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Fed reduz em US$ 10 bi programa de compra de ativos e muda orientação sobre juros

Fed cortou os estímulos para a economia, conhecidos como Quantitative Easing 3 em US$ 10 bilhões, conforme esperado pelo mercado, e disse que considerará outros fatores para aumento da taxa de juros além de desemprego

Janet Yellen 3
(Robert Galbraith/Reuters)

SÃO PAULO - O Federal Reserve cortou os estímulos para a economia, conhecidos como Quantitative Easing 3 em US$ 10 bilhões, em sua reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) desta quarta-feira (19), para US$ 55 bilhões ao mês, contados a partir de abril. Oito integrantes votaram a favor da redução do programa, enquanto um foi contra. 

A autoridade monetária também mudou a sua orientação sobre quanto tempo pretende manter as taxas de juros de curto prazo próximas a zero. O Fed destacou que vai considerar agora uma "ampla gama" de fatores ao invés de confiar principalmente na taxa de desemprego para nortear sua política. 

O comunicado também ressaltou que o Fed pode manter as taxas baixas por algum tempo e não tem planos de aumentar rapidamente. A maior parte das autoridades - 13 de 16 - não esperam que haja um aumento na taxa de juros até 2015, com as taxas crescendo um pouco mais rápido em 2016. Chamou a atenção a discordância do presidente regional do Fed de Minneapolis, Narayana Kocherlakota, que apontou que a nova diretriz pode aumentar as incertezas. 

Vale ressaltar que, na sua última previsão econômica, o Fed também reduziu a sua estimativa de crescimento dos EUA em 2014 e previu que o desemprego cairia mais rápido do que o anteriormente esperado. Agora, o Fed vê os EUA crescendo não mais que 3% este ano, ante estimativa de 3,2% de dezembro, enquanto prevê uma taxa de desemprego entre 6,1% a 6,3%, ante projeção anterior de 6,3% a 6,6%. Atualmente, o desemprego está em 6,6%. Já as expectativas de inflação mudaram pouco. Com as melhores expectativas para o mercado de trabalho, as autoridades do Fed acreditam que a taxa de juros devam chegar a 1% ao final de 2015 e 2,25% um ano depois, acima do esperado pelo mercado. 

 

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