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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

Câmara define veto a reajuste de servidores após derrota do governo no Senado; bolsas mundiais estendem queda e mais destaques desta sessão

Brasília – Plenário da Câmara dos Deputados, durante pronunciamento do Presidente Temer. Foto José Cruz/Agência Brasil
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O tom mais pessimista adotado pelo Federal Reserve (Fed, o bc americano) sobre a recuperação da economia dos Estados Unidos elevou a aversão ao risco em nível global.

No Brasil, a nova preocupação é com a derrubada, pelo Senado Federal, do veto presidencial que impedia reajustes de salários dos servidores públicos até o final do ano que vem. Agora, a equipe econômica trabalha para reverter essa medida na Câmara dos Deputados. A decisão será analisada na Câmara hoje, a partir das 15h, e líder do governo confia em manutenção do veto.

Na esfera corporativa, a Sabesp divulgou fato relevante para afirmar que não há definição sobre sua reorganização societária e capitalização.

1. Bolsas mundiais

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O tom mais pessimista adotado pelo Federal Reserve (Fed, o bc americano) sobre a recuperação da economia dos Estados Unidos elevou a aversão ao risco em nível global. As Bolsas europeias operam em queda e os futuros de Nova York operam em terreno negativo.

Na terça-feira, o Fed divulgou a ata de sua última reunião e mostrou que a recuperação da crise causada pela pandemia da Covid-19 é “altamente incerta”. O anúncio foi feito quando o mercado europeu já estava fechado.

Nesta manhã, o DAX, de Frankfurt, registra desvalorização de 0,82%.

“Ainda há uma grande incerteza em torno da trajetória do coronavírus e o que isso pode significar para o crescimento econômico”, disse, à Bloomberg, Jim McDonald, estrategista-chefe da Northern Trust.

Com essa sinalização de recuperação mais difícil, cresce a expectativa para que democratas e republicanos cheguem a um acordo sobre um novo pacote de estímulo a economia.

Os futuros do Dow Jones caem 0,28% e os do S&P 500 recuam 0,25%.

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E os conflitos geopolíticos são outra fonte de preocupação. O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, alertou que Rússia e China não violem às sanções impostas ao Irã.

Na Ásia, o Shangai SE recuou 1,30% e o Hang Seng Index, de Hong Kong, registrou desvalorização de 1,54%. Em Tóquio, o Nikkei 225 recuou 1%.

Soma-se ao cenário de maior aversão ao risco o avanço do novo coronavírus em várias partes do mundo, em particular na Coreia do Sul, e a decisão do Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) decidir manter inalteradas suas taxas de juros de referência para empréstimos de curto e longo prazos pelo quarto mês seguido, em 3,85% e 4,65%, respectivamente.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h43 (horário de Brasília):

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), -0,25%

*Nasdaq Futuro (EUA), -0,04%

*Dow Jones Futuro (EUA), -0,28%

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Europa

*Dax (Alemanha), -0,82%

*FTSE 100 (Reino Unido), -1,08%

*CAC 40 (França), -0,99%

*FTSE MIB (Itália), -0,91%

Ásia

*Nikkei 225 (Japão), -1% (fechado)

*Hang Seng Index (Hong Kong), -1,54% (fechado)

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*Shanghai SE (China), -1,30% (fechado)

Commodities e bitcoin

*Petróleo WTI, -1,12%, a US$ 42,45 o barril

*Petróleo Brent, -1,08%, a US$ 44,88 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em queda de 1,40%, cotados a 848.000 iuanes, equivalente hoje a US$ 122,51 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,9217 (+0,01%)

*Bitcoin, US$ 11.781, -0,47%

2. Agenda

No Brasil, a agenda de indicadores tem como destaque os dados de arrecadação de julho. A arrecadação de impostos no mês de julho deve ter alcançado R$ 112 bilhões, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, acima dos R$ 86,3 bilhões registrados na medição anterior, mas ainda abaixo dos R$ 137,7 bilhões registrados em julho de 2019. A Receita Federal divulga o indicador às 14h30 em seu website e comenta o desempenho em coletiva de imprensa virtual às 15h.

Os dados sobre pedidos de seguro desemprego nos Estados Unidos serão divulgados às 9h30 (horário de Brasília), com a estimativa de 920 mil pedidos ante dado anterior de 963 mil. No mesmo horário, o Fed da Filadélfia divulga seu índice de atividade industrial.

Às 14h, a presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, faz pronunciamento.

3. Reajuste de servidores

O Senado Federal derrubou o veto presidencial que congelava os salários dos servidores públicos até o final de 2021. A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, tenta negociar com a Câmara para que o veto seja mantido.

Por meio da assessoria de imprensa, o ministério da Economia afirmou que está preocupado com a possível derrubada do veto e com as possíveis consequências para as contas públicas, em especial de estados e municípios.

Segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, sem o veto, as despesas da União, estados e municípios poderão aumentar R$ 98 bilhões.

O veto foi negociado ainda no primeiro semestre com o Congresso. O governo garantiria um pacote de R$ 120 bilhões de socorro financeiro a estados e municípios em troca do congelamento dos salários. No entanto, o então líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO), aproveitou apoio do presidente Jair Bolsonaro para negociar uma brecha para garantir reajuste para algumas categorias.

Essa brecha, no entanto, foi vetada por Bolsonaro após intervenção de Guedes.

4. Auxílio emergencial 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, indicou nesta quarta-feira a extensão do auxílio emergencial, mas a um valor menor do que os R$ 600 reais atualmente pagos. Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, disse que havia uma confiança mútua entre ambos.

Segundo a agência Reuters, o governo estuda uma medida provisória (MP) que manteria o auxílio para além de agosto, mas em um valor menor. Se o atual decreto for prorrogado, o benefício não pode sofrer alteração de valor.

Na quarta-feira, Bolsonaro afirmou que estava em busca de um novo valor pelo auxílio, sinalizando que R$ 200, valor defendido pelo governo no início da pandemia do coronavírus, seriam insuficientes, mas que a manutenção em R$ 600 era inviável.

 

5. Radar corporativo

Questionada pela CVM, a Sabesp divulgou um fato relevante para explicar o plano de capitalização da empresa anunciado pelo governador de São Paulo, João Doria. A companhia alegou que não tomou conhecimento sobre o plano de reorganização societária.

Segundo o fato relevante, a companhia buscou maiores informações com o seu controlador, o estado de São Paulo, e foi informada que não há decisão sobre um processo de capitalização porque o grupo de trabalho do Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização, instituído em 24/04/2019, não concluiu suas atividades.

E o fundo de investimentos de Abu Dabhi Mubadala está propondo injetar capital na produtora de etanol Atvos, mas apenas se os credores aceitarem menores pagamentos em uma reestruturação da dívida, segundo a agência Reuters.

A Atvos tem uma dívida em torno de R$ 15 bilhões. Nessa semana, a empresa teve o seu plano de reestruturação confirmado por um juiz do Estado de São Paulo, evitando a falência da empresa.

A companhia, antes conhecida como Odebrecht Agroindustrial, comprometeu-se a reduzir pela metade o nível de endividamento. A Atvos só começará a pagar credores em 2022, conseguindo fôlego para sobreviver, de acordo com o plano.

(Com Bloomberg e Agência Estado)

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