Em mercados

Bolsas da Europa registram perdas com impasse grego e notícias corporativas

Previsões negativas para economia da Zona do Euro e dados fracos sobre a China também pesam sobre os negócios

SÃO PAULO - Os principais índices acionários da Europa verificam perdas no pregão desta sexta-feira (11) diante de resultados corporativos abaixo do esperado e as discussões sobre a formação de um governo grego entrando no quinto dia.

Na Grécia, os partidos políticos mantêm uma última tentativa de formar um governo e evitar a repetição das eleições. Evangelos Venizelos, líder do socialista Pasok, é o terceiro e último político encarregado de tentar formar um governo desde a votação de domingo. O partido conservador Nova Democracia e a Coalizão da Esquerda Radical, o Syriza, já tentaram sem sucesso buscar maioria.

O impasse político na Grécia faz com que o mercado considere a possibilidade de uma nova eleição já no mês que vem, o que pode ameaçar a implementação das medidas de austeridade acordadas com os credores internacionais, impedindo o pagando da dívida do país. Com a disputa política, os investidores voltaram a se preocupar com a saída dos gregos da Zona do Euro.

Futuro negativo
No ambiente econômico, a Comissão Europeia afirmou que a Zona do Euro se encontra em uma suave recessão, sendo que a perspectiva é de contração de 0,3% em 2012, mas com ligeira recuperação a partir do terceiro trimestre do ano, para alcançar um avanço de 1% em 2013.

Em 2012, a Grécia terá a retração mais profunda, com o PIB (Produto Interno Bruto) caindo 4,7%, enquanto as economias de Espanha e Itália devem encolher 1,8% e 1,4%, respectivamente. Já o PIB de Portugal deve encolher 3,3%, de acordo com as projeções do organismo.

China preocupa
O enfranquecimento da economia da China também pesa sobre o sentimento dos investidores. Uma cesta de indicadores divulgados nesta madrugada mostrou que os dados industriais vieram abaixo do esperado, que houve desaceleração nas vendas no varejo, além de queda nos preços ao consumidor.

A produção industrial subiu 9,3% em abril, o menor nível desde maio de 2009, enquanto a alta das vendas do varejo desacelerou para 14,1%, o mais fraco em 14 meses. Já a inflação anual ao consumidor caiu para 3,4% no mês passado, ante 3,6% em março.

Front corporativo
Do lado corporativo, declarações sobre o norte-americano JP Morgan afetam os negócios na Europa e derrubam os papéis do setor financeiro. O executivo-chefe do banco, Jamie Dimon, afirmou na véspera que a instituição deverá ter no segundo trimestre uma perda de até US$ 2 bilhões com transações com veículos sintéticos de crédito.

Entre as companhias europeias, as ações do francês Crédit Agricole cedem 1,66%, após o banco reportar queda de 75% no lucro do primeiro trimestre do ano, frustrando a expectativa do mercado. Ainda na ponta vendedora, os papéis da espanhola Telefonica caem 1,86%, uma vez que o lucro operacional dos primeiros três meses de 2012 ficou aquém das projeções de analistas.

Confira o desempenho do mercado acionário Europeu:

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 DAX 30 -0,47 6.488 -2,80 +9,99 
 FTSE 100 -0,60 5.510 -2,21 -1,11 
 CAC 40 -0,92 3.101 -4,21 -1,85 
 SMI -0,50 5.897 -2,69 -0,66 
 IBEX 35 -0,82 6.988 -7,77 -18,43 
 FTSE MIB -0,38 13.951 -5,03 -7,55 

 

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