestruturação, que incluiu investimentos em novas tecnologias e fechamento de fábrica, gerou gastos de R$ 9,6 milhões, que tiveram impacto nos resultados.

A receita líquida atingiu R$ 275,3 milhões, aumento de 19,7% na comparação anual. A receita líquida da divisão de meios de pagamento subiu 37,8%, para R$ 139,6 milhões, afetada positivamente pela consolidação da receita da subsidiária norte-americana Valid USA. Já a receita oriunda da operação brasileira recuou 14,1% no trimestre.

“O ano continua se mostrando desafiador para essa divisão, mas acreditamos em um segundo semestre melhor, com a reestruturação da área”, afirmou a companhia.

Minerva tem prejuízo 50% maior
O prejuízo da empresa de alimentos Minerva Foods (BEEF3), terceira maior em bovinos no país, somou 196 milhões de reais no segundo trimestre, alta de 50% na comparação anual, com o efeito da valorização cambial sobre a dívida da companhia.    

A companhia também reverteu o lucro de R$ 5,2 milhões apurado no primeiro trimestre deste ano.   “Teve um impacto grande da variação cambial sobre a dívida. Cerca de 70% da dívida está indexada ao câmbio, basicamente dólar”, disse o diretor financeiro da Minerva Foods, Edison Ticle, a jornalistas.

O dólar apresentou alta no período, tendo atingido recentemente o maior valor em quase quatro anos frente ao real.

O endividamento líquido da companhia ao final do trimestre ficou em R$ 1,729 bilhão, contra R$ 1,539 bilhão apurados ao final do primeiro trimestre.

A desvalorização do real teve um impacto de efeito não-caixa de R$ 215 milhões, disse o executivo.

Segundo ele, descontado o impacto cambial, o resultado ajustado seria de lucro de R$ 25 milhões.

A alavancagem da companhia, medida pela relação dívida líquida/Ebitda ficou em 3,3 vezes no segundo trimestre, contra 3,1 vezes do trimestre anterior.

JBS vê lucro subir 126%
A JBS (JBSS3) apresentou seu resultado do segundo trimestre na noite desta quarta-feira (14), reportando um lucro líquido ajustado de R$ 482,5 milhões, o que representa um avanço de 126,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a companhia teve um resultado positivo ajustado de R$ 212,9 milhões.

Entre os meses de abril e junho, a receita líquida do frigorífico atingiu R$ 21,9 bilhões, com um avanço de 18,7% ante um ano antes, quando a receita foi de R$ 18,5 bilhões. Enquanto isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 64,7%, passando de R$ 1 bilhão para R$ 1,7 bilhão.

A companhia encerrou o trimestre com R$ 7,2 bilhões em caixa, o que equivale a 85% de sua dívida de curto prazo. Enquanto isso, a alavancagem (dívida líquida/Ebitda) ficou em 3,28x entre abril e junho, incluindo a assunção antecipada de R$ 324,7 milhões em dívidas provenientes da aquisição da Seara Brasil, ocorrida em 7 de junho, e da Zenda.

Brookfield tem queda de 55,3% no prejuízo
A Brookfield (BISA3) viu seu prejuízo líquido cair 55,3% no segundo trimestre, para R$ 160,5 milhões. Já a receita líquida da companhia subiu 26%, somando R$ 694 milhões.

De acordo com o diretor de relações com investidores, Luciano Guagliardi, a revisão do orçamento teve impacto de R$ 154 milhões no lucro líquido. A margem bruta foi de 2,1%.

Lucro da Rossi recua 10%
A construtora Rossi (RSID3) registrou lucro líquido de R$ 46 milhões no segundo trimestre, o que mostra recuo de 10% em relação ao obtido no mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado da companhia caiu 21% no período, para R$ 156 milhões.

A empresa divulgou ainda que elevou sua estimativa para a relação entre dívida líquida e patrimônio de caixa, que passou de 85% a 95% para entre 105% e 115%. Segundo a empresa, a revisão na projeção resultou no descolamento de R$ 500 milhões de geração de caixa que estavam previstos para o segundo semestre deste ano, para 2014.

