Em mercados

Por que o Brasil simplesmente não imprime dinheiro para pagar as dívidas? Ilan Goldfajn responde

Presidente do Banco Central participou de evento do IBMEC e apontou por que as soluções fáceis, na maior parte das vezes, podem dar bastante errado

Ilan Goldfajn
( José Cruz/ Agência Brasil)

SÃO PAULO - Durante palestra promovida pelo IBMEC na manhã desta sexta-feira (27), o presidente do Banco Central Ilan Goldfajn respondeu a muitas perguntas sobre economia, fintechs e regulação. O evento teve mediação de Arthur de Moraes, professor do Ibmec e professor de fundos imobiliários da InfoMoney Educação e foi transmitido ao vivo pelo IMTV. 

Uma das questões ganhou especial destaque, ainda mais por ter uma resposta que pode ser trivial para aqueles que acompanhando a economia no cotidiano, mas que ainda é muito feita por quem não está de olho no dia-a-dia do noticiário econômico. 

Afinal: por que o Brasil não imprime dinheiro para pagar as dívidas? 

O presidente do Banco Central respondeu que imprimir dinheiro para pagar dívidas já foi algo tentado muitas vezes mas que, no final, resultou apenas na geração de mais inflação. 

"Não tem mágica, se há a impressão de mais dinheiro, havendo a mesma quantidade de bens, haveria mais inflação", apontou ele. Ou seja, o excesso de dinheiro em circulação elevaria os preços das mercadorias e minaria o equilíbrio da economia. Isso porque o dinheiro também tem que ser visto por uma ótica por essa ótica de oferta e demanda. Se o governo imprimir muitas notas de dinheiro visando quitar sua dívida, o volume de dinheiro no mercado aumentará substancialmente, e jogará o valor deste dinheiro para baixo. 

Ilan ainda comentou que essa não é uma ideia tão elementar assim: "essa pode ser uma dúvida de um aluno, mas já teve governo com essa ideia por vários anos e inclusive já ouvi essa ideia de novo esse ano".

Assim, com as eleições nesse ano, é válido monitorar quem oferece soluções "mágicas" para os principais problemas da economia. Elas simplesmente não existem. 

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Confira a palestra na íntegra:

 

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