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A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 começou nesta semana e já ganhou força com a divulgação de números de bancos como Goldman Sachs e Bank of America. A expectativa de analistas é que os números mostrem crescimento, mas também que funcionem como um teste para as orientações que as companhias têm fornecido.
Para a XP, o crescimento de lucros deve se mostrar em linha com o consenso, mas a sustentação do número é que realmente deve ser o tema a ser observado nesta temporada. Para os estrategistas Maria Irene Jordão e Raphael Figueredo, o ambiente macroeconômico deve demonstrar aceleração da inflação impulsionada pelos preços de energia. O setor, por isso, deve contribuir fortemente para o crescimento do lucro por ação (cerca de 5,6 ponto percentual dos 22,6% de avanço do LPA estimados pela XP).

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Há algum tempo, analistas acompanham a participação “das outras 493” companhias do S&P 500, excluindo as Magnificent Seven. Mais uma vez, a expectativa da XP é que a contribuição do conjunto maior supere as Mag 7, em especial pela representatividade do setor de energia.
“O mercado seguirá atento ao retorno que as gigantes da Tecnologia tem conseguido
gerar sobre o seu capex elevado”, afirmam.
Segundo o Bank of America (BofA), as companhias americanas com grau de investimento devem registrar crescimento de 21% nos lucros na comparação anual, praticamente repetindo o ritmo observado no primeiro trimestre. Considerando o histórico de surpresas positivas nos resultados, o banco estima que a expansão efetiva dos ganhos possa se aproximar de 25% no período.
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Mesmo quando excluídos os efeitos das Mag Seven, além dos setores de energia e financeiro, o quadro segue positivo. Nesse recorte, o BofA projeta avanço de 15,3% nos lucros e crescimento de 8,1% nas receitas, sinalizando que a força da temporada não está concentrada apenas em um pequeno grupo de empresas.
Entre os setores corporativos, o BofA destaca energia, tecnologia e aeroespacial e defesa como os principais destaques da temporada. As empresas de energia devem registrar crescimento de quase 98% nos lucros na comparação anual, enquanto o setor de tecnologia pode avançar mais de 60%. Em contrapartida, saúde, produtos de consumo e transporte aparecem entre os segmentos mais pressionados.
O banco também observa que empresas com forte exposição internacional tendem a apresentar desempenho superior. As companhias que geram mais da metade de suas vendas fora dos Estados Unidos devem reportar crescimento próximo de 49% nos lucros, muito acima do observado em empresas mais dependentes do mercado doméstico.
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O JPMorgan, em análise sobre expectativas sobre os resultados de companhias tanto nos EUA quanto na Europa e no Japão, sustenta que o crescimento de lucros esperado para o setor de energia é de 122%, seguido por TI, com +63%.