NY e queda das commodities impedem alta do Ibovespa após dados da Vale

Ao mesmo tempo, ficam no radar os ruídos envolvendo as principais empresas que integram o Índice Bovespa - a própria Vale e Petrobras -, um dia antes da decisão sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos

Estadão Conteúdo

(Getty Images)

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O viés de queda dos índices futuros de ações em Nova York e a desvalorização das commodities impedem alta do Ibovespa na manhã desta terça-feira, 30, na esteira do crescimento da produção do minério de ferro pela Vale no quarto trimestre.

“O mercado está em compasso de espera pelas decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos, principalmente pelo Fed, se haverá algum sinal sobre o início da queda dos juros, se será mesmo em maio, dado que para esta reunião ninguém espera corte”, diz Gabriel Mota, operador de renda variável da Manchester Investimentos.

Ao mesmo tempo, ficam no radar os ruídos envolvendo as principais empresas que integram o Índice Bovespa – a própria Vale e Petrobras -, um dia antes da decisão sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos. Já na Europa, as bolsas sobem após o PIB da zona do euro surpreender no quarto trimestre, enquanto nos EUA ficam no foco os resultados da Microsoft e Alphabet no fechamento de hoje, e dados de emprego.

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“Hoje, o mercado avalia o relatório Jolts que antecede o payroll relatório oficial de emprego dos EUA, na sexta, e os balanços da Alphabet e da Microsoft”, ressalta Gabriela Sporch, analista da Toro Investimentos

Em seu relatório, a Vale informou, após o fechamento da B3, aumento de 10,6% na produção de minério no quarto trimestre em relação a igual período de 2022, alcançando 89,397 milhões de toneladas. No total de 2023, a produção ficou acima do guidance de 315 milhões de toneladas. Já as vendas de finos caíram 4,1% ante igual período do ano passado.

Na segunda-feira, o Ibovespa fechou em baixa de 0,36%, aos 128.502,66 pontos. As ações da mineradora caíram 0,47% na ocasião. Nesta manhã, cedem perto de 1,00%, em meio ao recuo de 1,76% do minério de ferro, em Dalian, na China, onde persistem preocupação com os impactos da crise imobiliária na economia, nas empresas de construção e consequentemente nas siderúrgicas.

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A queda do principal indicador da B3 ontem ainda espelha os ruídos políticos em torno da Vale. Apesar da desistência do governo Lula em colocar o ex-ministro Guida Mantega no conselho ou mesmo na presidência da empresa, as incertezas continuaram. Numa espécie de represália, o governo cobra da mineradora R$ 25,7 bilhões pela renovação de concessões ferroviárias durante gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na sexta-feira, o conselho pode definir quem ficará no comando da companhia. O chamado Comitê de Pessoas da Vale analisa a avaliação sobre a administração do atual CEO, Eduardo Bartolomeo, elaborada por uma firma especializada.

Outro foco deve ficar nas ações da Petrobras, à medida que o governo Lula avalia recorrer à estatal no pacote de socorro às companhias aéreas, apurou a Coluna do Estadão. A medida pode ser vista como tentativa de ingerência na empresa. As ações da Petrobrás caem entre 0,59% (PN) e -0,17% (ON), às 11h13.

Aliás, as aéreas também ficam no centro das atenções, sobre a Gol. A B3 anunciou que excluirá as ações da Gol do Ibovespa, em virtude do pedido de Chapter 11 no Tribunal de Falências dos Estados Unidos, assim como das demais repercussões no mercado. As ações cediam 22,90% no horário citado acima.

Na seara de indicadores, será divulgado o Caged de dezembro e de 2023, além de dados da dívida pública.

Às 11h14, o Ibovespa caía 0,58%, aos 127.741,90 pontos, ante mínima aos 127.655,43 pontos (-0,66%), depois da máxima aos 128.492,38 pontos (-0,01%).