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Nova fase

Oi anuncia que InfraCo, de ativos de fibra óptica, se chamará V.tal

A companhia inicia sua nova fase com 400 mil quilômetros de redes de fibra, chegando a 2,3 mil cidades e 12 milhões de casas passadas

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SÃO PAULO – A Oi (OIBR3;OIBR4) anunciou nesta quinta-feira (5) a nova marca da empresa que conta com os seus ativos de fibra óptica (conhecida como InfraCo). Ela passará a se chamar V.tal (pronuncia-se Vital). No começo de julho, a Oi realizou leilão do controle da agora V.tal, que concentra rede de fibra óptica com mais de 400 mil quilômetros de extensão, e que foi arrematada por fundos geridos pelo BTG Pactual.

Em evento que contou com a participação de Rodrigo Abreu, CEO da Oi, e de Pedro Arakawa, diretor comercial e de operações da V.tal, a companhia destacou o novo posicionamento institucional, que trará a empresa como uma viabilizadora de rede de alta velocidade para operadoras e provedores de internet, buscando otimizar investimentos e a expansão dos negócios com rápida entrada no mercado. O CEO da V.tal será escolhido apenas depois da aprovação regulatória e anuência para a compra do controle da empresa pelo BTG.

A empresa tem foco no segmento de infraestrutura e rede neutra (prestando serviço a outros provedores de banda larga), de forma independente à Oi.

A companhia inicia sua nova fase com 400 mil quilômetros de redes de fibra, chegando a 2,3 mil cidades e 12 milhões de casas passadas. A expectativa é pela ampliação da capilaridade para 32 milhões de casas passadas até 2025 e da capilaridade de fibra até a casa do cliente (ou FFTH, na sigla em inglês) para todos os 2,3 mil municípios hoje alcançados pela infraestrutura de fibra. O investimento estimado para tanto é de R$ 30 bilhões.

“Já começamos a atuar como uma operação independente, estamos adiantando o processo de separação da empresa e acelerando o processo de captura de valor”, disse Abreu, CEO da Oi.

Ao serem perguntados sobre a possibilidade da V.tal abrir capital, os executivos destacaram que essa opção seria discutida com os fundos do BTG Pactual, que serão os controladores da operação.

Para Abreu, porém, o IPO seria uma grande oportunidade de expansão para a unidade de fibra ótica da Oi no Brasil, sendo assim viável para a companhia.

Ao falar sobre os IPOs de provedores regionais, ele destacou ainda que o Brasil tem aproximadamente 90 milhões entre domicílios e pequenos negócios. Desses, entre 15 a 18% são conectados por fibra. “Isso mostra que tem uma oportunidade grande no país e creio que os provedores regionais estão captando parte dessa oportunidade, então os IPOs mostram isso de forma muito bem sucedida.”

Além da expansão de infraestrutura de fibra com ultra-banda-larga, a V-tal também entra no ecossistema com a entrada do 5G para todo país, avalia. “Tem espaço para operação regional, para operação nacional e a V.tal entra no ecossistema para complementar e viabilizar essa expansão mais acelerada, seja para operadoras ou para provedores regionais”, apontou Abreu.

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