Onda de calor na Europa e El Niño puxam preços de açúcar, cacau e café

Açúcar sobe com onda de calor na Europa; cacau avança 20% em NY na semana

Reuters

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NOVA YORK, 26 Jun (Reuters) – Os contratos futuros do ⁠açúcar na bolsa ICE subiram nesta sexta-feira, à medida que ⁠os operadores deixaram de lado a queda nos preços do petróleo para se concentrarem ‌na onda de calor recorde na Europa e nos temores de que o fenômeno climático El Niño possa prejudicar a produção.

O cacau registrou enormes ganhos semanais, com os futuros de ‌cacau em Nova York subindo 20%.

AÇÚCAR

• O açúcar bruto fechou em alta de 0,43 centavo, ou 3,2%, a 13,98 centavo por libra-peso, após atingir uma máxima de duas semanas e meia, de 14,09 centavo. O mercado registrou alta de 2,8% na semana.

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• ‘Estamos encontrando suporte no mercado (devido) à situação climática na Índia, Europa, Tailândia, Flórida e em outros lugares’, disse o analista sênior e ⁠consultor ‌de açúcar Michael McDougall.

• Ele observou que a atual onda de calor na Europa foi ⁠reconhecida como a pior já registrada, as chuvas de monção na Índia caíram 42%, a Tailândia está quente e seca.

• No entanto, o que está limitando as perdas no mercado de açúcar são os preços mais baixos da energia, o que aumenta a perspectiva de que mais cana seja utilizada para a produção de açúcar, em vez ​de etanol como biocombustível.

• O açúcar branco subiu 4,3%, para US$464,00 por tonelada métrica, após atingir uma máxima de quase três meses, de US$466. Ele registrou alta de 5,2% ​na semana, já que os problemas na Europa afetam mais fortemente o mercado de açúcar branco.

CAFÉ

• O café robusta fechou em queda de US$35, ou 1%, a US$ 3.627 por tonelada, após atingir uma máxima de três meses de US$3.692 na quinta-feira.

• ‘O El Niño representa um importante risco de alta para os preços do robusta, devido ao seu potencial de ‌trazer condições mais quentes e secas para o Sudeste Asiático ​e a Índia’, afirmou o Rabobank em uma nota.

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• O café arábica caiu 1,2% na sessão, para US$2,732 por libra-peso, após atingir uma máxima de quase seis semanas de US$2,8480 por libra-peso na quarta-feira.

• As recentes chuvas no ⁠Brasil, associadas ao El Niño, causaram ​alguns problemas de qualidade ​e retardaram o andamento da colheita, embora, de modo geral, ainda se espere que o maior produtor mundial de arábica ⁠tenha uma safra excepcional nesta temporada.

• A analista ​de commodities agrícolas Judith Ganes afirmou que o tempo no cinturão cafeeiro brasileiro deve melhorar pelos próximos dez dias, pelo menos, o que ajudará na colheita.

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CACAU

• O cacau de Londres fechou em queda de £112, ​ou 2,8%, a £3.820 por tonelada, após ter atingido uma máxima de cinco meses de £4.014 na quinta-feira. O mercado de Londres registrou alta de 16% na semana.

• ​O cacau de Nova York ⁠caiu 2,9% na sessão, para US$5.095 por tonelada. O mercado registrou alta de 20% na semana.

• O Rabobank afirmou que ⁠o cacau está sendo impulsionado pela ‘transição para um evento ativo do El Niño, pelo abrandamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e por um início lento no desenvolvimento da safra principal de 2026/27 da África Ocidental’.

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• O banco, no entanto, ainda prevê um excedente na safra de 2026/27 e considera os prêmios de risco relacionados ao El Niño um pouco supervalorizados.(Reportagem de May Angel e Marcelo ​Teixeira)