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SÃO PAULO – A partir das 20h59 desta sexta-feira (20), começa oficialmente o inverno brasileiro. Juntamente com as temperaturas mais amenas, chegam às lojas as coleções de inverno, mas, de acordo com o diretor de relações institucionais da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), Luis Augusto Ildefonso da Silva, o consumidor deve aguardar um pouco para começar a comprar.
“Apesar de não acreditar em quedas ou aumentos significativos de preços nesta coleção, em relação à coleção 2007, o fato de não termos um inverno previsível faz com que seja prudente o consumidor aguardar um pouco para começar a comprar, pois sempre há a possibilidade de subir a temperatura e os lojistas baixarem preços”, explica.
Dicas
Nem sempre é possível resistir às vitrines, então, se você planeja renovar o guarda-roupa para a estação que começa, veja as dicas:
- Saia de casa já sabendo quais peças pretende comprar. Se o intuito é comprar uma calça, não precisa ficar entrando em lojas de sapato, por exemplo;
- Em épocas de liqüidação, cuidado para não se empolgar e comprar um monte de peças que não podem ser coordenadas com nada que você já possui no guarda-roupa; você acabará gastando ainda mais na aquisição de novas roupas;
- Antes de fechar a compra, pense em três coisas: se você realmente precisa daquele produto, se ele é mesmo útil e se o seu orçamento permite uma extravagância que não estava prevista;
- Veja sempre se a loja aceita devolução. Algumas apenas trocam o produto e você acaba tendo de levar algo que não gostou muito para não perder o dinheiro gasto;
- Independentemente da política da loja e da forma de devolução adotada, peça sempre a nota fiscal. Ela é a garantia do valor pago e da aquisição do produto;
Atacado
Se no varejo os preços não devem oscilar, no atacado, a época de promoções já começou e, segundo o diretor de relações públicas da Alobrás (Associação de Lojistas do Brás), Jean Makdissi, esta é uma boa oportunidade para compras.
“No atacado, trabalhamos com as coleções de inverno no início do ano, para distribuir aos comerciantes do varejo. Então, agora, estamos na fase de promoções, o que é bom para o consumidor, já que ele ainda pega as roupas da estação, só que com descontos que variam de 10% a 50%.”
Em relação à coleção 2007, Makdissi afirma que as roupas de inverno sofreram reajustes de 1,5% a 2%, em função do aumento na folha de pagamento. Entretanto, o consumidor deve se preparar para o próximo ano, quando as altas devem ser maiores, conforme explica o presidente da Abravest (Associação Brasileira do Vestuário), Roberto Chaddad:
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“Neste ano, o que o consumidor vai sentir é o aumento sazonal, natural da estação, por conta das roupas mais trabalhadas. Contudo, no ano que vem, caso o cenário do petróleo não se modifique, pode haver acréscimo em produtos de fios sintéticos, como o náilon.”