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SÃO PAULO – A OGX Petróleo (OGXP3) informou na noite da véspera, por meio de comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que está avaliando possíveis cenários para revisão da sua estrutura de capital e do plano de negócios.
O esclarecimento da petroleira de Eike Batista faz referência a uma notícia publicada, no dia 13 de setembro, no InfoMoney na qual aponta que a empresa pediu US$ 300 milhões a credores para continuar suas operações, de acordo com fontes ouvidas pela Dow Jones.
Em comunicado, a OGX informa que a apuração da necessidade de caixa adicional pela companhia passa, necessariamente, pela revisão de sua estrutura de capital realicionada, por sua vez, à revisão do seu plano de negócios. Para essa finalidade, a companhia contratou como assessores o banco de investimentos Lazard para coordenar as discussões com os diversos stakeholders envolvidos, em conjunto com o Blackstone que já vinha auxiliando a empresa no referido processo, entre outras oportunidades, no release do resultado do 2º trimestre, datado de 14 de agosto de 2013.
Segundo a empresa, “tão logo sejam definidas ações necessárias e valores envolvidos para o aprimoramento da referida estrutura de capital, a companhia irá realizar as divulgações aplicáveis”.
A OGX ainda informa que, no dia 6 de setembro, divulgou fato relevante sobre a decisão da diretoria em exercer a “put” (opção de venda) outorgada pelo seu acionista controlador, Eike Batista, com desembolso imediato de US$ 100 milhões. Entretanto, Eike entrou com recurso contrário à injeção de capital por meio de procedimento para resolução de conflito, que prevê um período de 60 dias para uma resolução amigável da controvérsia.
Credores podem pedir falência da OGX, diz AE
Na noite da véspera, informações da Agência Estado, através do seu serviço Broadcast, apontavam que os credores da OGX poderiam pedir sua falência dentro de sete dias. Isso porque um dos cupons de bonds da dívida da empresa que vence em 2018 deverá ser pago no dia 1º de outubro, no valor de US$ 109 milhões – e a companhia pode não ter caixa para tal.
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Além disso, credores de “peso”, como Pimco e BlackRock, estudam processar a diretoria da empresa tanto pela questão da promessa de US$ 1 bilhão de Eike como pelo suposto favorecimento ilegal que a companhia teria feito à OSX Brasil (OSBX3), também de Eike, companhia para a qual a OGX pagou US$ 449 milhões em junho.