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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta sexta-feira

Demissão de diretor-geral da Polícia Federal volta a elevar tensão política e expectativa por Moro; confira mais destaques

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Os mercados começam o último dia da semana em cautela. As bolsas da Ásia fecharam em baixa e as da Europa abriram em queda, embora os futuros de Nova York estejam em terreno levemente positivo.

Na Ásia e na Europa, os mercados reagiram de maneira atrasada às informações de que a droga Remdesivir, contra o coronavírus, não mostrou testes comprovadamente eficazes contra o Covid-19.

Já nos EUA o foco estará hoje na publicação de resultados corporativos: American e Sotuhwest Airlines publicam balanços do primeiro trimestre na manhã de hoje.

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No Brasil, certamente a decisão do presidente Jair Bolsonaro, de demitir Maurício Valeixo, delegado-chefe da Polícia Federal e homem de confiança do ministro da Justiça, Sérgio Moro, deverá ter impacto nos mercados. Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais

Os mercados iniciam a sexta-feira em cautela. Ainda sob o efeito de testes insatisfatórios da droga Remdesivir contra o coronavírus, as bolsas da Ásia fecharam em queda e as da Europa abriram em baixa. Os futuros de Nova York estão levemente positivos. Quando o jornal britânico Financial Times publicou no final da tarde de ontem que os testes feitos pela Gilead são inconclusivos, a Bolsa de Nova York ainda estava aberta.

Ainda na Europa, as bolsas caem com líderes do continente tendo dificuldades para finalizar um plano de apoio à economia diante da ameaça do coronavírus. A chanceler alemã Angela Merkel promete apoiar um enorme pacote de estímulos para a União Europeia, mas presidente do BCE, Christine Lagarde, adverte que o plano corre o risco de chegar tarde demais.

A atenção nesta sexta-feira nos EUA também está nos resultados corporativos. Southwest Airlines e American Airlines publicam resultados pela manhã, antes da abertura de Wall Street. A IATA, Associação Internacional de Transportes Aéreos, reportou na manhã de hoje que a queima de caixa das empresas aéreas no primeiro trimestre somou US$ 61 bilhões, informa a CNBC.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h45 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,60%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,36%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,51%

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Europa
*Dax (Alemanha), -0,79%
*FTSE (Reino Unido), -0,81%
*CAC 40 (França), -0,74%
*FTSE MIB (Itália), -0,25%

Ásia
*Nikkei (Japão), -0,86% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -1,34% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -0,61% (fechado)
*Xangai (China), -0,60% (fechado)

*Petróleo WTI, -0,67%, a US$ 16,40 o barril
*Petróleo Brent, -0,66%, a US$ 21,19 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em queda de -0,41%, cotados a 607.000 iuanes, equivalentes a US$ 85,70 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0822 (-0,01%)

*Bitcoin, US$ 7.577,26 +0,80%

2. Agenda econômica

O saldo de transações correntes deve mostrar déficit de US$ 200 milhões em março, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, depois de registrar déficit de US$ 3,9 bilhões no mês anterior. O Banco Central divulga os dados às 9h30 em seu website. Já o BC oferta US$ 3 bilhões em leilões de linha para rolagem em 24 de abril.

Nos Estados Unidos, às 9h30, serão revelados os pedidos de bens duráveis de março e, às 11h, a Universidade de Michigan publica o sentimento do consumidor em abril.

3. Demissão de Valeixo e expectativa por Moro

A tensão política, que ensaiava diminuir na noite de ontem com notícias sobre militares tentando demover Sérgio Moro de uma ameaça de demissão do governo, é retomada nesta manhã após Bolsonaro demitir o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo. A demissão pode ressuscitar expectativa sobre saída do ministro da Justiça, segundo os jornais.

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O decreto, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e por Sergio Moro, ministro da Justiça, foi publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira.

Valeixo é pessoa de confiança do ministro Moro. O ministro teria sido demovido da decisão por ministros militares no começo da noite, mas a situação é incerta na manhã de hoje. A princípio, Moro teria aceitado continuar no governo se tiver o poder de escolha do próximo diretor-geral da Polícia Federal. Segundo a assessoria do Ministério da Justiça, Moro deve fazer pronunciamento às 11h, mas não foram revelados detalhes sobre a fala do ministro.

4. Pandemia avança no Brasil

O Brasil bateu ontem seu recorde de mortes diárias pelo coronavírus, com 407 óbitos – metade no Estado de São Paulo – em 24 horas. Até ontem, o máximo de mortes diárias era de 207. O total de mortes confirmadas é de 3.313 na manhã de hoje. O número de casos confirmados ultrapassa 49 mil. Os dados chegam no momento em que os governos estaduais começam a abrandar as quarentenas, ou se preparam para isso. Ontem houve a reabertura do comércio no Estado de Santa Catarina, embora em São Paulo o final da quarentena esteja marcado para 11 de maio. A decisão ainda pode ser revista pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

5. Noticiário corporativo 

A Invepar declarou ontem que cumpriu todas as condições para vender a sua subsidiária Concessionária Raposo Tavares (CART) para o Fundo Pátria. Segundo a Invepar, a transação acontecerá no dia 30 de abril. Anunciada no final do ano passado, a aquisição do Pátria também inclui outras duas rodovias controladas pela CART, a SP-225 e a SP-327, que ligam a Raposo Tavares a cidades do centro do Estado de São Paulo, como Bauru. Já a Copel – Companhia Paranaense de Energia, informou que fez um repasse de R$ 3,3 milhões para sua subsidiária FDA Geração. Segundo a estatal paranaense, a FDA usará os recursos para pagar os Encargos do Uso do Sistema de Transmissão (EUST).

Já a Lojas Renner anunciou nesta quinta, em comunicado ao mercado, que a partir de amanhã iniciará a reabertura gradual de algumas de suas lojas. A medida abrange “unidades pontuais” da Renner, Camicado, Youcom e Ashua, segundo o documento.

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