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Temores de greve e dados no exterior: os 5 eventos que vão agitar o mercado na próxima semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de começar a operar na próxima semana

Investidor
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Após uma semana de recuperação para o mercado brasileiro, com o Ibovespa subindo 3%, os próximos dias prometem uma agenda mais tranquila por conta do feriado que deixará a B3 fechada na segunda-feira (9). No campo político, começam a crescer os temores de uma nova paralisação de caminhoneiros conforme a votação da tabela de frete não é concluída.

Com o Congresso na reta final antes entrar em recesso no próximo dia 17, alguns temas urgentes ainda estão sem uma definição, como é o caso do tabelamento do frete. Nesta semana, a comissão mista da MP do frete aprovou o substitutivo do deputado Osmar Terra (MDB-RS). A Frente Parlamentar da Agropecuária, porém, é contra a MP e ainda se busca um acordo que possa viabilizar o substitutivo. A MP depende de aprovação no plenário da Câmara dos Deputados e do Senado e se não for aprovada logo pode levar a uma nova greve.

Na agenda de indicadores os dados da semana devem apenas confirmar a queda na atividade provocada pela paralisação dos caminhoneiros. O principal dado será a PMC (Pesquisa Mensal de Comércio) de maio, que segundo a GO Associados deve ter queda de 1,6% no conceito restrito (não inclui automóveis e materiais de construção) e de 4,1% no conceito ampliado.

"A queda do varejo em maio reflete os efeitos negativos da greve dos caminhoneiros, em especial sobre o segmento de combustíveis e nas vendas de veículos. Por outro lado, as vendas nos supermercados (Abras) apresentaram desempenho positivo no mês, impedindo uma queda ainda maior do comércio em maio", afirmam os economistas da GO.

Enquanto isso, a semana promete ser agitada no exterior, com destaque para os dados de inflação ao produtor na quarta-feira (11) e ao consumidor na quinta-feira (12). Segundo a GO, a expectativa de uma inflação em junho em torno de 2,9% na comparação anual, acima da meta do Fed de 2%, ajuda a fortalecer a probabilidade de um cenário com quatro aumentos da taxa de juros este ano.

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Porém, o mais importante será o investidor ficar de olho aos desdobramentos da guerra comercial entre os EUA, a Europa e a China. Nesta sexta teve início a cobrança de tarifas entre os americanos e chineses, o que elevou a tensão nos mercados. Além disso, ainda há o risco dos EUA deixarem a OMC (Organização Mundial do Comércio), após algumas sinalizações do presidente Donald Trump.

Na China a semana também promete ser agitada. Os dados de inflação ao consumidor e ao produtor serão publicados na segunda-feira (9), enquanto na quarta-feira (11) saem dados de investimento estrangeiro direto. Na quinta (12) será publicado o indicador do mercado de crédito e na sexta-feira (13) os dados da balança comercial.

Segundo a GO Associados, os dados são importantes pois devem mostrar o impacto direto do agravamento da guerra comercial na economia chinesa. "Ao longo da semana, os investidores terão um olho particular sobre a
situação do yuan, que mostrou uma aceleração da sua tendência de depreciação em relação ao dólar", concluem os economistas.

Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

 

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