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O que pagamos de imposto não é compatível com o que recebemos do governo, diz filósofo liberal

Em entrevista para o UM BRASIL, Joel Pinheiro da Fonseca fala sobre o novo pensamento liberal que ganha espaço no debate público

SÃO PAULO - O entrevistado desta semana do UM BRASIL, parceiro de conteúdo do InfoMoney, é Joel Pinheiro da Fonseca, filósofo, economista e uma das principais vozes do movimento liberal brasileiro. Em conversa com Humberto Dantas, ele falou sobre o novo pensamento liberal que ganha espaço no debate público, principalmente entre os jovens, e como ele se diferencia do antigo consenso neoliberal.

"Acho que existe um discurso público, que perpassa os diversos partidos e que eu vejo, no caminhar dele na história recente, uma caminhada numa direção mais liberal. O que eu quero dizer com liberal aqui? Uma ideia de que a sociedade tem uma ordem própria, e que não é preciso que alguma autoridade esteja a todo momento determinando tudo que se passa em uma sociedade", explica Fonseca.

Contrário à defesa intolerante de qualquer ideologia, Fonseca afirma que a democracia exige reconhecimento e diálogo entre grupos que pensam diferente. "Você está em uma democracia, você tem que reconhecer que você não vai estar por cima o tempo inteiro [...] não é uma cruzada do bem contra o mal", afirma.

O especialista ainda comenta a questão dos tributos pagos pelos brasileiros e o quando a população recebe de volta. "A gente paga bastante para o estado brasileiro, só de imposto deve estar em 34%, 35% de tudo que a gente produz no ano. E o que a gente recebe de volta, é compatível com o que outros estados do mundo que cobram menos que o nosso oferecem? Não é compatível" afirma.

 

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