Em mercados

DI cai com IPCA abaixo do esperado e indicação de que alta de juros está perto do fim

BC já sinaliza que haverá o fim do ciclo de alta dos juros, informa o jornal Valor; enquanto isso, dólar tem alta

Alexandre Tombini - BC
(Ueslei Marcelino/Reuters)

SÃO PAULO - Em meio ao noticiário bastante movimentado apesar da véspera , além da Bovespa, o mercado deve acompanhar os juros futuros e o câmbio. 

Duas novidades hoje dão conta de que o aperto monetário está próximo do fim. Hoje, o Valor Econômico afirmou que a maioria dos integrantes do Copom (Comitê de Política Monetária) está convencida de que até o final do mês novos indicadores mostrarão a debilidade da atividade econômica, com o BC já preparando o mercado para o fim do ciclo de aperto monetário. 

Além da expectativa de dados mais fracos, o cenário de que a inflação cedendo deve fazer com que, no próximo encontro, o BC opte por uma alta de apenas 0,25 ponto percentual na Selic, para 14%. Estas indicações foram confirmadas pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de junho, que ficou abaixo do esperado ao registrar alta de 0,79% no mês. 

Com isso, o cenário é de ajuste para as principais taxas de contrato futuro de DI, uma vez que o mercado vinha sinalizando uma nota alta de 0,5 ponto percentual em meio ao discurso duro no comunicado e na ata do último encontro do Comitê do BC.

O DI para janeiro de 2017 cai 11 pontos-base, para 13,61%, enquanto o DI de janeiro de 2021 registra baixa de 7 pontos-base, a 12,56%. 

Dólar em alta
Enquanto isso, o dia é de alta para o dólar, que sobe seguindo o exterior, com foco mais voltado para o mercado asiático. O dólar comercial sobe 0,47%, a R$ 3,197 na compra e R$ 3,198 na venda, apesar do cenário de um acordo entre a Grécia e os credores esteja mais próximo de acontecer. 

A  moeda americana avança frente a 11 de 16 principais divisas globais e maioria
das emergentes.

Conforme destaca a LCA Consultores, o movimento de depreciação das moedas dos emergentes está relacionado com os últimos acontecimentos da crise grega na zona do euro. "De fato, as incertezas em torno da Grécia seguem elevadas após a vitória do Não no plebiscito do último final de semana" , ressalta a consultoria. Mas, no caso brasileiro, há ainda outros fatores, como o cenário de tensão política, em meio a movimentações para o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o que fez com que o real se desvalorizasse ainda mais em relação às moedas de outros países emergentes - e a expectativa é de que não haja uma recuperação no curto prazo. 

 

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