Em mercados

Enfraquecimento de Temer faz projeções para PIB e inflação despencarem, mostra BC

Mesmo com as expectativas mais baixas para os dois indicadores, não houve alteração na mediana das projeções para a taxa básica de juros

Henrique Meirelles
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O mau humor com as condições de o governo aprovar a agenda de reformas começou a refletir nas expectativas dos economistas semanalmente consultados pelo Banco Central. Na mais recente edição do relatório Focus, divulgada na manhã desta segunda-feira (12), a mediana das projeções para o PIB (Produto Interno Bruno) despencaram de 0,50% para 0,41% neste ano e de 2,40% para 2,30% no ano seguinte.

Em decorrência do nível de atividade mais baixo, as projeções para a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), recuaram de 3,90% para 3,71% em 2017 e de 4,40% para 4,37% em 2018. Mesmo assim, as expectativas para a taxa básica de juros continuam em 8,50% ao final dos dois anos. Caso as projeções para a inflação oficial se confirmem, a manutenção da Selic nesse patamar faz com que o país tenha taxa de juros reais 'ex-post' de 4,79% e 4,13%, respectivamente.

Do lado do câmbio, as projeções para o dólar se mantiveram em R$ 3,30 ao final deste ano e em R$ 3,40 ao final do ano seguinte, apesar da percepção de maior nível de incertezas na economia doméstica.

Entre os cinco economistas que mais acertam em suas projeções -- o chamado 'top 5' --, no cenário de curto prazo, a mediana para o IPCA recuou de 3,64% para 3,28% neste ano e de 4,25% para 4,20% no ano seguinte, enquanto as expectativas para o dólar foram de R$ 3,45 para R$ 3,40 em 2017 e se mantiveram em R$ 3,55 em 2018. No cenário de médio prazo, o IPCA a mediana das projeções para a inflação oficial foram de 3,64% para 3,51% neste ano e de 4,20% para 4,19%. O dólar, por sua vez, foi de R$ 3,20 para R$ 3,30 e de R$ 3,30 para R$ 3,55.

 

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