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SÃO PAULO – A Linx (LINX3), empresa de software para o varejo, que planejava abrir capital desde 2008 e realizou seu IPO (Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês) no dia 08 de fevereiro deste ano, impressionou a gestora de recursos Equitas. “Ficamos muito bem impressionados com o case de investimento e decidimos montar uma posição em ações da companhia em seu IPO”, disse a gestora, em carta mensal enviada aos cotistas.
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A entrada da empresa na bolsa de valores movimentou R$ 251 milhões em sua estreia, sendo, neste dia, o quinto maior volume financeiro da Bovespa. As ações da Linx fecharam o primeiro dia de negociação com valorização de 18,52%, cotadas a R$ 32,00, enquanto a precificação da oferta havia saído a R$ 27,00, bem no topo do intervalo, o que já emitia um sinal de forte interesse no mercado.
De acordo com a gestora, a empresa, que é líder no segmento de softwares para o segmento de varejo no Brasil, conta com um histórico muito positivo de crescimento orgânico, complementado por aquisições, que resultou em crescimento de receita de mais de 40% nos últimos anos, com margem Ebitda entre 25% e 35%.
“Nós tivemos nosso primeiro contato com a companhia no segundo semestre de 2012, em um momento que seus gestores avaliavam a possibilidade de abertura de capital e buscavam sua primeira aproximação com investidores potenciais. Desde então, e até o IPO da companhia, tivemos a oportunidade de encontrar com gestores da companhia em diversas ocasiões, entrevistar clientes de seus produtos e alguns concorrentes”, contou a Equitas em sua carta mensal de março.
A empresa
A Linx é uma empresa de porte médio com receita líquida de R$ 230 milhões em 2012, e, ainda de acordo com a gestora, conta com um sólido posicionamento em segmentos de mercado que apresentam grande potencial de expansão, previsibilidade de receitas, além de diferenciais competitivos relevantes e fortes barreiras de entrada que a protegem da competição.
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Aproximadamente 75% da receita da companhia é proveniente de mensalidades reajustadas pela inflação pagas pelos seus mais de 12.000 clientes pelo uso de suas soluções de softwares, o que confere a companhia um bom grau de previsibilidade de receitas e proteção contra inflação no curto prazo.
“Do lado de governança, a Linx aparenta estar construindo sua história através do alinhamento de interesse entre seus acionistas e gestores. A companhia conta com o BNDES e um fundo de private equity em sua base de acionistas com representantes no seu Conselho de Administração, o que deve contribuir para que a sua transição para uma empresa de capital aberto ocorra com naturalidade”, afirmou a carta.
Outras apostas da Equitas
Apesar da forte queda do Ibovespa em fevereiro, a gestora teve contribuições positivas de metade dos papéis que manteve em seu portfólio comprado ao longo do mês. Segundo a carta mensal da Equitas, as maiores contribuições para a performance do fundo vieram das posições compradas em ações da Abril Educação (ABRE11) (+11,8% no mês), da própria Linx (+18,5% no mês), e Estácio Participações (ESTC3) (+10,0% no mês).
Já em relação às posições vendidas, mesmo com a perda expressiva com a alta MRV (MRVE3), que subiu 11,4% no mês, os ganhos em posições vendidas em ações da Multiplus (MULT3) (-13,9% no mês), Magazine Luiza (MGLU3) (-15,5% no mês) e Odontoprev (ODPV3) (-9,8% no mês), mais do que compensaram o resultado negativo de MRV.
No mês de fevereiro, o Equitas Selection apresentou desempenho positivo de 0,5%, superando a performance do Ibovespa, que teve queda de 3,9% no mês.