Iguatemi vê lucro recuar 34%
A administradora de shoppings centers Iguatemi (IGTA3) viu seu lucro líquido recuar 34,2% no segundo trimestre, para R$ 35,5 milhões. Já o Ebtida caiu 13,5%, para R$ 71,3 milhões no período e a margem registrando 65,9%. Segundo a empresa, os recuos ocorreram diante de permuta realizada no segundo trimestre de 2012 para a construção de duas torres comerciais em um empreendimento em Ribeirão Preto.

No período entre abril e junho deste ano, as vendas nos shoppings da companhia subiram 13,2% em relação ao ano passado, totalizando R$ 2,15 bilhões. O aumento nas vendas e no aluguel no conceito mesmas lojas também ajudou a impulsionar a receita da companhia, que chegou a R$ 108,12 milhões, mostrando alta de 11,4% em relação ao ano anterior.

Profarma tem lucro estável
A Profarma (PFRM3) somou um lucro líquido de R$ 12,6 milhões no segundo trimestre, praticamente estável em relação aos R$ 12,4 milhões do mesmo período do ano passado. Já a receita da companhia teve alta de 14,8%, para R$ 880 milhões.

O lucro operacional da companhia, por sua vez, teve queda de 15,7%, para R$ 24,6%.  

Lucro da Anhanguera sobe 38,9%
A Anhanguera Educacional (AEDU3) registrou lucro líquido de R$ 34,1 milhões – alta de 38,9% em relação ao segundo trimestre de 2012. A receita líquida da companhia subiu 11,7% no período, para R$ 451,7 milhões. No segundo trimestre, o Ebitda aumentou 24%, para R$ 86,3 milhões e a margem atingiu 19,1%, ante 17,2% visto um ano antes.

A empresa ainda reafirmou suas metas para 2013 de Ebitda em R$ 400 milhões e lucro líquido de R$ 230 milhões, em meio a expectativa de menores despesas com marketing no segundo semestre e de uma performance de vestibular e rematrícula no terceiro trimestre compatível com o registrado no começo do ano.

Saraiva tem aumento do prejuízo
A Saraiva (SLED4) teve um aumento de 33,7% no prejuízo líquido atribuído aos acionistas da empresa controladora, totalizando R$ 39,5 milhões no segundo trimestre.

Já a receita líquida da companhia teve alta de 8,1% no período, em relação a um ano antes, para R$ 369,5 milhões. Os custos com vendas subiram 11,5% e somaram R$ 235,2 milhões, enquanto as despesas operacionais tiveram alta de 11,6%, somando R$ 184,9 milhões.

Vanguarda Agro tem prejuízo de R$ 61,2 milhões
A Vanguarda Agro (VAGR3) teve um prejuízo líquido de R$ 61,2 milhões, queda frente ao resultado negativo em R$ 68,97 milhões no mesmo período do ano passado. 

O Ebitda ajustado foi negativo em R$ 25,58 milhões, com alta frente ao resultado também negativo de R$ 6,731 milhões de igual trimestre do ano passado. A margem ebitda ajustada foi negativa em 10%, ante os 3,4% apresentados no mesmo período do ano passado. A companhia destacou que seu desempenho foi impactado pelas perdas da seco no Piauí e da Bahia e período prolongado de chuvas na época da colheita no Mato Grosso.

A receita líquida da empresa teve alta de 38,5%, totalizando R$ 256,6 milhões no trimestre, com o melhor preço unitário das culturas de soja e algodão da safra 2012/13 e ao crescimento do volume faturado de soja e algodão em pluma.

BR Pharma tem queda de 70% no lucro
A companhia de varejo farmacêutico Brasil Pharma (BPHA3) registrou uma forte queda no lucro líquido ajustado no segundo trimestre, de 67,6% ante igual período de 2012, totalizando R$ 7,86 milhões.

Segundo a empresa, o número foi ajustado para excluir despesas não recorrentes, além de amortização de ponto e marca e efeito de imposto de renda.

A companhia não comentou notícia recente sobre negociação para fusão com distribuidora de medicamentos, afirmando em comunicado separado que “nada tem a declarar nesse sentido”.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 48,42 milhões no período, alta de 4,5% sobre um ano antes, com a margem caindo de 6,2% para 5,7%.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 15,3 milhões no segundo trimestre, recuo de 24,6% sobre o número de um ano antes.

