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Crise política, resultados e Brexit: tudo o que você precisa acompanhar no mercado nesta semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de operar nesta semana

Jair Bolsonaro
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Após uma semana caótica no mercado, que começou com recordes de máxima e terminou com um clima de grande incerteza, esta última semana de março promete muitas emoções, principalmente no campo político. Em meio à confusão de declarações, o andamento da reforma da Previdência seguirá no centro das atenções.

O mercado ficará atento ao que fará o presidente Jair Bolsonaro após o deputado Rodrigo Maia deixar a articulação do governo e ainda mostrar descontentamento com as declarações de Carlos Bolsonaro. Analistas já falam em atraso da tramitação da reforma no Congresso, mas ainda seguem otimistas em sua aprovação.

Em meio a tudo isso, na quarta-feira (27) o TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) irá julgar os pedidos de habeas corpus feitos pelas defesas do ex-presidente Michel Temer e o ex-ministro Moreira Franco. O caso gerou tensão no mercado porque tira o foco da reforma e pode ainda ter reflexos a depender de outros políticos que estariam ligado ao caso.

Indicadores e resultados
Neste fim de mês, a agenda de indicadores ganha força, com destaque para a Ata do Copom, na terça-feira (26), e para o Relatório Trimestral de Inflação, na quinta (28).

Os dois documentos devem trazer maiores detalhes tanto sobre as projeções de inflação quanto de atividade econômica, podendo sinalizar os próximos passos do Banco Central sobre sua política de juros. Na reunião do Copom na semana passada, a autoridade monetária manteve a Selic em 6,5% e preferiu não indicar que pode iniciar um ciclo de corte das taxas este ano.

Na terça também será apresentado o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15) de março. A equipe de análise da GO Associados espera que a taxa suba 0,46% no mês, levando o acumulado de 12 meses para 4,09%.

Há ainda a PNAD Contínua de fevereiro, na sexta-feira (29), que a GO espera que atinja o nível dos 12,5%, uma leve queda de 0,1 ponto percentual ante o trimestre anterior.

Ainda na semana, destaque para os dados fiscais de fevereiro, que inclui o Resultado Primário do Governo Central, no qual os analistas da GO esperam queda de R$ 12,56 bilhões. Completam a agenda recheada a nota do setor externo e a nota de política monetária.

Vale ressaltar ainda que a semana marca o fim da temporada de resultados corporativos do quarto trimestre, com pelo menos 50 companhias apresentando seus números. Entre os destaques estão a Vale (VALE3) e Eletrobras (ELET3), na quarta, além de JBS (JBSS3), Sabesp (SBSP3) e Copel (CPLE6), na quinta.

Cenário externo
No exterior, a semana volta a ter destaque para o Brexit, até agora marcado para a sexta-feira (29). O Conselho Europeu, porém, concordou em conceder um adiamento até o dia 22 de maio para que o Reino Unido deixe a União Europeia, caso o acordo defendido por Theresa May seja aprovado pelo Parlamento britânico nesta semana.

Se o Parlamento não aprovar o acordo, que está em votação pela terceira vez, o prazo será antecipado para 12 de abril. Em um comunicado oficial, o Conselho diz ainda que "espera que o Reino Unido indique um caminho a seguir antes desta data para apreciação pelo Conselho Europeu".

Nos Estados Unidos, além das falas de diversos membros do Federal Reserve, alguns dados interessantes serão publicados, como o PIB (Produto Interno Bruto) do quarto trimestre do ano passado, que ganha importância em meio aos debates sobre a desaceleração da economia global.

Além disso, serão apresentados os números da balança comercial de janeiro e indicadores importantes de inflação, em especial o PCE, que sai na sexta-feira de manhã.

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