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A última semana antes do primeiro turno das eleições promete ser movimentada para os mercados – mas não só por conta da grande volatilidade pré-eleitoral, mas também por conta do cenário externo e do agitado calendário econômico.
O cenário internacional segue no radar, com o petróleo brent voltando a superar os US$ 100 o barril após Donald Trump rejeitar a proposta do Irã para um cessar fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz.
Embora novas negociações ainda sejam possíveis, o risco de interrupção no fornecimento da matéria-prima recoloca a inflação no centro das atenções. “Na Bolsa brasileira, a alta do petróleo pode beneficiar as ações da Petrobras [PETR3;PETR4], mas também pesa sobre outros setores ao alimentar a perspectiva de custos e juros mais altos”, destaca Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil.
Nos Estados Unidos, os rendimentos dos títulos públicos elevados e a possibilidade de uma política monetária mais restritiva pressionam os ativos de risco.
Assim, avalia Araújo, os próximos dados de inflação e emprego, previstos para esta semana, serão importantes para avaliar os passos do banco central norte americano.
“Resultados que apontem inflação persistente ou um mercado de trabalho ainda aquecido podem fortalecer o dólar no exterior e dificultar uma recuperação mais consistente do Ibovespa”, reforça.
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Os dados do mercado de trabalho nos EUA ganham destaque na terça (29), com a divulgação de dois indicadores às 11h. O BLS divulga o JOLTS, com o estoque de vagas em aberto de agosto, enquanto também está programada a divulgação da Confiança do Consumidor de setembro.

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Na quarta-feira (30), a agenda americana concentra uma série de indicadores. Às 9h15, está prevista a divulgação do emprego no setor privado pela ADP. Atenção ainda para o PIB do segundo trimestre e a balança comercial de agosto. A semana termina na sexta-feira (2), às 9h30, com a divulgação do payroll de setembro.
Segundo o Bradesco, citando o Fed, o mandato sobre estabilidade de emprego está relativamente cumprido e a autoridade tem voltado a sua atenção para a evolução da inflação. Nesse contexto, o PCE de agosto (métrica de inflação preferida do Fed), a ser divulgado na quarta-feira, concentrará as atenções do mercado, principalmente porque a divulgação contará com uma revisão metodológica que deve trazer o índice para baixo, ainda que em magnitude incerta. A semana ainda também será recheada de falas de membros do Fed, que deve movimentar os mercados.
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Por aqui, na terça-feira, o IBGE divulgará os dados de desemprego e o MTE de empregos formais do CAGED. “Esperamos estabilidade da taxa de desemprego em 5,3%, enquanto o Caged deve continuar mostrando moderação no ritmo de contratações formais”, aponta o Bradesco.
Na sexta-feira, a produção industrial deverá registrar crescimento de 0,2% na margem, sendo integralmente puxada pela indústria extrativa, enquanto a de transformação deverá permanecer estável. “Esse quadro geral de moderação dos indicadores de atividade está condizente com nossa expectativa de estabilidade do PIB no terceiro trimestre deste ano”, avalia.