A receita bruta, por sua vez, subiu 13,2%, para R$ 845,42 milhões. 

A companhia encerrou o segundo trimestre com base de 1.160 lojas, após abertura de 25 lojas próprias e 27 franquias no período.

A empresa fechou 7 lojas no período e informou que estima encerrar operações em 25 a 30 lojas em 2013, direcionando esforços para Centro-Oeste, Norte e Nordeste, regiões com maior crescimento de consumo.

A Brasil Pharma afirmou que espera concluir a integração da rede Big Ben em 2014 e que está testando sistema de gestão integrado de lojas, o que, aliado a ações como compra diretas junto à indústria, tem penalizado as vendas.

CPFL registra prejuízo de R$ 134 milhões
A CPFL Energia (CPFE3) registrou um prejuízo líquido ajustado de R$ 134 milhões no trimestre, revertendo os ganhos de R$ 246 milhões observados no mesmo período do ano passado. Já a receita líquida operacional somou R$ 3,34 bilhões, com crescimento de 5% quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior. 

Segundo a CPFL, o resultado foi afetado por aumento de despesas legais, judiciais e outras contingências, pela implementação das revisões tarifárias periódicas no segmento de distribuição de energia, e por ajuste do ativo financeiro da concessão.

O custo com energia cresceu 7,07% no segundo trimestre, para R$ 2,152 bilhões, ante R$ 2,01 bilhões no mesmo período de 2012. 

Equatorial tem prejuízo de R$ 44 milhões
A Equatorial Energia (EQTL3), controladora das distribuidoras Cemar (MA) e Celpa (PA), registrou um prejuízo de R$ 44 milhões no segundo trimestre, ante resultado positivo de R$ 44 milhões no mesmo período de 2012, informou a empresa na noite de quarta-feira.

O Ebitda da empresa caiu 46% na mesma base de comparação, para R$ 64 milhões. A receita operacional líquida da empresa, por sua vez, quase dobrou no período para R$ 1,12 bilhão, o que reflete o início da consolidação dos resultados da Celpa, concessionária adquirida do Grupo Rede Energia em novembro de 2012, infomou a empresa.

O volume total de energia faturada da Cemar somou 1.250 gigawatt-hora (GWh) no segundo trimestre. Já na Celpa, o volume total de energia distribuída somou 1.759 GWh no mesmo período.

Bradespar vê lucro cair 94%
A Bradespar (BRAP4) registrou queda anual de 94% no lucro líquido do segundo trimestre, impactada por efeitos cambiais e monetários contábeis relacionados à sua participação na Vale (VALE3;VALE5).

A companhia de participações do Bradesco (BBDC4) informou que o lucro líquido do segundo trimestre totalizou R$ 13,179 milhões. Sem incluir os efeitos contábeis, o resultado seria positivo em R$ 369,2 milhões ante R$ 219,7 milhões no mesmo período de 2012.

A receita operacional caiu 80,5% na mesma base de comparação, para R$ 62,2 milhões, ante 318,6 milhões entre abril e junho de 2012, também impactada pelos resultados da Vale.

“No segundo trimestre, em meio a um ambiente macroeconômico adverso e declínio de preços de minérios e metais, a Vale foi afetada, significativamente, nos seus indicadores financeiros”, afirmou a Bradespar no balanço. “Além disso, ajustes contábeis não recorrentes, que não afetam seu resultado financeiro, mas devem ser aplicados de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, contribuíram desfavoravelmente para os resultados da Vale”, acrescentou a empresa.

A Vale divulgou no início do mês que o lucro líquido do segundo trimestre despencou para R$ 832 milhões ante R$ 5,32 bilhões no mesmo período de 2012, refletindo perdas contábeis bilionárias por conta do efeito da valorização do dólar na sua dívida.

Além da participação na gigante de mineração, a Bradespar tem fatia na CPFL Energia (CPFE3), que nesta quarta-feira informou prejuízo líquido de R$ 134 milhões no segundo trimestre.

