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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta segunda-feira

Preocupação com o coronavírus volta a gerar cautela entre as bolsas internacionais; expectativa por veto de Bolsonaro ao reajuste no radar

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(Getty Images)
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Os mercados iniciam a semana cautelosos e com volatilidade, de olho na reabertura das economias da Grã-Bretanha, França e Alemanha, bem como em indicadores que devem ser publicados nos Estados Unidos, como vendas no varejo e produção industrial em abril.

No Brasil, predomina a crise política, com o depoimento, a partir de hoje, de nove testemunhas no inquérito da Procuradoria Geral da República (PGR) que investiga as acusações do ex-ministro Sergio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro. O presidente, na agenda econômica, pode vetar o reajuste do salário para os funcionários públicos. O Copom deverá publicar a ata da sua última reunião, sinalizando se novo corte na taxa básica de juros deverá ocorrer em junho.

No noticiário corporativo, destaque para a BRF, que publicou balanço do 1º trimestre deste ano e informou prejuízo de R$ 38 milhões, embora receita líquida e Ebitda tenham mostrado números positivos. Carrefour e Itaúsa devem publicar balanços nesta segunda-feira.

1. Bolsas mundiais

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As bolsas de valores da Europa abriram em alta nesta segunda-feira, mas logo viraram para o terreno negativo. Os mercados indicam uma jornada de volatilidade, com os investidores observando as reaberturas das economias da Grã-Bretanha, França e Alemanha.

Na Ásia, as bolsas de valores fecharam em direções diferentes. Tóquio e Hong Kong encerraram as sessões em alta, mas Seul e Xangai em leve queda. No domingo, o governo sul-coreano confirmou novos casos da Covid-19 na área metropolitana de Seul, enquanto na China o governo confirmou 11 novos casos do coronavírus na província de Jinlin, nordeste do país.

Os futuros de Nova York, que estavam positivos na madrugada, passaram a operar em terreno levemente negativo. O mesmo aconteceu com os futuros do petróleo, que estão em leve queda. O minério de ferro recua com casos de coronavírus em foco na China e Brasil; cobre sobe e níquel cai em Londres.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h36 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,37%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,04%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,35%

Europa
*Dax (Alemanha), -0,85%
*FTSE (Reino Unido), -0,60%
*CAC 40 (França), -1,36%
*FTSE MIB (Itália), -0,10%

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Ásia
*Nikkei (Japão), +1,05% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -0,54% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +1,53% (fechado)
*Xangai (China), -0,02% (fechado)

*Petróleo WTI, -2,99%, a US$ 24,02 o barril
*Petróleo Brent, -2,97%, a US$ 30,05 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em queda de -0,32%, cotados a 630.000 iuanes, equivalentes hoje a US$ 88,89 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0872 (-0,19%)

*Bitcoin, US$ 8.542,40 -1,59%

2. Indicadores econômicos

O Banco Central divulga às 8h25 o relatório Focus com as projeções do mercado para a economia. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga na manhã de hoje o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) e o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) de abril. Em março, os dois indicadores mostraram forte deterioração no mercado de trabalho brasileiro, com o começo da epidemia da Covid-19.

3. Política

A semana será decisiva para que a Procuradoria Geral da República defina se denunciará ou não o presidente Jair Bolsonaro por corrupção passiva privilegiada, obstrução da Justiça e advocacia administrativa, informa o jornal Folha de S. Paulo. O presidente é investigado por tentativa de interferência na autonomia da Polícia Federal.

O inquérito que investiga as acusações do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, tomará depoimentos de Alexandre Ramagem, que Bolsonaro tentou levar para o comando da PF; três ministros de Estado; seis delegados; e uma deputada federal que trocou mensagens de aplicativo com Moro. Além disto, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) pode decidir pela divulgação de um vídeo polêmico de uma reunião ministerial, na qual o presidente teria ameaçado Moro de demissão se o então ministro não trocasse a cúpula da Polícia Federal.

Em caso de denúncia formal pela PGR, a Câmara dos Deputados deverá votar pelo prosseguimento ou não das investigações. Se votar pelo prosseguimento, o presidente deve ser afastado do cargo por até 180 dias. Questionado ontem sobre um possível, embora ainda improvável, impeachment, o presidente disse que só sairá do cargo em 1º de janeiro de 2027.

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Atenção ainda para a expectativa pela possível confirmação do veto presidencial à ampliação das categorias de servidores isentos da proibição de reajustes como contrapartida à ajuda aos estados, que pode sair hoje segundo os jornais.

4. Pandemia 

Em São Paulo, começa nesta segunda-feira um rodízio de veículos, no qual em dias ímpares, só podem circular automóveis com placas ímpares, e nos dias pares, só carros com chapas pares. A medida do prefeito Bruno Covas (PSDB) é mais uma tentativa para aumentar o isolamento social e conter o alastramento da epidemia da Covid-19.

No Rio de Janeiro, estudo mostrou que o coronavírus já chegou a 93% dos municípios do Estado, muito acima da média de São Paulo (62%) e Minas Gerais (25%), informa o jornal O Globo. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recomenda o lockdown para o Estado. Na manhã de hoje, o Brasil tinha 162.699 casos confirmados e 11.123 mortes pela Covid-19.

5. Noticiário corporativo 

A BRF informou que teve prejuízo de R$ 38 milhões no 1º trimestre deste ano. A empresa pagou R$ 204 milhões para encerrar uma ação judicial nos Estados Unidos e sofreu os efeitos da variação cambial no período, o que afetou a lucratividade. Mesmo com os efeitos adversos, a empresa teve expansão de 21% na receita líquida, para R$ 8,9 bilhões. Apesar da epidemia da Covid-19, a BRF aumentou as exportações de carnes de aves para a China e a Turquia. Enquanto isso, a M.Dias Branco lucrou R$ 137 milhões no primeiro trimestre de 2020.

Já o Grupo Notre Dame Intermédica (GNDI) comunicou que encerrou seu programa de recompra de ações, após ter comprado na B3 pouco mais de 3,3 milhões de ações ordinárias. A Centauro, por sua vez, prepara follow-on de cerca de R$ 500 milhões, segundo o Valor.

(Com Agência Brasil e Agência Estado)

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