Oferta de remédios até 45% mais baratos mais que triplicou desde 2002

De acordo com a Anvisa, naquele ano eram 893 fórmulas genéricas, contra mais de 3 mil de hoje

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Desde 2002, mais que triplicou a oferta de medicamentos genéricos, com até 45% de desconto. Conforme a Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa), naquele ano eram 893 fórmulas mais baratas, contra mais de 3 mil de hoje.

As informações foram dadas pelo presidente do órgão, Dirceu Raposo de Mello, durante audiência pública realizada na Câmara Federal. “O genérico é a possibilidade de diminuir o preço dos medicamentos e manter a qualidade e a eficácia do produto, comparado à versão original”, contou.

Consumo

De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pro-Genéricos), Odnir Finotti, 15% do consumo de medicamentos no Brasil se refere a genéricos.

E, segundo ele, desde que os remédios genéricos foram introduzidos no País, em 2000, o mercado cresce a uma taxa de 25% ao ano, em termos de volume. “Esse resultado é muito superior ao do mercado farmacêutico”, apontou, recentemente.

Medida recente

Vale lembrar que dentro da realidade brasileira, onde quase 30% do preço pago pelo medicamento é de impostos, foi autorizada neste ano a comercialização de pílulas anticoncepcionais genéricas.

Estudo de mercado produzido pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos) constatou que a utilização de pílulas como método contraceptivo gera uma despesa anual de algo em torno de R$ 350. Com isso, mulheres tiveram a possibilidade de economizar, anualmente, R$ 120.

Falsificações

Mello lembrou, por fim, que o Brasil é referência na América Latina em relação à prevenção da falsificação de medicamentos. De qualquer maneira, é importante citar que de 25% a 50% dos medicamentos consumidos em países em desenvolvimento são pirateados.

A informação consta em relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em sua Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife). (Com informações Agência Câmara)

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