Locamerica vê lucro de R$ 9,5 milhões
A Locamerica (LCAM3) registrou lucro após o prejuízo de R$ 22,4 milhões visto no segundo trimestre do ano passado. O resultado positivo da companhia foi de R$ 9,5 milhões neste ano, enquanto a receita da companhia subiu 18,3% no período, para R$ 126,8 milhões e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 70,8%, para R$ 42 milhões na mesma base comparativa.

Prejuízo da Lupatech quase dobra
A Lupatech (LUPA3) registrou alta de 5% em sua receita líquida, que atingiu R$ 147,1 milhões no segundo trimestre, mas viu seu prejuízo líquido quase dobrar, chegando a R$ 103,1 milhões no período. O Ebitda ajustado da companhia ficou em R$ 7,67 milhões, mostrando variação negativa de 7,9%, enquanto a margem caiu para 5,2%, ante 6% registrado no segundo trimestre de 2012. 

Prejuízo da Restoque recua 70%
Já a Restoque (LLIS3) viu seu prejuízo recuar para R$ 3,83 milhões no segundo trimestre, mostrando queda de 70% em relação ao prejuízo visto no mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, o resultado foi impactado negativamente por multas e juros, além de maior nível de depreciação. O Ebitda da companhia totalizou R$ 32,4 milhões, mais que o dobro do registrado um ano antes, com a margem passando de 9,4% para 19,3%.

Lucro da Contax sobe mais de 1000%
O lucro líquido da Contax (CTAX3) avançou mais de 1000%, registrando R$ 4,7 milhões no segundo trimestre. A receita líquida da empresa subiu 1,9%, para R$ 906,4 milhões no mesmo período. O Ebitda da companhia passou de R$ 75,6 milhões para R$ 77,5 milhões e a margem ficou em 8,5%.

Lucro da Tempo atinge R$ 4,7 milhões
A Tempo Participações (TEMP3) registrou queda de 12,2% em seu lucro líquido trimestral, para R$ 4,7 milhões. A receita líquida da companhia, por outro lado, subiu 4,8% na comparação com o segundo trimestre de 2012, com R$ 235,2 milhões. O Ebtida da empresa caiu 32,%, registrando R$ 9,3 milhões e a margem ficou em 4%.

Senior Solution vê lucro crescer 17,6%
O lucro líquido ajustado da Senior Solution (SNSL3M) cresceu 17,6% no segundo trimestre, alcançando R$ 1,798 milhões. A receita da companhia, no entanto, caiu 1%, para R$ 11,675 milhões. O Ebitda ajustado caiu 34,1%, com R$ 1,136 milhões e a margem caiu para 9,7%.

Banco Indusval registra prejuízo no 2º tri
O Banco Indusval (IDVL4) registrou prejuízo líquido de R$ 20,6 milhões, ante lucro de R$ 2,4 milhões registrado no ano passado. A carteira de crédito expandida do banco cresceu 15% na comparação com o segundo trimestre do ano passado, totalizando R$ 3,2 bilhões. 

Celesc reverte prejuízo com lucro de R$ 102,7 milhões
A Celesc (CLSC4) reverteu o prejuízo de R$ 75,2 milhões do segundo trimestre do ano passado, registrando lucro líquido de R$ 102,7 milhões nos mesmos três meses deste ano. A receita líquida da companhia cresceu 14,7% no mesmo período, atingindo R$ 169 milhões. Já o Ebitda passou de R$ 1,9 milhão negativo do ano passado para R$ 15,4 milhões em 2013. A margem Ebitda registrou 9,1%.

Receita da Ideiasnet caiu 9,8%
A Ideiasnet (IDNT3) registrou prejuízo líquido de R$ 333 milhões no segundo trimestre deste ano. No mesmo período de 2012, o lucro após desinvestimentos de R$ 5,77 milhões foi de R$ 2,395 milhões. A receita líquida da empresa caiu 9,8%, para R$ 369,2 milhões. Por outro lado, o Ebtida subiu 39,8%, para R$ 14,4 milhões e a margem subiu para 3,9%.

Lucro da Iochpe Maxion sobe mais de 8.500%
O lucro líquido da Iochpe Maxion (MYPK3) subiu mais de 8.500% no segundo trimestre, com R$ 67,083 milhões. A receita líquida da companhia atingiu R$ 1,574 bilhão, mostrando aumento de 12,8% em relação ao mesmo trimestre de 2012. O Ebitda da empresa subiu 91%, para R$ 220,9 milhões e a margem Ebitda subiu para 14%.

