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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quarta-feira

Bolsas registram alta à espera de reunião do Fed, fala de Powell e PIB dos EUA; resultados e mais destaques

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As bolsas de valores iniciaram a quarta-feira com ganhos modestos na Ásia e abriram em alta na Europa. Em Nova York, os futuros apontam para uma abertura positiva mais tarde. Além dos resultados corporativos do 1º trimestre, as atenções estão no final da reunião do Federal Reserve e nas declarações do presidente da instituição, Jerome Powell, que dará coletiva no começo da tarde. Embora não seja esperada nenhuma alteração na taxa de juros nos EUA, o mercado quer saber qual é a projeção do BC americano para a retomada da economia. Além dos balanços da Airbus e Volkswagen na Europa, nos EUA a Boeing, Facebook e Microsft devem publicar resultados.

No Brasil, serão divulgados diversos indicadores pela manhã. No noticiário corporativo, destaque para a repercussão dos resultados publicados na noite de ontem, como da Vale, Cielo e projeção de dívida da Petrobras; a operadora de saúde Hapvida anunciou plano de recompra de ações.

1. Bolsas mundiais

Os mercados começam a quarta-feira em compasso de espera: além do final da reunião do Federal Reserve, cujo resultado será divulgado às 15h, a expectativa também está nos resultados trimestrais das empresas. Airbus, Volkswagen e Deutsche Bank, entre outras corporações, divulgam balanços na Europa.

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As bolsas da Ásia fecharam em leve alta e os mercados abriram na Europa também com pequenos avanços. Os futuros de Nova York estão em terreno positivo; o futuro do Nasdaq sobe após a Alphabet registrar vendas acima da estimativa com nuvem do Google e expansão do YouTube.

O petróleo WTI sobe e volta aos US$ 14 o barril, recuperando parte das perdas dos últimos dois dias; volatilidade pode continuar com receio de que preço voltar a ficar negativo. Os metais têm desempenho misto e minério de ferro aponta baixa oscilação enquanto Vale vê corte de oferta dando suporte aos preços.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h31 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,71%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,91%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,56%

Europa
*Dax (Alemanha), +0,33%
*FTSE (Reino Unido), +0,86%
*CAC 40 (França), -0,13%
*FTSE MIB (Itália), +0,58%

Ásia
*Nikkei (Japão), -Feriado/Sem pregão
*Kospi (Coreia do Sul), +0,70% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +0,28% (fechado)
*Xangai (China), +0,44% (fechado)

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*Petróleo WTI, +15,40%, a US$ 14,24 o barril
*Petróleo Brent, +4,79%, a US$ 21,44 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em queda de -0,58%, cotados a 595.500 iuanes, equivalentes a US$ 84,20 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0771 (+0,07%)

*Bitcoin, US$ 7.974,77 +2,55%

2. Agenda de indicadores

Às 10h30 (horário de Brasília), o Tesouro Nacional divulgará o resultado do governo central, que deve ter mostrado déficit de R$ 26 bilhões em março, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, após déficit de R$ 25,9 bi na medição anterior.

O Banco Central faz leilões de rolagem de swap cambial a partir das 11h30 e divulga fluxo cambial semanal às 14h30.

Mas o grande destaque fica para a agenda americana. Às 9h30, será revelado o PIB anualizado de primeiro trimestre, com expectativa de queda de 4% em meio à pandemia do coronavírus, após uma alta de 2,1% no quarto trimestre.

Às 15h, o Federal Reserve divulgará o resultado da reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc). A projeção é que o BC americano mantenha os juros entre zero e 0,25 pontos porcentuais ao ano, mas algum programa de compra de ativos pode ser anunciado. Às 15h30, Jerome Powell, presidente do Fed, falará.

Com juro já perto de zero, é provável que Fed volte a atenção para outras medidas para garantir uma forte recuperação econômica assim que o bloqueio do coronavírus terminar. A decisão do BCE será amanhã.

3. Política 

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Políticos da oposição reagiram à nomeação do delegado Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal, informa matéria do jornal O Globo. Ramagem é amigo dos filhos do presidente Jair Bolsonaro. Já a nomeação do advogado André Mendonça para ministro da Justiça teve melhor acolhida.

Na agenda política, a Câmara aprovou a suspensão de dívidas de estudantes com o Fies por 60 dias; já a PEC do “orçamento de guerra” fica para hoje.

4. Pandemia 

O Brasil bateu ontem recorde de mortos pela epidemia do coronavírus em 24 horas, com 474 óbitos. O Brasil agora é o nono país com mais mortes pelo Covid-19, são 5.017 óbitos, ante 4.637 da China – segundo números oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS). O ministro da Saúde, Nelson Teich, reconheceu o agravamento da situação, mas disse que a piora está restrita a locais com dificuldades. O Estado de São Paulo superou 2.040 mortes.

Em Brasília (DF), ao ser questionado sobre os números, o presidente Jair Bolsonaro respondeu: “E dai? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagres”. No total, o Brasil ultrapassou 71 mil casos confirmados do coronavírus.

5. Noticiário corporativo

A operadora de planos de saúde Hapvida, uma das maiores do país, lançou ontem um programa de recompra de ações ordinárias. A empresa pretende recomprar pouco mais de 21,7 milhões de ações em 18 meses. Essas ações correspondem a cerca de 10% dos papéis ordinários da Hapvida no mercado. Já a Petrobras informou ontem à noite que mudará a sua métrica para medir o endividamento da empresa, por causa da forte volatilidade que ocorre nos mercados do petróleo. A estatal não usará mais a relação dívida líquida sobre o Ebitda e calculará apenas a dívida bruta total. Segundo a Petrobras, a sua dívida bruta deve ficar ao redor de US$ 87 bilhões em 2020 – o mesmo patamar do ano passado.

No radar de resultados, a Vale lucrou US$ 239 milhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo um prejuízo de US$ 1,642 bilhão visto um ano antes. No trimestre anterior, a mineradora havia registrado perda de US$ 1,562 bilhão. Já a Cielo registrou um lucro líquido de R$ 166,8 milhões no primeiro trimestre de 2020, queda de 69,4% na comparação com igual período do ano anterior, quando lucrou R$ 544,77 milhões. RD e Minerva também reportaram seus números do trimestre, enquanto o rating da Embraer foi cortado pela Fitch. Enquanto isso, a Cia. Hering informou que 104 lojas já retomaram atividades, enquanto a BRF diz que unidade Rio Verde está suspensa temporariamente.

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(Com Bloomberg)