Em mercados

Homem mais rico da China faz alerta para "a maior bolha da história"

Wang Jianlin afirmou em entrevista para a CNN que a bolha imobiliária da China é a maior bolha da história - e está diminuindo sua exposição no setor

Wang Jianlin
(Bloomberg)

SÃO PAULO - Rondando os mercados há muito tempo, a possibilidade de bolha na China vez e outra volta com força no radar dos investidores. Desta vez, quem trouxe o assunto de volta à tona foi o homem mais rico do gigante asiático, Wang Jianlin, que fez um alerta sobre a economia do país em entrevista à CNN na última quarta-feira (28). "Esta é a maior bolha da história... e não vejo muita solução para o problema", apontou. 

De acordo com Jianlin, que fez fortuna no mercado imobiliário chinês e fundador do grupo Wanda, destacou que justamente este setor está passando pela "maior bolha da história". Desta forma, ele está reduzindo os investimentos no setor, para evitar perdas históricas quando o mercado "arrebentar". 

Ele lembrou ainda que os preços imobiliários continuam subindo nas grandes cidades chinesas, como Xangai e Pequim, mas que estão em queda nas restantes, com um grande número de propriedades vazias. "Eu não vejo uma solução viável para este problema. O governo adotou todo o tipo de medidas, mas nenhuma funcionou", apontou ele. 

O setor imobiliário é um dos principais da economia chinesa, que tem sido um dos motores da economia global no último ano, mas que vem mostrando sinais de arrefecimento da sua atividade. De acordo com relatório do BIS (Bank of International Settlements), o crédito na China aumentou quase 20% anuais nos três últimos anos, destacando ainda os desequilíbrios que isto pode causar para a economia do país. O BIS ainda alertou para os riscos iminentes no sistema bancário chinês nos próximos três anos.

Jianlin afirma que não está preocupado com um súbito abrandamento da atividade econômica do país, apontando que "o problema é que ela ainda não se recuperou". 

"Se retirarmos os estímulos muito rápido, a economia vai reagir negativamente. Por isso, temos de esperar até que a atividade econômica se recupere. Só então, poderemos reduzir os estímulos e a dívida", disse. 

 

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