Lucro da Tractebel cai 5,3%
A Tractebel (TBLE3) viu seu lucro líquido cair 5,3% no segundo trimestre, com R$ 324 milhões. Já a receita líquida de vendas da companhia subiu 6,6%, para R$ 1,273 milhões. O Ebitda da empresa caiu 7,5% em relação ao segundo trimestre do ano passado, com R$ 719,9 milhões. A margem Ebitda passou de 65,1% para 56,5% na mesma base comparativa.

Lucro da Trisul sobe para R$ 7,51 milhões
O lucro líquido da Trisul (TRIS3) subiu 87%, para R$ 7,517 milhões no segundo trimestre deste ano. a receita líquida da companhia, no entanto, caiu 18%, para R$ 142,3 milhões. Já o Ebitda ajustado da companhia caiu 6%, para R$ 19,6 milhões enquanto a margem Ebitda ficou em 13,8%.

Lucro da Kepler Weber sobe 1.450%
A receita líquida da Kepler Weber (KEPL3) aumentou 75,2% no segundo trimestre deste ano, atingindo R$ 128,8 milhões. O lucro líquido da companhia, por sua vez, registrou R$ 8,7 milhões, mostrando aumento de 1.450% em relação ao visto no mesmo período do ano passado. O Ebitda da empresa subiu 185,3%, para R$ 19,9 milhões na mesma base comparativa, enquanto a margem Ebitda passou de 9,5% para 15,5% no período.

Prejuízo da Viver atingiu R$ 46,1 milhões
O prejuízo líquido da Viver (VIVR3) aumentou de R$ 42,9 milhões no segundo trimestre do ano passado para R$ 46,1 milhões neste ano. Segundo a companhia, o resultado foi impactado por encargos financeiros, cancelamento de vendas e falta de lançamentos significativos. A receita líquida da incorporadora e construtora caiu 28,9% na mesma base comparativa, para R$ 65,7 milhões.

Receita da General Shopping cresceu 27,7%
A General Shopping (GSHP3) registrou queda em seu prejuízo líquido, que passou de R$ 77,98 milhões para R$ 44,7 milhões no segundo trimestre deste ano, em comparação com o ano anterior. A receita da companhia cresceu 27,7%, para R$ 52,74 milhões neste ano. O Ebitda ajustado chegou a R$ 36,9 milhões – aumento de 30,1% na relação anual – e a margem Ebitda subiu para 70%.

Lucro líquido da Vigor subiu mais de 2.000%
O lucro líquido da Vigor (VIGR3) passou de R$ 4,34 milhões no segundo trimestre do ano passado para R$ 102,36 milhões neste ano. A receita líquida da companhia subiu 16%, para R$ 377,31 milhões no mesmo período. O Ebitda da empresa excluindo-se o efeito do deságio no investimento na Itambé ficou em R$ 118,45 milhões, ante R$ 17,76 milhões no ano anterior. 

GP Investiments tem prejuízo líquido de US$ 63,8 milhões
A GP Investiments (GPIV11) registrou prejuízo líquido de US$ 63,8 milhões no segundo trimestre, acumulando perdas de US$ 72 milhões nos primeiros seis meses deste ano. A receita líquida da companhia ficou negativa em US$ 40,5 milhões. O resultado é apresentado em dólares para comparação com o valor de mercado das companhias do portfólio e dos investimentos em real estate da empresa.

Lucro da Tereos cresce 17,6% no primeiro trimestre 2013/2014
Já a Tereos (TERI3) apresentou seu balanço referente ao primeiro trimestre 2013/2014, com alta de 17,6% em seu lucro líquido, para R$ 1,908 milhões, com maiores volumes de vendas de cana-de-açúcar e amido & adoçantes, além do aumento no preço do amido & adoçantes e etanol. O lucro líquido da empresa subiu para R$ 8,6 milhões no período, ante prejuízo de R$ 45,2 milhões no primeiro trimestre 2012/2013. O Ebtida da empresa ficou em R$ 209,5 milhões no período.

(Com Reuters)