Venda de ativos

Oi (OIBR3;OIBR4): proposta de venda de sites é positiva e tem potencial de reduzir alavancagem, avalia UBS BB

Analistas enxergam este negócio como um passo em direção a uma estrutura de capital mais sustentável

Por  Felipe Moreira

A operadora Oi (OIBR3;OIBR4) recebeu ontem (1) uma oferta vinculante, de uma entidade afiliada da Highline, para vender 8 mil sites de infraestrutura da concessão de telefonia fixa. O valor é de até R$ 1,697 bilhão (R$ 1,088 bilhão adiantados na data de fechamento e até R$ 609 milhões até 2026, condicionado sobre a quantidade de itens de Infraestrutura a serem utilizados).

O time de research do UBS BB avalia a transação como positiva, pois traz um alívio de caixa de R$ 1,7 bilhão e um valor inesperado dos ativos da concessão, que deve se traduzir em uma redução de 10% no índice de alavancagem da companhia.

Além disso, segundo analistas, o pagamento adiantado de R$ 1,1 bilhão para os ativos fixos é “bem-vindo” e “inesperado”.

O banco também lembra que o acordo envolve um veículo de propósito especial criado pela Oi e um acordo de partilha contínua, assemelhando-se a um operação venda e locação de volta (sales lease-back). O negócio está pendente de aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e analistas acreditam que mais detalhes serão revelados depois disso.

Embora o compromisso da Oi de alugar parte da infraestrutura possa impactar negativamente geração de caixa operacional, analistas consideram a notícia como positiva para a empresa. A entrada de caixa não estava nas projeções do banco, uma vez que a empresa estava tratando essa venda como opcional, já que os ativos vendidos estavam vinculados à concessão.

Nesse sentindo, os principais desafios e oportunidade vêm da gestão de passivos, e analistas enxergam este negócio como um passo em direção a uma estrutura de capital mais sustentável. Considerando as estimativas, sem potenciais impactos negativos na margem das obrigações de aluguel e considerando apenas o valor inicial, a alavancagem medida pela Dívida líquida/Ebitda (ou lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de 2023 cairia para 10,9 vezes versus 11,7 vezes sem o acordo (ou 10,5 vezes considerando o valor total de R$ 1,7 bilhão do negócio).

O banco tem recomendação neutra para ações ordinárias da Oi, e preço-alvo de R$ 0,60 frente a cotação de fechamento segunda-feira (1) de R$ 0,47, o que representa um potencial de valorização de 27,7%.

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