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Os 5 gráficos que mostram o dia de pânico nos mercados nesta quarta

Bolsa já abriu com forte queda, mas piorou movimento e chegou a desabar 12% após a OMS declarar o coronavírus uma pandemia

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SÃO PAULO – Após uma recuperação na véspera, os mercados ocidentais abriram esta quarta-feira (11) em queda não só seguindo o desempenho negativo das bolsas asiáticas, mas também com uma maior tensão pela falta de detalhes do plano do presidente Donald Trump para estimular a economia dos EUA, impactada pela Covid-19.

Durante a tarde, porém, o cenário piorou pelo mundo após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar que o coronavírus agora é uma pandemia.

O anúncio ocorreu por volta das 13h30 (horário de Brasília), mas foi apenas às 15h que o Ibovespa engatou um forte movimento negativo, chegando a bater os 10% de queda, acionando o circuit breaker pela segunda vez nesta semana.

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Após trinta minutos de paralisação, a bolsa voltou a operar e chegou a estender as perdas para mais de 12%, se aproximando de acionar o segundo circuit breaker do dia, caso chegasse a perder 15%.

Na reta final, porém, o mercado ainda se recuperou das mínimas, fechando com queda de 7,64%, aos 85.171 pontos, acompanhando o exterior após falas do presidente Trump.

Ele afirmou que o governo americano usará todo o seu poder para combater a Covid-19, marcando para a noite desta quarta uma coletiva em que pode dar detalhes dos planos de ação contra a doença.

Confira o desempenho do Ibovespa hoje:

(Bloomberg)

No câmbio, o dólar também seguiu o dia de tensão. A moeda americana iniciou o dia com leve alta sobre o real, em torno de R$ 4,66, mas foi ganhando força durante a tarde, seguindo o aumento da tensão nos mercados.

Conforme as bolsas desabaram, a moeda disparou, chegando a ganhos de mais de 2%, a R$ 4,75. No fim do dia, seguindo a leve melhora de humor, o dólar comercial fechou com alta de 1,61%, cotado a R$ 4,7207 na venda.

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Apesar disso, o dólar futuro com vencimento em abril ainda voltou a subir mais após a notícia de que o Congresso derrubou o veto do presidente Jair Bolsonaro ao projeto que facilita acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), o que tem potencial de gerar uma despesa adicional de R$ 20 bilhões por ano para o governo nos próximos 10 anos.

Confira:

(Bloomberg)

Nos EUA, os três principais índices de ações também aceleraram as perdas no meio da tarde, e se aproximaram de quedas de 7% (quando seria acionado o circuit breaker por lá, mas não acionaram o sistema em nenhum momento.

Acompanhando a declaração do presidente, o Dow Jones fechou com queda de 5,86%, enquanto S&P 500 e Nasdaq recuaram 4,89% e 4,70%, respectivamente.

Confira o desempenho do Dow Jones:

(Bloomberg)

S&P 500

(Bloomberg)

Nasdaq

(Bloomberg)

Vale destacar que a piora do humor ocorreu após os fechamentos dos mercados na Ásia e na Europa, com isso, as bolsas dos dois continentes não refletiram esta queda forte.

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Mesmo assim, o índice Nikkei registrou queda de cerca de 2% hoje, enquanto a bolsa de Xangai caiu quase 1%. Na Europa, o pior desempenho foi da bolsa da Inglaterra, que recuou 1,4%. Os índices CAC 40 e DAX, da França e Alemanha, caíram 0,57% e 0,35%, ao passo que o mercado italiano teve leve alta de 0,33%.

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