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Déficit dos fundos de pensão atingiu R$ 84 bilhões em junho

Segundo o presidente da entidade, os planos BD, que são os de benefício definido, ficaram com rentabilidade de 8,28%, o que explica o aumento do déficit no semestre.

Reais
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Os fundos de pensão encerraram o primeiro trimestre com ativos totais de R$ 763 bilhões, o que representou um crescimento de 13,3% em 12 meses, em um cenário refletindo a maior rentabilidade com aplicações em ativos de renda fixa, segundo informou a Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar) nesta segunda-feira (12).

O segmento encerrou o semestre com 72% dos ativos aplicados em renda fixa, como títulos do governo, que têm proporcionado maior rentabilidade, dado que a taxa básica de juros do país está em 14,25% ao ano. A rentabilidade média nos seis primeiros meses de 2016 ficou em 8,44%.

O déficit dos fundos de pensão no fim de junho ficou em R$ 84 bilhões, ante um déficit de R$ 76,7 bilhões em dezembro do ano passado. Segundo o presidente da entidade, José Ribeiro Pena Neto, os planos BD, que são os de benefício definido, ficaram com rentabilidade de 8,28%, o que explica o aumento do déficit no semestre.

Para o ano, a Abrapp estima que a rentabilidade fique entre 12,93% e 19,34%, o que, segundo Pena Neto, depende do desempenho do portfólio de renda variável. O cenário mais pessimista coloca a Bolsa em 48.700 pontos, enquanto no mais otimista o Ibovespa está em 65.900 pontos.

"Estamos vindo de 3 ou 4 anos ruins, esperamos voltar a bater a meta atuarial", disse o presidente da Abrapp. A meta atuarial é a rentabilidade mínima necessária para garantir que os fundos conseguirão pagar as aposentadorias de todos os seus cotistas.

 

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