Em mercados

Balanço do Itaú e de mais 12 empresas, Fomc e mais eventos que agitarão o mercado na próxima semana

Tudo que você precisa saber para se preparar para operar na próxima semana

Jerome Powell

SÃO PAULO - A próxima semana será mais curta para o mercado brasileiro por conta do feriado de 1º de Maio, dia do trabalho, na próxima terça-feira, mas o noticiário está bastante movimentado. 

Na economia, os destaques ficam para a divulgação dos dados da produção industrial de março e os números de política fiscal do mesmo mês divulgados pelo Banco Central. Há uma expectativa otimista em relação à indústria, que deve apresentar crescimento tanto na margem como em relação a março de 2017, avalia a GO Associados: o número será revelado na quinta-feira às 9h pelo IBGE. 

Antes disso, na segunda-feira (30) às 10h30, será revelado o resultado fiscal do setor público consolidado, que inclui o governo central, Estados e municípios. A consultoria estima um déficit primário de R$ 25,7 bilhões no mês, como reflexo do elevado déficit do Tesouro Federal, de R$ 24,8 bilhões em março, que antecipou o pagamento de precatórios pagos em maio no ano passado. 

Na quarta-feira (2) às 15h, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) divulga o resultado de abril da balança comercial. 

O noticiário corporativo também é movimentado com a temporada de balanços, com destaque para o Itaú Unibanco (ITUB4), Cielo (CIEL3), RD (RADL3), Lojas Renner (LREN3) e IRB Brasil (IRBR3) e mais sete empresas. Além disso, atenção para a estreia das ações do Banco Inter (BIDI4) na próxima segunda-feira (30). 

Como não poderia deixar de ser, o noticiário político também segue sendo destaque. O mercado deve seguir monitorando noticiário sobre delação do
ex-ministro Antonio Palocci, sobretudo diante do risco, já apontado em algumas reportagens, de ele citar bancos ou demais companhias em suas revelações. Agora, contudo, o foco se deu por enquanto sobre as relações das empreiteiras com
políticos do PT e a forma como Lula e Dilma se envolveram nas tratativas que resultaram em um prejuízo de cerca de R$ 42 bilhões aos cofres da Petrobras, segundo O Globo. Os ex-presidentes negam as acusações. 

O mercado também monitora movimentos de pré-candidatos, em busca de mais informações sobre plataformas dos nomes vistos como alternativos e sobre tentativas de aglutinação das forças na esquerda e no centro.

Já no exterior, a agenda é pesada. Enquanto a oscilação dos rendimentos dos Treasuries não sai do radar, os investidores se preparam para a reunião do FOMC (Federal Open Market Committee), que terá seu desfecho na quarta-feira às 15h. "A expectativa é de manutenção da taxa de juros em 1,75% ao ano, mas com a possibilidade de um comunicado mais duro contra o aumento recente das pressões inflacionárias, reforçando as apostas de quatro altas de juros neste ano", avalia a GO.

Outros indicadores serão divulgados ao longo da próxima semana para monitorar a alta de juros nos EUA, aponta a consultoria, caso da taxa de inflação medida pelo índice PCE (índice de preços de gastos dos consumidores) na segunda-feira às 9h30,, a sondagem da produção industrial na terça-feira (1) às 10h45 e principalmente os dados do mercado de trabalho na sexta-feira (4) às 9h30, com atenção especial para o ritmo de crescimento dos salários.

A China também ganha holofotes com PMI de manufaturas logo no domingo (29) e o PMI Caixin na terça, enquanto segunda-feira é feriado no país.  Na quarta-feira, a zona do euro divulgará o PIB. Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

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