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Rodrigo Maia: Reforma da Previdência pode ser votada até junho, com economia próxima a R$ 1 tri

"O diálogo com o governo já está mais positivo. Passado o feriado de 1º. de maio, a reforma deve avançar com mais agilidade", afirmou o presidente da Câmara

Rodrigo Maia
(Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil)

Num evento para investidores em Nova York, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, fez projeções otimistas para a reforma da previdência. Para ele, é possível que a reforma seja votada até junho, com uma economia próxima a R$ 1 trilhão.

“O diálogo com o governo já está mais positivo. Passado o feriado de 1º de maio, a reforma deve avançar com mais agilidade”, afirmou, durante uma palestra na XP Investments Conference Brazil: First 100 Days.

Maia ressaltou, no entanto, que é um erro trabalhar com projeções muito apertadas de prazo e contagem de votos. “Isso gera otimismo num momento, pessimismo em outro, o que não ajuda o processo”, afirmou. O importante, acrescentou, “é a reforma que vamos aprovar”. “Mais 30 dias ou menos 30 dias não faz a menor diferença. Faz diferença se antecipar 30 dias e perder.”

Na avaliação de Maia, a Câmara tem condições de aprovar uma reforma que garanta uma economia próxima a R$ 1 trilhão de reais. “Tirando BPC e aposentadoria rural, temos condições de aprovar tudo o que foi proposto.”

O presidente da Câmara afirmou que as mudanças propostas para o BPC, o benefício social pago a idosos de baixa renda, e a aposentadoria rural não trazem grandes economias, mas atrapalham o andamento da reforma do ponto de vista político.

Ele acrescentou, porém, que os deputados não conhecem, ainda, todos os detalhes da proposta de reforma encaminhada pelo governo. E que é necessário saber a economia gerada por cada item para chegar ao total de R$ 1 trilhão para organizar a votação.

Maia também declarou que tem defendido a reforma da Previdência “em todos os ambientes em que está”. “A agenda prioritária do Brasil é reestruturar as despesas públicas. A maior despesa é a previdência, mas o Estado ficou muito caro”, afirmou. Para ele, também é necessário reestruturar as carreiras dos servidores para que haja incentivos à produtividade no setor público.

“Governo me atrapalhou”

Durante sua palestra, Maia disse ainda que defende a reforma da Previdência “por convicção”, e não porque deve alo ao governo. "O governo não me ajudou a ser presidente da Câmara. Me atrapalhou. Foi contra”, declarou. “Se eu quisesse atrapalhar o governo, seria a coisa mais fácil do mundo."

O presidente da Câmara também defendeu que o presidente Jair Bolsonaro se manifeste publicamente a favor da reforma e elogiou o ministro Paulo Guedes. Para ele, nos momentos de maior dificuldade de articulação política, “a coisa não afundou” em razão da atuação de Guedes. “Devemos muito ao ministro.”

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