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Bolsonaro em Davos, feriados e Brexit: o que você precisa acompanhar nesta semana no mercado

Confira os principais eventos que vão definir o rumo do mercado nesta semana

Investidor
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Com uma pequena arrancada no fim da semana passada, o Ibovespa conseguiu mais uma vez acumular ganhos expressivos, subindo 2,6%, de olho no noticiário turbulento do exterior com o Brexit e a guerra comercial entre Estados Unidos e China. Enquanto isso, por aqui, os investidores ficam atentos aos próximos passos do governo.

O grande destaque desta semana será o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, entre terça-feira (22) e sexta-feira (25). O evento reúne a elite econômica e política do planeta e será a grande oportunidade para o presidente Jair Bolsonaro apresentar seus projetos para os estrangeiros.

Além de Bolsonaro, que será convidado especial na quarta, irão para Davos os ministros Paulo Guedes, Sérgio Moro e Ernesto Araújo. O presidente terá entre 30 e 45 minutos para discursar aos líderes mundiais, tornando-o o grande destaque do evento, que não contará com a presença de Donald Trump.

É pouco provável que Bolsonaro apresente os termos concretos da reforma da Previdência, como chegou a ser aventado, mas deve se comprometer perante a plateia de autoridades, empresários e banqueiros com uma agenda reformista em seu governo. A disposição de atrair investimentos estrangeiros e de abrir o leque de negociações comerciais com todo o mundo devem compor a linha principal de seu discurso em Davos.

Ainda na política, no Congresso, a etapa final das negociações em torno da eleição na Câmara e no Senado, que ocorre no dia 1º de fevereiro, concentra a atenção dos parlamentares nesta semana. No atual cenário, a tendência é que os vencedores sejam o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Na agenda de indicadores, a semana será mais tranquila, com o grande destaque ficando para o IPCA-15 de janeiro, que será divulgado na quarta-feira (23). Para os analistas da GO Associados, o dado de inflação deve mostrar alta de 0,39%, levando o acumulado de 12 meses para 3,86%. Na semana ainda saem as sondagens da indústria, da CNI, e do comércio e consumidor, da FGV, com expectativas para a economia do país.

Agenda externa
No exterior, os investidores seguem "divididos" entre EUA e Reino Unido. No primeiro, as atenções ficam para a continuidade do "shutdown" (que ainda não tem pesado no mercado) e as negociações com a China após boatos recentes que o presidente Trump estaria disposto a aliviar as taxas para produtos chineses.

Enquanto isso, os britânicos seguem em sua crise política após a derrota de Theresa May no Parlamento na votação do acordo do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia). Ela deve apresentar até terça um novo projeto, mas tem tido dificuldade em conseguir negociar com a oposição. No atual cenário, o governo precisa correr para aprovar um acordo ou adiar o prazo, de 29 de março, para o Brexit.

Entre os indicadores, o calendário é mais calmo, com foco voltado para os EUA. Por lá, os investidores ficarão atentos às publicações da balança comercial de novembro na segunda-feira (21), às vendas do comércio de
dezembro, na terça-feira (22), às sondagens PMI de atividade dos setores industriais e de serviços de janeiro na quinta-feira (24) e aos dados dos pedidos de bens duráveis na sexta-feira (25).

Feriados
Vale lembrar ainda que a semana promete uma liquidez menor que a média recente por conta de dois feriados. O primeiro, nos EUA, acontece nesta segunda-feira, com o Dia de Martin Luther King, tirando o investidor estrangeiro do mercado doméstico.

Enquanto isso, na sexta-feira (25) será a vez da bolsa brasileira não abrir por conta do feriado de aniversário da cidade de São Paulo.

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