Em mercados

Na volta do feriado, Ibovespa segue ambiente externo e abre em alta

Humor externo deve-se principalmente à antecipação de recursos da Zona do Euro para apoiar bancos da Espanha

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(Getty Images)

SÃO PAULO - Na volta do feriado estadual em São Paulo, o Ibovespa opera em campo positivo nesta terça-feira (10), acompanhando o bom humor visto no mercado internacional depois que os líderes da Zona do Euro se comprometeram a acelerar a liberação de recursos para os bancos espanhóis. Por volta de 10h30 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira mostrava alta de 0,27% aos 55.541 pontos.

Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Gafisa ON (GFSA3, R$ 2,64, +8,20%),  que publicou sua prévia operacional na noite de segunda-feira, além de LLX (LLXL3, R$ 2,38, +3,48%),  MRV (MRVE3, R$ 10,29, +2,18%),  Fibria (FIBR3, R$ 15,49, +2,11%) e GOL (GOLL4, R$ 8,40, +1,82%). 

O Ibovespa fechou o pregão de sexta-feira em queda de 1,75%, atingindo 55.394 pontos e registrando uma baixa acumulada no ano de 2,40%. Desta maneira, o principal índice da BM&FBovespa interrompeu uma série de cinco altas. 

Apoio à Espanha
Durante reunião realizada na segunda-feira, o Eurogrupo chegou a um acordo sobre as condições do empréstimo que darão à Espanha para recapitalizar os bancos do país e decidiram disponibilizar € 30 bilhões até o final do mês como "contingência". 

Além do acordo sobre a ajuda aos bancos, os ministros de Finanças concordaram em dar ao país mais um ano, até 2014, para diminuir o déficit público dos 8,9% atuais a menos de 3%.

Europa em foco
Na agenda econômica do Velho Continente, as notícias também são positivas. No Reino Unido, a produção das fábricas aumentou 1,2% em maio ante o mês anterior, informou o ONS (Escritório Nacional de Estatísticas). A previsão de analistas era de queda de 0,1%. A produção industrial geral cresceu 1%.

No ambiente europeu, ainda está prevista para esta terça-feira uma reunião dos ministros de Finanças da União Europeia, além do resultado de uma importante decisão da Corte Constitucional da Alemanha sobre a emenda ao pacto fiscal do bloco. 

China decepciona
Por outro lado, a Ásia trouxe dados menos animadores. O superávit comercial da China subiu para US$ 31,7 bilhões em junho, de US$ 18,7 bilhões em maio. O resultado deve-se principalmente ao fraco crescimento das importações, uma possível indicação de que a demanda doméstica da China está perdendo força.

Agenda morna
No mercado doméstico e também nos EUA, a agenda de indicadores econômicos é morna. Sem previsão de dados sobre a economia norte-americana, o mercado repercute apenas a pesquisa industrial: emprego e salário do mês de maio, a qual é elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em Wall Street, o foco recai sobre o front corporativo, depois que a Alcoa deu início à temporada de balanços do segundo trimestre. A produtora de alumínio registrou prejuízo de US$ 2 milhões entre abril e junho.

Por aqui, a novidade é que a agência de classificação de risco Standard & Poor's elevou o rating de dívida de curto prazo brasileiro de A-3 para A-2. Contudo, o aumento é fruto de uma mudança de metologia, e não em uma melhora no perfil de crédito nacional, de acordo com a agência. O rating de longo prazo manteve-se inalterado em "BBB", em grau de investimento.

 

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