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A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 nos Estados Unidos começa nesta semana com perspectivas otimistas para os bancos. Relatórios divulgados por Bank of America (BofA) e JPMorgan indicam que os balanços, no geral, devem refletir uma combinação de atividade aquecida nos mercados de capitais, crescimento dos lucros corporativos e manutenção da resiliência econômica americana.
Os bancos serão os primeiros grandes nomes a abrir a temporada de balanços. Além da recuperação das atividades de mercado de capitais, o Bank of America destaca que os bancos e corretoras devem estar entre os protagonistas da temporada de balanços.
A instituição projeta crescimento de 15,1% nos lucros e de 12,5% nas receitas do setor no segundo trimestre, sustentado por um ambiente favorável para emissões de dívida, operações corporativas e negócios globais. Segundo o banco, instituições com maior exposição internacional tendem a se beneficiar de forma mais significativa da aceleração dos lucros observada entre empresas com presença relevante fora dos Estados Unidos.
Na mesma direção, o JPMorgan destaca que as receitas de investment banking devem ser um dos principais motores dos resultados do trimestre. O banco estima crescimento de 26% nas taxas da indústria em relação ao mesmo período do ano passado, apoiado principalmente pelo forte mercado de ações. As emissões de ações avançaram 107% na comparação anual, enquanto os volumes de IPOs dispararam 353% e as operações anunciadas de fusões e aquisições cresceram 64%.
As mesas de negociação também devem contribuir de forma relevante para os balanços. O JPMorgan projeta crescimento expressivo das receitas de trading, sobretudo em ações, beneficiadas pelo aumento da atividade dos investidores e pelas operações de mercado de capitais. Entre os grandes bancos, as receitas de negociação podem avançar cerca de 21% no Bank of America, 15% no Citi e 22% no Wells Fargo em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
Recuperação dos mercados financeiros
Outro ponto de suporte para os resultados é a recuperação dos mercados financeiros ao longo do trimestre. O JPMorgan avalia que as receitas de gestão de patrimônio e administração de ativos devem apresentar melhora sequencial, favorecidas pelo avanço dos ativos financeiros e pela manutenção de elevados níveis de atividade por parte dos clientes.
Apesar do cenário positivo, alguns sinais de desaceleração começam a aparecer no mercado de crédito corporativo. Dados do Federal Reserve citados pelo JPMorgan mostram que o crescimento dos empréstimos corporativos e para instituições financeiras não bancárias desacelerou para 0,9% na comparação trimestral, após avanço de 6,1% no primeiro trimestre. O banco afirma que o comportamento do segmento de crédito privado será um dos pontos de maior atenção durante a divulgação dos resultados.
Ainda assim, a qualidade dos ativos permanece sólida. O JPMorgan espera estabilidade nos níveis de inadimplência, perdas com crédito e provisões, apoiada pelo ambiente econômico resiliente e por um mercado de trabalho ainda saudável. O banco também projeta continuidade dos programas de recompra de ações por parte de grande parte das instituições cobertas pelo relatório.
O Morgan Stanley mantém uma visão positiva para os bancos na temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26). As ações do setor acumulam desempenho robusto no trimestre até agora, com alta mediana de 17%, destacando-se os bancos sistemicamente importantes globais (GSIBs) e os bancos classificados como Global Cat II, que avançaram em média 21%, superando o ganho de 13% do S&P 500 no mesmo período.
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O banco vê espaço para novas valorizações, sustentadas por fatores como a aceleração das atividades nos mercados de capitais, melhora do crescimento da carteira de crédito, inclinação mais favorável da curva de juros e qualidade de crédito estável.
Diante desse cenário, o Morgan Stanley elevou seus preços-alvo para o setor em uma mediana de 6%, refletindo a redução dos riscos associados à alta dos preços da energia. As novas projeções incorporam múltiplos de preço sobre lucro (P/L) de 12,5 vezes para os bancos de grande porte, acima das 12 vezes anteriores, e de 11 vezes para os bancos de médio porte, ante 10,5 vezes anteriormente. Apesar da avaliação construtiva para o setor, os analistas apontam que a intensificação da concorrência na segunda metade do ano e nos períodos seguintes representa o principal risco para as instituições financeiras.
Entre os segmentos preferidos pelo Morgan Stanley estão os grandes bancos universais (“Money Centers”), beneficiados pela contínua aceleração das atividades nos mercados de capitais. A instituição espera mais um trimestre de receitas robustas com negociações (trading) e observa avanço das operações de banco de investimento em diferentes frentes, incluindo fusões e aquisições (M&A), ofertas de ações (ECM) e emissões de dívida (DCM).
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Em suas estimativas, as receitas com ações devem crescer 23% na comparação anual, enquanto renda fixa, moedas e commodities (FICC) devem avançar 11%; M&A, 20%; ECM, 53%; e DCM, 10%. Além disso, os comentários sobre o pipeline de negócios devem permanecer positivos, reforçando a expectativa de continuidade desse momento favorável ao longo do segundo semestre de 2026 e também em 2027.
Confira os bancos que divulgarão seus dados:
| Companhia | Ticker | Data |
|---|---|---|
| JPMorgan Chase | JPM | 14/07/2026 |
| Bank of America | BAC | 14/07/2026 |
| Goldman Sachs | GS | 14/07/2026 |
| Wells Fargo | WFC | 14/07/2026 |
| Citigroup | C | 14/07/2026 |
| DNB Bank ASA | DNBBY | 14/07/2026 |
| Equity Bancshares | EQBK | 14/07/2026 |