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Conselho Europeu aceitará adiamento do Brexit

O documento, ao qual ANSA teve acesso, diz que a separação acontecerá "no primeiro dia do mês seguinte" à ratificação do acordo

Brexit
(Shutterstock)

BRUXELAS, 09 ABR (ANSA) – O Conselho Europeu aceitará o adiamento do Brexit pedido pela primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, de acordo com um rascunho da declaração final da reunião extraordinária convocada para esta quarta-feira (10), em Bruxelas.

O documento, ao qual ANSA teve acesso, diz que a separação acontecerá “no primeiro dia do mês seguinte” à ratificação do acordo. O texto, no entanto, ainda não tem uma data limite, a qual será discutida pelos líderes europeus nesta quarta.

A Câmara dos Comuns do Reino Unido aprovou nesta terça-feira (9), por um placar de 420 a 110, uma moção do governo May para adiar o “divórcio” de 12 de abril para 30 de junho, mas a União Europeia precisa concordar com a mudança de data.

No rascunho da conclusão, o Conselho Europeu, que reúne os líderes de todos os países do bloco, diz que, se o acordo não for ratificado até 22 de maio, o Reino Unido terá de participar das eleições para o Parlamento da UE, entre 23 e 26 do mesmo mês.

“Se o Reino Unido não cumprir sua obrigação”, diz o texto, o divórcio “acontecerá em 1º de junho de 2019”. Em busca de evitar um rompimento sem acordo, que poderia se revelar traumático, May se reuniu nesta terça com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e com o presidente da França, Emmanuel Macron.

O prazo inicial do Brexit era 29 de março de 2019, mas a data foi adiada para 12 de abril. O acordo entre Londres e Bruxelas já foi rejeitado três vezes pelo Parlamento britânico, que também rechaçou todas as alternativas propostas tanto pelo governo quanto pela oposição.

Sem conseguir unificar o Partido Conservador, May negocia agora com a oposição trabalhista para tentar encontrar uma solução, mas as tratativas ainda não avançaram. A premier já prometeu até renunciar em troca da aprovação do acordo e sobreviveu a dois votos de desconfiança, um dentro de seu próprio partido e outro no Parlamento.

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