Em mercados

Fundo Verde vê sinais positivos de governo Bolsonaro e aumenta exposição na bolsa brasileira

A estratégia rendeu frutos e, no mês passado, o fundo teve ganhos vindos do portfólio de ações no Brasil

Luis Stuhlberger, do Verde Asset Management
(Folhapress)

SÃO PAULO - A equipe da Verde Asset, gerida por Luis Stuhlberger, deu continuidade ao movimento de aumento da exposição do Fundo Verde à bolsa brasileira ao longo de novembro diante do otimismo em relação à formação da equipe do futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL). O time está atento aos sinais de retomada do crescimento da economia brasileira. 

"A capacidade de reter e atrair talentos é crucial para manter a qualidade na execução das políticas macro e microeconômicas, particularmente dado o desafio fiscal que o país tem diante de si. Ainda assim, mantemos nossa visão de que a melhora do crescimento econômico, cujos sinais continuam a se acumular, será a variável mais relevante para precificação dos ativos no Brasil ao longo dos próximos seis a 12 meses", afirma a equipe de gestão do Fundo Verde em relatório.

A estratégia rendeu frutos e, no mês passado, o fundo teve ganhos vindos do portfólio de ações no Brasil, e em menor medida, das posições em juro real e cupom cambial. A equipe reduziu marginalmente as posições em juro real na parte intermediária da curva em novembro, dada a perspectiva de inflação muito baixa nos próximos meses. Além disso, o fundo mantém pequenas posições tomadas em juros norte-americanos.

Do outro lado, algumas perdas vieram de posições em juros globais. O fundo encerrou o mês com ganho de 0,55% ante 0,49% do CDI. A rentabilidade acumulada no ano é de 8,05% ante 5,90% do CDI no período. 

O relatório destaca a volatilidade que marcou o mês nos mercados globais diante dos temores em relação à desaceleração do crescimento das economias mundiais somado aos tombos no preços do petróleo e à queda na taxa de juros globais. 

Para os mercados emergentes, incluindo o Brasil, a equipe da Verde Asset acredita que a política monetária menos restritiva é uma "força construtiva", enquanto a desaceleração de crescimento atrapalha.

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"Qual dessas variáveis vai dominar é uma questão em aberto. Em linhas gerais, acreditamos que o mercado está ficando exageradamente pessimista, mas há enormes incertezas, especialmente políticas, no horizonte", avalia o time de Stuhlberger.

 

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