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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

IPCA de março, fala de Campos Neto com senadores, Opep+ e pedidos de seguro-desemprego: os destaques desta quinta-feira

Bandeira dos EUA
(Shutterstock)
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Os mercados começam a quinta-feira em cautela e à espera da retomada das reuniões da Opep+ e do Eurogrupo, e principalmente da divulgação dos pedidos de seguro-desemprego semanal nos Estados Unidos, às 9h30.

As bolsas da Ásia fecharam em leve alta e as europeias abriram em avanço, embora Paris tenha ido para o terreno negativo. Os futuros de Nova York estão perto da estabilidade, após terem oscilado entre os terrenos positivo e negativo na madrugada. No Brasil, o IBGE publica às 9h o IPCA de março. Já Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, tem reunião com senadores às 11h15, buscando acordo para aprovar PEC. Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais

As bolsas europeias registram alta nesta quinta-feira e os futuros de Nova York estão em terreno positivo, mas o tom dos mercados hoje é de cautela, antes das reuniões da Opep+, do Eurogrupo e da divulgação dos pedidos semanais do seguro-desemprego nos Estados Unidos.

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As bolsas europeias abriram em alta, mas cederam parte dos ganhos, com Paris indo para o terreno negativo ainda bem cedo.  Os investidores esperam a retomada, mais tarde nesta quinta, da reunião do Eurogrupo, que deve decidir um pacote de resgate de até 1,5 trilhão de euros para socorrer a economia atingida pela epidemia do coronavírus. As bolsas da Ásia fecharam em leve alta.

Nos EUA as expectativas estão centradas na divulgação dos dados dos pedidos do seguro-desemprego na primeira semana de abril, mas também na reunião da Opep+.  Aparentemente, a Rússia aceita cortar a produção diária em 1,5 milhão de barris de petróleo, mas exigirá contrapartida da Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes, entre os participantes do cartel petrolífero; e principalmente dos EUA e de outros países do G-20.

O coronavírus se espalha rapidamente pelo mundo, tendo infectado mais de 1,4 milhão de pessoas e causado em torno de 87,5 mil mortes. Contudo, desde o fim da semana passada têm surgido sinais de avanço mais lento do número de casos e mortes na Ásia, nos EUA e em partes da Europa.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h44 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,21%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,29%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,02%

Europa
*Dax (Alemanha), +0,40%
*FTSE (Reino Unido), +0,61%
*CAC 40 (França), -0,47%
*FTSE MIB (Itália), +0,80%

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Ásia
*Nikkei (Japão), -0,04% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +1,61% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +1,38% (fechado)
*Xangai (China), +0,37% (fechado)

*Petróleo WTI, +5,78%, a US$ 26,54 o barril
*Petróleo Brent, +3,84%, a US$ 34,10 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 3,28%, cotados a 597,500 iuanes, equivalentes a US$ 84,66 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0572 (+0,13%)

*Bitcoin, US$ 7.315,46 -1,10%

2. Agenda econômica

A agenda econômica está movimentada nesta quinta-feira. Às 9h, o IBGE divulga a inflação medida pelo IPCA de março, com expectativa de ter registrado alta de 0,12% na base mensal e alta de 3,36% na comparação anual, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg.

Roberto Campos Neto tem reunião com senadores às 11h15, buscando acordo para aprovar PEC que permitirá ao BC dar liquidez aos títulos longos; ele ainda profere palestra em encontro com investidores promovido pelo European Economics and Financial Centre (EEFC) às 10h00; tem reunião com representantes da Moody’s e do Tesouro para abertura da missão de avaliação soberana da agência de rating às 14h00, e reunião com representantes da B3 às 17h.

Atenção ainda para os pedidos de seguro-desemprego dos EUA às 9h30 que, segundo estimativa da Bloomberg, serão de 5,5 milhões na semana até 4 de abril, após dados das últimas duas semanas mostrarem aumento de 10 milhões de pedidos.

Ainda nos EUA, serão revelados os dados de preços ao produtor de março às 9h30. Às 11h, serão divulgados os dados de estoques no atacado e o Índice de Percepção do Consumidor da Universidade de Michigan.

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Já Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, fala sobre o Covid-19 e a economia americana, via webcast, às 10h50.

3. Discurso de Bolsonaro

Em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV na noite desta quarta-feira (8), o quinto na crise da epidemia do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro defendeu o uso da cloroquina, disse que sempre colocou a vida em primeiro lugar e criticou governadores e prefeitos. De novo, sob panelaços.

“Sempre afirmei que tínhamos dois problemas para resolver: o vírus e o desemprego, que têm que ser tratados simultaneamente.” Confira clicando aqui. 

Pouco antes, em derrota para o governo, o ministro Alexandre de Moraes decidiu que estados e municípios têm autonomia para impor isolamento social, em ação proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), informa a Folha de S. Paulo.

Conforme destaca o Valor, além do impacto da covid-19 na atividade econômica, a inadimplência ameaça a receita dos Estados. As projeções para a arrecadação de abril, referente às operações de março, vão de queda de 19% a 32% e contemplam não só a redução do valor em notas fiscais emitidas, mas também o atraso no pagamento do Imposto obre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido.

4. Planos de saúde

Como contrapartida para a liberação de recursos do setor, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu exigir das operadoras de planos de saúde que atendam a clientes inadimplentes e pagamento a prestadores de serviço durante a epidemia da Covid-19. Cerca de 50 milhões de brasileiros são clientes dos planos das operadoras. A não interrupção do atendimento é uma das exigências da ANS para desbloquear cerca de R$ 15 bilhões de um fundo de R$ 53 bilhões de reservas técnicas das operadoras, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

5. Noticiário corporativo

A Ânima Educação contratou um empréstimo de R$ 450 milhões com a International Finance Corporation (IFC). O grupo paulista de educação pagará o empréstimo a partir de 2023 e pretende usar os recursos para fortalecer seu caixa, integrar as empresas adquiridas no ano passado, como a UniCuritiba, e planejar novos negócios. A IFC é acionista minoritária da Ânima desde 2013. Já a Vale informou ontem que estenderá a paralisação da sua mina de cobre e níquel em Voisey’s Bay, no Canadá, por até três meses. A Vale parou a mina em 16 de março por causa da epidemia do coronavírus. Voisey’s Bay fica no norte da província da Terra Nova e Labrador.

 

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