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Pesquisas eleitorais, início da temporada de balanços e mais 9 eventos que vão agitar o mercado na próxima semana

Tudo que você precisa saber para se preparar para operar na próxima semana

Urna eletrônica
(José Cruz/Agência Brasil)

SÃO PAULO - Após uma semana de forte volatilidade para a bolsa em meio à incerteza eleitoral e com os tuítes do presidente dos EUA Donald Trump sobre guerra comercial com a China e a questão Síria, as atenções do mercado se voltam para as primeiras pesquisas eleitorais após a prisão de Lula, além de monitorar o desenrolar das tensões geopolíticas. 

No radar político, destaque para a expectativa pela divulgação do Datafolha, com expectativa de que saia neste domingo, além da Ipsos que pode sair nesta semana.  No Datafolha, a lista de candidatos avaliados em diversos cenários inclui Henrique Meirelles, Rodrigo Maia, Michel Temer, os petistas Fernando Haddad e Jaques Wagner, além do próprio ex-presidente Lula, e também o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa. 

O STF (Supremo Tribunal Federal) também está no foco. Após suspender por cinco dias a ação do PEN que discute a legalidade da execução de condenações após o fim de recursos na segunda instância da Justiça, o ministro Marco Aurélio Mello pode colocar o pedido de volta à pauta. A liminar para que o assunto fosse julgado foi solicitada, na semana passada, pelo próprio partido, mas a legenda destituiu nesta semana o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, e contratou um novo advogado para atuar no processo. Diante da troca, o novo advogado pediu vista do processo e mais tempo para analisar o caso.

Por trás da decisão, está o temor político do partido de que o resultado do julgamento possa favorecer o Lula. A ação foi proposta em 2016 e outro pedido de liminar foi rejeitado pela Corte. Na época, a Corte autorizou as prisões após o fim dos recursos na segunda instância.  Além disso, na pauta do Supremo, está a análise do habeas corpus do deputado de Paulo Maluf, que traz também de volta o debate sobre a possibilidade de decisões monocráticas de ministros do Supremo Tribunal Federal serem alvo de novos pedidos de habeas corpus na Corte. 

Ainda sobre Lula, o julgamento do último recurso ao qual o ex-presidente tem direito na segunda instância contra a condenação no caso do triplex do Guarujá (SP) foi marcado para a próxima quarta-feira (18) no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre.

Indicadores econômicos

Após dados decepcionantes de varejo e serviços, a agenda doméstica conta com números importantes para a economia como o IBC-Br, prévia do PIB de fevereiro. O dado será divulgado na segunda-feira (16) às 08h30; a consultoria econômica GO Associados projeta alta de 0,3% ante o mês de janeiro, devolvendo parte da queda de 0,6% observada em janeiro.

Na sexta-feira (20) às 9h, o IBGE divulga o IPCA-15 referente ao mês de abril, que deve mostrar alta de 0,31% segundo projeção da GO. No acumulado em 12 meses o indicador continuará abaixo do piso da meta de 3,0%, em 2,91%. "Apesar da aceleração no mês, o cenário inflacionário segue confortável, permitindo ao Copom realizar novo corte de juros, de 0,25 pp, na reunião dos dias 15 e 16 de maio, levando a Selic para 6,25% ao ano", aponta a consultoria. 

Sem dias definidos, o Ministério do Trabalho deve divulgar os dados do Caged referente ao mês de março, com expectativa de geração líquida positiva de vagas, enquanto a Receita Federal revela os dados de arrecadação federal do mesmo mês. A GO Associados projeta arrecadação de R$ 109,8 bilhões, um aumento real de 8,0% ante março do ano passado. "A melhora da atividade econômica, o programa Refis e o aumento das alíquotas do PIS/Cofins sobre os combustíveis são os principais fatores por trás da recuperação da arrecadação de impostos. O aumento da arrecadação de impostos ao longo do ano ajudará no cumprimento da meta de déficit de R$ 159 bilhões pelo governo central", apontam os economistas da consultoria. 

Já no radar corporativo, tem início a temporada de resultados do primeiro trimestre de 2018, ainda que de forma morna. Na quarta-feira, a WEG (WEGE3) reportará seus números e, na sexta-feira, é a vez da Usiminas (USIM5). 

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No exterior, os investidores devem seguir monitorando as ameaças de guerra comercial e as tensões no campo geopolítico. Na agenda econômica americana, atenção para o resultado do varejo na segunda (16) e a produção industrial na terça (17), ambos de março. Na quarta-feira, o Federal Reserve divulga o livro Bege, que contém informações sobre o nível corrente da atividade econômica com base em informações coletadas junto aos empresários de cada regional do Fed. 

Atenção ainda para a China, com a divulgação na segunda do resultado do PIB do primeiro trimestre do ano. O mercado espera ligeira desaceleração no período, de 6,6% ante o mesmo período do ano anterior, ante crescimento de 6,8% no quarto trimestre do ano passado. 

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