Em mercados

Ibovespa acompanha front externo e têm queda com Payroll

Economia norte-americana cria menos emprego do que o esperado no mês de junho e decepciona investidores

Bovespa - mesa - corretores - mercado financeiro
(Divulgação/BM&FBovespa)

 SÃO PAULO - Acompanhando o pessimismo internacional, o Ibovespa opera em queda nesta sexta-feira (6) diante de dados desanimadores sobre o mercado de trabalho norte-americano. Desta forma, o indicador está a um passo de interromper uma sequência de cinco altas.

Por volta de 10h20 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira mostrava declínio de 0,72% aos 55.971 pontos. Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para LLX (LLXL3, R$ 2,36, -2,07%), Usiminas (USIM3, R$ 7,87, -1,99%),  Gerdau (GGBR4, R$ 17,78, -1,93%),  MRV (MRVE3, R$ 9,70, -1,92%) e B2W Varejo (BTOW3, R$ 6,93, -1,84%).

O principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de quinta-feira em alta de 0,54%, atingindo 56.379 pontos e registrando uma baixa acumulada no ano de 0,66%. O volume financeiro foi de R$ 6,34 bilhões.

Emprego nos EUA
Na agenda norte-americana, o Departamento de Trabalho informou que a maior economia do mundo criou 80 mil empregos em junho, abaixo das expectativas dos analistas, de 100 mil vagas, mas um pouco acima da leitura revisada de maio, de geração de 77 mil postos de trabalho.

A criação de empregos durante o mês não foi suficiente para diminuir a taxa de desemprego do país, que permaneceu inlaterada em 8,2%. Os economistas esperavam taxa de desemprego de 8,1%.

Indústria europeia
Ao mesmo tempo, os investidores repercutem dados sobre a indústria do Velho Continente. Surpreendendo positivamente o mercado, a produção industrial da Alemanha cresceu 1,6% em maio em termos ajustados, informou o Ministério da Economia. O resultado veio bem acima do previsto, de alta de 0,4%.

Na Espanha, por outro lado, a produção industrial caiu pelo nono mês consecutivo em maio, informou o INE (Instituto Nacional de Estatística). Conforme dados ajustados para o número de dias úteis, a produção recuou 6,1% ante o ano anterior, depois de uma queda de 8,3% em abril. Apesar do declínio, o indicador superou as expectativas, de retração de 8,1%.

Ambiente doméstico
Por aqui, o mercado avalia a desaceleração do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) referentes ao mês de junho e publicados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Separadamente, o instituto também informou que a produção industrial caiu em seis dos 14 locais pesquisados em maio, e que o INCC (Índice Nacional da Construção Civil) subiu para 0,70% em junho.

 

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