Em mercados

Os 3 eventos que vão definir o rumo do mercado na próxima semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de operar entre os dias 23 e 27 de julho

Donald Trump e Geraldo Alckmin
(Reprodução)

SÃO PAULO - Em uma semana que caminhava para ser bem tranquila, a grande notícia política de possível apoio do centrão ao ex-governador Geraldo Alckmin impulsionou o mercado, levando o Ibovespa a fechar com ganhos acumulados de 2,6%. Com isso, este calendário de convenções partidárias se junta à temporada de resultados e ao cenário externo como os três grandes eventos que devem guiar a bolsa na próxima semana.

Na política, as informações até o momento são de que o centrão, bloco de partidos formado por DEM, PP, PR, PRB e SD, fechou na noite de quinta o apoio a Alckmin, o que já trouxe euforia para o mercado. Porém, o anúncio oficial só deve ocorrer no dia 26 de julho. Além desta possível parceria, o tucano já tem definido o acordo dos partidos PTB e PSD. Com isso, ele terá o maior tempo de TV durante a campanha eleitoral, o que deve dar força para sua candidatura.

Enquanto isso, também começa o período de convenções para lançamento oficial das candidaturas, e outros movimentos podem ser vistos. Ciro Gomes começa a lutar para conseguir apoio após uma dura derrota com a decisão do centrão, enquanto Jair Bolsonaro ainda tenta encontrar o seu vice. Do outro lado, o PT articula a campanha do ex-presidente Lula e estuda quem pode ser o candidato oficial da sigla. Qualquer mudança neste cenário eleitoral tende a agitar bastante o mercado nos próximo dias.

O segundo evento que deve ajudar a guiar o mercado nos próximos dias é a temporada de resultados corporativos, que ganhar força a partir de terça-feira (24), com o balanço do Pão de Açúcar (PCAR4), seguindo com Fibria (FIBR3) e Vale (VALE3) no dia seguinte. No total, pelo menos 24 balanços do segundo trimestre devem ser divulgados entre 23 e 27 de julho.

E para completar a tríade de eventos que todo investidor precisa ficar atento, o exterior tem sido bastante importante nos últimos dias, principalmente pelas declarações do presidente Donald Trump. Além da já real "guerra comercial" com a China, o republicano tem elevado o tom contra a União Europeia, o que tem gerado muito temor nos investidores e deixado Wall Street pressionado.

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Para piorar, em recente entrevista, Trump decidiu também criticar a atuação do Federal Reserve sobre as altas de juros nos Estados Unidos, o que derrubou o dólar contra as principais moedas do mundo. Isso liga o alerta dos investidores, que precisam estar sempre de olho para qualquer fala do líder norte-americano, já que isso costuma ter grande reação nas bolsas.

Outros eventos
Entre os indicadores, a agenda doméstica está mais tranquila nos próximos dias, com atenção para a Nota do Setor Externo do mês de junho, divulgada pelo Banco Central na quinta-feira (26). A GO Associados projeta saldo negativo de US$ 250 milhões na balança de transações correntes no mês, o equivalente a um déficit de US$ 12,5 bilhões (-0,6% do PIB) nos últimos 12 meses.

Na agenda externa, já neste fim de semana, ocorre o encontro do G20 em Buenos Aires, na Argentina. O assunto que deve predominar no encontro são os desafios para a expansão do comércio global, em virtude da nova onda de protecionismo liderada pelos EUA. Vale destacar também, entre os dias 25 e 27, a Cúpula dos BRICS, em Johanesburgo, na África do Sul, que deve ter como grande pauta os desafios dos países para se inserir na 4ª Revolução Industrial.

Nos EUA, os investidores acompanharão os dados do setor imobiliário na segunda (23) e quarta-feira (25), a sondagem PMI da indústria e do setor dos serviços na terça-feira (24), e o dado mais relevante da semana, a primeira prévia do resultado do PIB do segundo trimestre, que sai na sexta-feira (28).

A expectativa do mercado é que a economia norte-americana tenha mantido um bom ritmo de crescimento no período, com projeções rodando de crescimento anualizado acima de 3%. A confirmação da força do ciclo econômico nos EUA, associado a uma taxa de inflação anual acima da meta do Fed, podem ajudar a consolidar a projeção de 4 altas de juros este ano, apesar das recentes falas de Trump deixarem o cenário mais nebuloso.

Na Europa ocorre a reunião do BCE (Banco Central Europeu) na quinta-feira (26). O mercado não espera grandes novidades e o presidente da autoridade, Mario Draghi, deve confirmar seu discurso de junho, quando anunciou a possibilidade de um aumento na taxa de juros apenas no verão europeu de 2019.

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