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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta sexta-feira

Expectativa por acordo comercial anima bolsas mundiais; mercado também repercute vitória robusta de Johnson no Reino Unido

(Shutterstock)

Os mercados avançam nesta sexta-feira 13 com as notícias de que os Estados Unidos e a China chegaram a um acordo para evitar a guerra comercial. As bolsas da Ásia fecharam em forte alta, enquanto as europeias operam com ganhos, embaladas também pela vitória de Boris Johnson nas eleições britânicas.

Nos indicadores, o Banco Central divulga o IBC-br do quarto trimestre. Na parte política, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, fez críticas à política externa do governo Bolsonaro. No noticiário corporativo, destaque para a escolha do novo presidente da Oi e para a reação do mercado à confirmação pela Via Varejo de indícios de fraude contábil em seus balanços, que já abalou os papéis na véspera. Confira os destaques:

1.Bolsas mundiais

Os futuros de Nova York avançam na manhã desta sexta-feira embalados pela notícia de acordo comercial entre os Estados Unidos e a China. Segundo informações da CNBC News e da agência Bloomberg, o governo americano aceitou não impor tarifas de 15% sobre US$ 156 bilhões de importações chinesas.

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Além disto, os EUA estariam dispostos a cortar em 50% das tarifas impostas sobre outros US$ 350 bilhões em importações chinesas, tarifas estas colocadas durante os quase dois anos de guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Em troca, a China comprará mais produtos agrícolas dos EUA.

No Reino Unido, o Partido Conservador de Boris Johnson obteve uma vitória maior que a projetada pela boca-de-urna. A contagem de votos indica que Johnson obteve 364 cadeiras, bem acima das 326 necessárias para formar a maioria de governo.

O Partido Trabalhista de Jeremy Corbin perdeu 42 cadeiras e conquistou 203 postos na Câmara dos Comuns. A participação foi de 67% do eleitorado. As bolsas da Ásia fecharam em forte alta e as bolsas europeias avançam em um rali, com o índice FTSE de Londres subindo acima de 1,50%.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h33:

*S&P 500 Futuro (EUA), +0,44%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,56%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,48%

*Dax (Alemanha) , +1,37%
*FTSE (Reino Unido), +1,55%
*CAC 40 (França), +1,24%
*FTSE MIB (Itália), +0,94%

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*Hang Seng (Hong Kong), +2,57% (fechado)
*Xangai (China), +1,78 (fechado)
*Nikkei (Japão), +2,55% (fechado)

*Petróleo WTI, +0,74%, a US$ 59,62 o barril
*Petróleo Brent, +0,95%, a US$ 64,81 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam com alta de 0,31%, cotados a 653,50 iuanes, equivalentes a US$ 93,62 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9855 (+0,01%)
*Bitcoin, US$ 7.201,37 +0,29%

2 – Indicadores econômicos

No Brasil, o Banco Central divulga durante a manhã o IBC-br do quarto trimestre de 2019, podendo confirmar uma expansão de 0,2% na margem, segundo progeção da Bloomberg, e sinalizando uma retomada mais consistente da economia no final deste ano. O IBC-br é considerado uma prévia do PIB do País.

Às 10h30, EUA divulgam vendas no varejo de novembro, com alta de 0,5% na comparação mensal.

Na Europa, serão divulgados o índice de atividade na Alemanha e na Zona do Euro.

3. Maia critica política externa do governo 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) fez duras críticas à política externa brasileira e afirmou que ela “não defende aos interesses pragmáticos do País”.

Maia deu as declarações em Genebra, na sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), onde se reuniu na noite de ontem (12) com o presidente da entidade, Roberto Azevêdo.

“A convergência ideológica entre o presidente Bolsonaro e o presidente americano Donald Trump não resultou em ações práticas que beneficiem, até agora, a economia brasileira”. Maia ressaltou que é “muito importante” o Brasil ter boas relações com os Estados Unidos, mas lembrou que a prioridade da política externa americana é a China. “A minha posição em relação ao chanceler (Ernesto Araújo) é muito crítica”, afirmou o presidente da Câmara ao jornal Valor Econômico.

4 – CPI do Óleo

A Polícia Federal entregou na noite de ontem (12) um relatório detalhado sobre as investigações dos vazamentos de petróleo que atingiram as praias dos 9 Estados do Nordeste e do Espírito Santo desde agosto deste ano.

Segundo a PF, a origem do petróleo vazado sem dúvida é venezuelana e o provável agente do vazamento é o navio cargueiro Boubolina, de bandeira grega. Os deputados federais da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Óleo, que investigam o desastre ambiental, foram a Natal na quinta-feira e se reuniram com a superintendente da PF no Rio Grande do Norte, Tânia Fogaça, e o delegado regional de combate ao crime organizado, Agostinho Cascardo, além de representantes do Ministério Público.

O presidente da CPI do Óleo, o deputado Herculano Passos (MDB-SP), disse que o relatório é fundamental para o foco dos trabalhos da CPI. “

Não tem dúvida sobre a origem do óleo: é petróleo venezuelano. E há uma chance muito grande de ter sido derramado de um navio grego que estava há 550 quilômetros das costas brasileiras. Disso tudo, eles têm informações dos satélites da Nasa. O petróleo foi derramado um mês antes de chegar aqui nas praias do Rio Grade do Norte”, disse o parlamentar à agência Câmara.

5. Noticiário corporativo

A operadora de telecomunicações Oi S.A. comunicou ontem (12) à CVM que seu novo diretor-presidente será Rodrigo Modesto de Abreu. Ele deverá assumir o cargo em 31 de janeiro de 2020, um dia após o atual diretor-presidente, Eurico Teles Neto, deixar o cargo.

Já a Suzano vendeu para a Klabin 14 mil hectares de florestas plantadas de eucalipto, árvore usada como matéria-prima pelas indústrias de celulose. Em comunicado, a Suzano afirma que embolsará R$ 400 milhões com a venda das florestas de eucalipto à Klabin.

A Eletrobras e a Petrobras informaram que o seu rating foi alterado de estável para positivo pela agência americana Standard & Poor’s, que nesta semana melhorou a perspectiva da nota brasileira também de estável para positiva.

Atenção ainda para a Via Varejo: a companhia anunciou no final do pregão de quinta-feira que a investigação interna que conduziu após receber em novembro denúncias anônimas encontrou indícios de fraude contábil que deve impactar o resultado em até R$ 1,4 bilhão. Com isso, as ações passaram de alta de 8% para queda de 3%.

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